<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332</id><updated>2012-02-28T01:37:07.102-03:00</updated><category term='Biblia'/><category term='Finis Dake'/><category term='Raças'/><category term='cotas'/><category term='Lima Barreto'/><category term='GLOBALIZAÇÃO ELETRÔNICA'/><category term='outono'/><category term='A TERCEIRA DIÁSPORA'/><category term='politicas públicas'/><category term='30 Motivos para a Segregação…'/><category term='escola pública'/><category term='racismo'/><category term='Afrokut'/><category term='futebol'/><category term='paixão'/><category term='pol[itica'/><category term='Motivos'/><category term='INTERNET'/><category term='Dake'/><category term='DIÁSPORA NEGRA'/><category term='GOLI GUERREIRO'/><category term='filosofia'/><category term='pré-modernismo'/><category term='Cristo'/><category term='Biblia Dake'/><category term='folhas'/><category term='negros'/><category term='Segregação'/><title type='text'>Eu hei de vencer!</title><subtitle type='html'>esse meu blog é um lugar especial no qual pretendo expressar minhas memórias, sonhos e reflexões, espero que todos gostem porque eu amei!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>52</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-6516885022534534502</id><published>2011-08-14T10:03:00.000-03:00</published><updated>2011-08-14T10:03:51.537-03:00</updated><title type='text'>Um pigmeu no zoo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="tb"&gt;         &lt;h1&gt;OTA BENGA, UM PIGMEU NO ZÔO DE NOVA IORQUE.&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;Em 1888 o rei belga Leopoldo II, o dono do Congo,  organizou na colônia um exército de mercenários chamado Force Publique.  Constituíam um corpo de polícia, força anti-guerrilheira e exército de  ocupação que já em 1900 atingia os 19 mil homens encarregados de conter  tanto as numerosas sublevações étnicas, como de garantir o trabalho  escravo de carregadores e coletores de borracha. Enforcamentos, torturas  e mutilações eram os métodos de dissuasão que utilizavam em suas  expedições de castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa delas arrasaram um povoado, assassinando e desmembrando àqueles  nativos em estado inferior de evolução. Entre os mortos estavam a mulher  e os filhos de Ota Benga, um pigmeu que tinha ído caçar e regressava ao  povoado para comunicar que tinha abatido um elefante. Capturado pelos  assassinos de sua família, Ota Benga foi levado a um mercado de  escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali foi visto por um famoso explorador chamado Samuel Verner, que estava  procurando pigmeus para exibi-los na Exposição Universal de Saint  Louis, no estado do Missouri, de 1904. Verner agachou-se e inspecionou  Ota, separando-lhe os lábios para examinar seus dentes. Gostou da  mercadoria e trocou-o por um saco de roupa. Ota ainda ajudou Verner a  convencer outros pigmeus para que lhes acompanhassem a Saint Louis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era uma prática estranha. Vistos como curiosidade antropológica  pelos primeiros exploradores europeus que visitaram a África, os  pigmeus, homenzinhos que mediam no máximo 1,35 metros, sempre tiveram em  suas características físicas uma senha de identidade ao mesmo tempo em  que um passaporte para o escárnio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em 1897, Leopoldo II tinha disposto que na Exposição Universal de  Bruxelas fosse apresentada uma cenografia daquele Congo longínquo e  pitoresco que lhe produzia tão notáveis benefícios. Fez trazer da África  267 homens, mulheres e crianças entre os quais dois pigmeus e organizou  uma representação da vida Africana que atraiu a atenção de um milhão de  visitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante eles, os africanos dançavam diante de réplicas de choupanas de  bambu com telhado de palha. Os visitantes lançavam-lhes comida, o que  produziu indigestões entre os indígenas até o ponto de que o próprio rei  Leopoldo ordenou colocar um cartaz que dizia: "Os negros só podem ser  alimentados pelo comitê organizador". Quando chegava a noite eram  recolhidos nos estábulos reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selvagens Primitivos&lt;br /&gt;Assim como os africanos de Leopoldo, quando Ota Benga chegou nos EUA foi  exibido junto com seus colegas na seção de antropologia da Exposição,  expostos embaixo de uma epígrafe de "selvagens primitivos". Sua presença  e a dos demais pigmeus foi muito celebrada pelo numeroso público que se  acercou para visitar a Exposição, 20 milhões de pessoas que deixaram 25  milhões de dólares em bilheteria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns antropólogos aproveitaram Ota e seus colegas como ratos de  laboratório para seus estudos. Neste aspecto submeteram os pigmeus a  diversos testes de inteligência que, com indissimulado racismo, serviram  para proclamar que os negrinhos "se comportavam da mesma forma que  pessoas mentalmente deficientes", cometendo muitos erros estúpidos e  demorando muito tempo em executar as provas mais simples. Algo fácil de  compreender se levar em conta que ainda 20 anos depois autores como  Crookshank seguiam sustentando que o homem branco provia dos primatas  mais inteligentes, os chimpanzés; os orientais, dos orangotangos, e os  negros, dos fortes mas pouco inteligentes gorilas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabada a Exposição, Verner cumpriu sua palavra e levou Ota e seus  amigos de regresso a África. Ali, Ota Benga voltou a casar-se quase de  imediato, mas sua segunda mulher morreu pela picada de uma cobra. Só,  sem família, nem clã que lhe protegesse, e com o resto de pigmeus  repudiando-o pelas más experiências passadas na terra do homem branco,  Ota Benga voltou a se juntar com Samuel Verner, lhe acompanhando em sua  volta a América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo nos EUA, o explorador vendeu os animais capturados na África a  diferentes zoológicos. Segundo explica Phillips Verner Bradford, neto de  Verner e co-autor, com Harvey Blume, do livro Ota Benga: The Pigmy In  The Zoo, o explorador entrou numa bancarrota, seu patrimônio foi  embargado e a tutela de Ota Benga ficou nas mãos do Museu Americano de  História Natural. Ota Benga acabou em Nova Iorque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentes Afiados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William Hornaday, diretor do Bronx Zoological Garden da cidade, quis  então tornar realidade uma velha aspiração: formar a hierarquização das  raças numa espécie de representação que mostrasse a supremacia do homem  branco sobre os selvagens africanos, a quem considerava análogos aos  macacos. Com tal motivo, misturando um verniz pseudo-antropológico com  uma populista representação circense, Ota Benga foi encerrado numa jaula  compartilhando espaço com um orangotango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, ele podia caminhar pelo zoológico e inclusive ajudava na  alimentação dos animais. Mas quando foi colocado em exibição, Benga  passou a fazer parte da "Casa dos Macacos", além disto carregava sua  rede, seu arco e seta e inclusive os disparava como parte do bizarro  show. No primeiro dia da exibição, 8 de setembro de 1906 os visitantes  podiam ler a seguinte informação na frente da jaula: Pigmeu Africano  "Ota Benga" 23 anos de idade. Altura: 4 pés e 11 polegadas. Peso: 103  libras. Trazido da foz do rio Kasai, Estado Livre do Congo, Centro Sul  da África pelo Dr. Samuel Phillips Verner..&lt;br /&gt;O Diretor do Zoológico do Bronx William Hornaday viu a exibição como um  espetáculo valioso inclusive economicamente dado seu elevado número de  visitantes, e foi auspiciada por Madison Grant um proeminente  geneticista racista.&lt;br /&gt;O público se amontoava ante seu habitáculo, ávido para contemplar àquele  homenzinho, que mal media 1,35 metros. Muitos se admiravam com seus  dentes afiados "para devorar carne humana", segundo era divulgado na  imprensa. Explodindo esta lenda, os responsáveis do zoo encarregaram-se  de semear de ossos o solo da jaula, o que excitava ainda mais a  curiosidade das até 40.000 pessoas que iam vê-lo em alguns domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquela situação não podia se prolongar e algumas instituições  religiosas foram em sua ajuda. Uns dizem que por caridade; outros, que  para evitar a difusão de teorias evolutivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de setembro de 1906, Ota Benga foi levado para o Orfanato e  Asilo Howard Colored onde ficou até 1910 quando passou à tutela da  poetisa Anne Spencer que mandou arrumar os seus dentes (tinham sido  limados para dar-lhe forma pontiaguda) e deu-lhe roupas ao estilo  americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benga estudou e começou a trabalhar numa fábrica local de fumo. Apesar  de sua pequena estatura, provia uma ajuda importante porque era capaz de  trepar até as polias e tirar as folhas de fumo sem ter que usar cordas.  Seus amigos começaram a chamá-lo de "Bingo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ota Benga, estava preso entre dois mundos, sem poder regressar a áfrica e  visto principalmente como uma curiosidade nos Estados Unidos. Em 20 de  março de 1916 à idade de 32 anos, arrancou as coroas que tinham  implantado nos seus dentes, fez um ritual de uma dança tribal e disparou  no próprio peito com uma pistola que tinha roubado. Em seu Atestado de  óbito aparece como Ota Bingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais em: Ota Benga, um pigmeu no zôo de Nova Iorque - Metamorfose Digital &lt;a href="http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=2241#ixzz1UIBCiC15" rel="nofollow"&gt;http://www.mdig.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-6516885022534534502?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.mdig.com.' title='Um pigmeu no zoo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/6516885022534534502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=6516885022534534502' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/6516885022534534502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/6516885022534534502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2011/08/um-pigmeu-no-zoo.html' title='Um pigmeu no zoo'/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-381607112933688903</id><published>2011-06-26T18:32:00.000-03:00</published><updated>2011-06-26T18:32:06.513-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='INTERNET'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='GLOBALIZAÇÃO ELETRÔNICA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A TERCEIRA DIÁSPORA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DIÁSPORA NEGRA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='GOLI GUERREIRO'/><title type='text'>A TERCEIRA DIÁSPORA</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="postbody"&gt;                     &lt;h2 class="title" style="text-align: center;"&gt;A 'Terceira Diáspora': entrevista a Goli Guerreiro&lt;/h2&gt;&lt;div class="content"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="imagecache-full"&gt;&lt;img alt="Ilustração de valentina garcia a partir de peça de arte popular do Benin." class="align-center" height="400" src="http://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/ilustcapa_1.jpg" title="Ilustração de valentina garcia a partir de peça de arte popular do Benin." width="383" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="imagecache-full"&gt;&lt;span class="caption"&gt;Ilustração de valentina garcia a partir de peça de arte popular do&amp;nbsp;Benin.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você explica terceira diáspora como “deslocamento de signos  provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra”. Se essa  diáspora é propiciada pela globalização eletrônica, por que ela se dá  com mais força entre as cidades&amp;nbsp;atlânticas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Eu não diria que terceira diáspora é uma explicação  e sim uma idéia que tenta atualizar o sistema de trocas entre culturas  que aconteceram desde sempre. Pra ler o mundo a gente faz recortes e se  posiciona. Esta leitura trata da história moderna de povos negros no  Ocidente. Claro que as trocas não se dão somente nesse universo, mas foi  este mundo que eu quis comentar, sampleando informações produzidas por  negros “mas não propriedade exclusiva deles”, como diz Paul Gilroy em um  dos posts dedicados a intelectuais de várias partes do atlântico. As  cidades concentram 50 % da população da terra, é normal que a produção  cultural em lugares com tanto trânsito de pessoas seja mais intensa. Mas  o que o circuito de comunicação potencializado pela web traz de mais  interessante é exatamente a possibilidade de deslocar centros e  periferias, tornando possível escrever um livro em que Salvador é o  centro do mundo. Milton Santos ajuda bastante: “o centro do mundo está  em todo lugar. O mundo é o que se vê de onde se&amp;nbsp;está”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diante da globalização esse tráfego de signos vai além das  fronteiras étnicas? Em outras palavras, é preciso identificar-se como  negro para fazer parte dessa rede? (Pergunto isso porque da minha  leitura do livro fiquei com uma leve impressão que as trocas só se dão  entre negros. Como se não existissem brancos contribuindo para  esse&amp;nbsp;intercâmbio).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Adoro que o trabalho cause este impacto estético. É incrível que numa  cidade tão negra soe estranho que quase só haja pretos em todas as  páginas dos livros. É claro, você sabe bem, que não precisa ser negro  pra fazer parte desse circuito de informação (senão eu mesma não estaria  nele e há tantos não negros envolvidos…), mas o trabalho tem a intenção  de colocar os negros em seu lugar, ou seja, em todas as partes, em  todos os campos de criação artísticos, comportamentais e ideológicos  desta e de outras&amp;nbsp;cidades.&lt;br /&gt;Alguns dos lugares que você cita, por questões políticas e  econômicas, se encontram mais ou menos isolados desse câmbio de signos e  informações? De que maneira esse tipo de lugar interessa para sua  pesquisa que tem trocas e hibridizações como&amp;nbsp;foco?&lt;br /&gt;As desigualdades jamais evitaram a criação e circulação de práticas,  conhecimentos e estratégias. Se pensarmos em tudo que os negros  inventaram e reelaboraram durante o escravismo, dá pra ter uma noção  dessa capacidade de driblar mazelas e moldar contextos culturais.  Atualmente a internet, por mais limitada que seja, permite façanhas como  a da cubana Yoani Sanchez, que entrevistou Barack Obama e postou em seu  blog o cotidiano de Havana com filmes feitos em&amp;nbsp;celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você dividiu o livro em dois e dedica um deles inteiramente  ao porto da Bahia. Isso se explica por conta do seu ponto de vista ser  daqui, ou o papel de Salvador nessa rede atlântica é mesmo&amp;nbsp;destacado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo insinuar que a produção cultural de Salvador seja mais  proeminente se comparada a outras cidades atlânticas. Apenas sou  soteropolitana e vivendo aqui tenho acesso ao que se produz em vários  campos de criação. Conversando com as pessoas, pesquisando blogs,  myspace, livros, documentários, foi possível cartografar esse repertorio  estético, usando palavras dos próprios autores que falam de música,  moda, cinema, literatura, design. O livro mapeia também os núcleos de  ativismo político que tentam reverter o modelo racista que enfrentamos  há&amp;nbsp;séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="imagecache-full"&gt;&lt;img alt=" Goli Guerreiro" class="align-center" height="443" src="http://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/img_5122.jpg" title=" Goli Guerreiro" width="590" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="imagecache-full"&gt;&lt;span class="caption"&gt;Goli&amp;nbsp;Guerreiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O nascimento do samba-reggae ainda é o melhor exemplo local de como essa rede atlântica atua? Que outros exemplos você&amp;nbsp;citaria?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi tentando entender como um estilo tão potente foi inventado aqui  sob os nossos olhos, que a imagem do mundo atlântico se desenhou. A  história desse mundo tem a ver com as diásporas negras. O ocidente  moderno se ergueu através delas, primeiro via tráfico negreiro e depois  pelas migrações, que redesenharam as cidades e suas ambiências  culturais. Londres por exemplo recebeu mais de 500 mil caribenhos em  três décadas, hoje faz o maior carnaval da Europa, e é um dos maiores  produtores de reggae&amp;nbsp;jamaicano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que congruências e incongruências o Porto da Bahia apresenta em relação ao resto do Atlântico&amp;nbsp;Negro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa etnográfica, que sustenta o trabalho, pressupõe que as  semelhanças estão postas e busca as diferenças que também saltam aos  olhos. Em Uidá, no Benin, onde se encontra a Porta do Não Retorno, local  de partida de milhões de africanos para as Américas, acontece  anualmente o Festival de Vodum (religião que viajou para o Novo Mundo).  Diferentemente do segredo que cerca os ritos sacrificiais no candomblé  do Brasil, no Benin, a cerimônia é pública e as TVs locais exibem  inclusive o sacrifício de animal de quatro patas. A celebração reúne  centenas de sacerdotes e sacerdotisas que se deixam filmar e fotografar  por curiosos de todos os lugares do mundo. Há muitas referências que  apontam para dessemelhanças. Outro exemplo são as mesclas entre indianos  e negros em&amp;nbsp;&lt;em&gt;Port of Spain&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(capital de Trinidad, no Caribe),  ausentes no Brasil. A seleção de posts quer chamar a atenção também para  aspectos pouco abordados, como as escritas africanas. Para além da  oralidade há diversos alfabetos criados onde hoje estão países que  chamamos de Nigéria, Gana, Camarões. Inclusive as capas dos livros  trazem os alfabetos&amp;nbsp;africanos&amp;nbsp;&lt;em&gt;nsibidi&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;em&gt;adinkra&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="imagecache-full"&gt;&lt;img alt="Dakar. Foto de Arlete Soares" class="align-center" height="285" src="http://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/dakarmedina_copy.jpg" title="Dakar. Foto de Arlete Soares" width="425" /&gt;&lt;span class="caption"&gt;Dakar. Foto de Arlete&amp;nbsp;Soares&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que você optou pelo formato de blog e não por organizar  os livros de uma forma acadêmica tradicional? Quais as implicações deste  formado no que diz respeito à&amp;nbsp;pesquisa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou falando de um momento atual, pós-internet, esta opção estética  não é um adorno. Selar forma e conteúdo é fundamental para a  comunicação. As imagens (e a forma como elas dialogam com os fragmentos)  são chave para acessar o livro, além dos comentários, links,  marcadores. Foi preciso pensar uma maneira de editar este repertório  transcultural da terceira diáspora sem trair a ideia de fluxo, de  deslocamento. E, ao mesmo tempo, organizando muitas referências: filmes,  romances, blogs, ensaios, entrevistas, notas de campo, canções. O  design, elaborado por Valentina Garcia, e a sofisticação editorial da  Corrupio foram fundamentais para dar forma ao conteúdo sem amarras que  os livros&amp;nbsp;expõem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista com Goli Guerreiro publicada pelo Jornal A Tarde, Salvador,&amp;nbsp;12/11/2010.&lt;br /&gt;&lt;div class="author"&gt;por&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.buala.org/pt/autor/goli-guerreiro"&gt;Goli Guerreiro&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.buala.org/pt/cara-a-cara"&gt;&lt;/a&gt;              &lt;span&gt;&lt;/span&gt;               &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="right-panel"&gt;                             &lt;div class="small object-detail" id="tagsList"&gt;                     Tags: &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blog/list?tag=A+Terceira+Di%C3%A1spora"&gt;A Terceira Diáspora&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blog/list?tag=Di%C3%A1spora"&gt;Diáspora&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blog/list?tag=Goli+Guerreiro+"&gt;Goli Guerreiro &lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blog/list?tag=Terceira"&gt;Terceira&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blog/list?tag=circuito+de+comunica%C3%A7%C3%A3o"&gt;circuito de comunicação&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blog/list?tag=di%C3%A1spora+negra"&gt;diáspora negra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blog/list?tag=globaliza%C3%A7%C3%A3o+eletr%C3%B4nica"&gt;globalização eletrônica&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blog/list?tag=internet"&gt;internet&lt;/a&gt;                &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-381607112933688903?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://negrosnegrascristaos.ning.com' title='A TERCEIRA DIÁSPORA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/381607112933688903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=381607112933688903' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/381607112933688903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/381607112933688903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2011/06/terceira-diaspora.html' title='A TERCEIRA DIÁSPORA'/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-6335051964547878463</id><published>2011-04-28T22:51:00.002-03:00</published><updated>2011-04-28T22:51:18.691-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="tb"&gt;         &lt;h1&gt;“Deus nos livre de um Brasil evangélico”&lt;/h1&gt;&lt;ul class="navigation byline"&gt;&lt;li&gt;&lt;a class="nolink" href=""&gt;Postado por &lt;/a&gt;&lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profile/MissoesQuilombo"&gt;Missões Quilombo&lt;/a&gt;&lt;a class="nolink" href=""&gt; em 28 abril 2011 às 12:05&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a class="xg_sprite xg_sprite-view" href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topic/listForContributor?user=21r75x5k8km8l"&gt;Exibir tópicos&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="discussion"&gt;             &lt;div class="description"&gt;                                 &lt;h1 class="tit-arial padding-bottom" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;O pastor herege&lt;/strong&gt;&lt;/h1&gt;&lt;span class="post-author arial-normal"&gt;&lt;em&gt;Gerson Freitas Jr&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="post-author arial-normal"&gt;&lt;em&gt;27 de abril de 2011 às 8:48h&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="content-post arial-normal border-bottom padding-top" id="content"&gt;&lt;div class="wp-caption alignleft" id="attachment_27011"&gt;&lt;a href="http://api.ning.com/files/xIQ5aCo8rQ6YLQyQ7bG4H7wxJ*aex9LxD-Vhy9AzGM255jDR5KpqmiRMxwlmE4axRjPJj1YByuZi1ulxSxiqvOWPiFnn2rOI/PastorRicardo_trat.jpg" target="_self"&gt;&lt;img class="align-left" src="http://api.ning.com/files/xIQ5aCo8rQ6YLQyQ7bG4H7wxJ*aex9LxD-Vhy9AzGM255jDR5KpqmiRMxwlmE4axRjPJj1YByuZi1ulxSxiqvOWPiFnn2rOI/PastorRicardo_trat.jpg?width=300" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="wp-caption-text"&gt;&lt;strong&gt;“Deus  nos livre de um Brasil evangélico”, diz o religioso Ricardo Gondim,  crítico dos movimentos neopentecostais. Por Gerson Freitas Jr. Foto:  Olga Vlahou&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Deus nos livre de um Brasil evangélico.” Quem afirma é um pastor, o  cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se  expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu  crescimento estão as raízes da própria decadência. Os evangélicos, diz  Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos  brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os  direitos homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre  em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais  populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em  alvo. “Sou o herege da vez”,&amp;nbsp; diz na entrevista a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CartaCapital&lt;/strong&gt;:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Os evangélicos tiveram papel  importante nas últimas eleições. O Brasil está se tornando um país mais  influenciável pelo discurso desse movimento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Gondim&lt;/strong&gt;: Sim, mesmo porque, é notório o  crescimento do número de evangélicos. Mas é importante fazer uma  ponderação qualitativa. Quanto mais cresce, mais o movimento evangélico  também se deixa influenciar. O rigor doutrinário e os valores típicos  dos pequenos grupos se dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos  do perfil religioso típico do brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CC: Como o senhor define esse perfil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RG:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira  vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou  espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos moldes do  catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia  até pouco tempo atrás. O movimento cresce, mas perde força. E por isso  tem de eleger alguns temas que lhe assegurem uma identidade. Nos Estados  Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a  influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um  conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há  aberrações éticas enormes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CC: O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RG:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Porque esse projeto impõe não só a  espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo  evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização  do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento  evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada  vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o presidente  da República. Isso fica muito claro no projeto da Igreja Universal. O  objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, é o de  facilitar a expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é  maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam  os meios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CC: O movimento americano é a grande inspiração para os evangélicos no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RG:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;O movimento brasileiro é filho direto do  fundamentalismo norte-americano. Os Estados Unidos exportam seu american  way oflife de várias maneiras, e a igreja evangélica é uma das  principais. As lideranças daqui leem basicamente os autores  norte-americanos e neles buscam toda a sua espiritualidade, teologia e  normatização comportamental. A igreja americana é pragmática, gerencial,  o que é muito próprio daquela cultura. Funciona como uma agência  prestadora de serviços religiosos, de cura, libertação, prosperidade  financeira. Em um país como o Brasil, onde quase todos nascem católicos,  a igreja evangélica precisa ser extremamente ágil, pragmática e  oferecer resultados para se impor. É uma lógica individualista e  antiética. Um ensino muito comum nas igrejas é a de que Deus abre portas  de emprego para os fiéis. Eu ensino minha comunidade a se desvincular  dessa linguagem. Nós nos revoltamos quando ouvimos que algum político  abriu uma porta para o apadrinhado. Por que seria diferente com Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CC: O senhor afirma que a igreja evangélica brasileira está em decadência, mas o movimento continua a crescer.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RG:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Uma igreja que, para se sustentar, precisa de  campanhas cada vez mais mirabolantes, um discurso cada vez mais  histriônico e promessas cada vez mais absurdas está em decadência. Se  para ter a sua adesão eu preciso apelar a valores cada vez mais  primitivos e sensoriais e produzir o medo do mundo mágico,  transcendental, então a minha mensagem está fragilizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CC: Pode-se dizer o mesmo do movimento norte-americano?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RG:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Muitos dizem que sim, apesar dos números. Há um  entusiasmo crescente dos mesmos, mas uma rejeição cada vez maior dos que  estão de fora. Hoje, nos Estados Unidos, uma pessoa que não tenha sido  criada no meio e que tenha um mínimo de senso crítico nunca vai se  aproximar dessa igreja, associada ao Bush, à intolerância em todos os  sentidos, ao Tea Party, à guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CC: O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RG:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas  convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de  outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a  partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por  relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa  demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações  homossensuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a  promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não  tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CC: O senhor enfrenta muita oposição de seus pares?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RG&lt;/strong&gt;: &amp;nbsp;Muita! Fui eleito o herege da vez. Entre outras  coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere,  controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval,  mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível  a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é  bom e onipotente, e coisas ruins acontecem, então há algo errado com  esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A  favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com  Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao  catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é  possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse,  porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos,  lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso,  que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora  da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CC: Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RG&lt;/strong&gt;: Não necessariamente. Para alguns autores, a  decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma  decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e  cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos  direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte Carta Capital&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="small" id="tagsList"&gt;                 Tags: &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topic/listForTag?tag=Brasil"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topic/listForTag?tag=Deus"&gt;Deus&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topic/listForTag?tag=O+pastor+herege"&gt;O pastor herege&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topic/listForTag?tag=Ricardo+Gondim"&gt;Ricardo Gondim&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topic/listForTag?tag=de"&gt;de&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topic/listForTag?tag=evang%C3%A9lico"&gt;evangélico&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topic/listForTag?tag=evang%C3%A9lico%E2%80%9D"&gt;evangélico”&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topic/listForTag?tag=gay"&gt;gay&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topic/listForTag?tag=herege"&gt;herege&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topic/listForTag?tag=homossexuais"&gt;homossexuais&lt;/a&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div class="likebox likebox-ning"&gt;     &lt;div class="ning-like"&gt;         &lt;div class="xg_lightborder like-button like-button-1"&gt;             &lt;a class="xg_sprite" data-content-id="2232714:Topic:123629" data-content-type="Topic" data-sign-up-url="http://negrosnegrascristaos.ning.com/main/authorization/signUp?target=http%3A%2F%2Fnegrosnegrascristaos.ning.com%2Fforum%2Ftopics%2Fdeus-nos-livre-de-um-brasil%3Fxg_source%3Dmsg_mes_network" href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topics/deus-nos-livre-de-um-brasil?xg_source=msg_mes_network#"&gt;Favorito&lt;/a&gt;         &lt;/div&gt;&lt;div class="like-count dy-displaynone"&gt;             &lt;a _id="2232714:Topic:123629" class="view-liked" href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topics/deus-nos-livre-de-um-brasil?xg_source=msg_mes_network#"&gt;0 members favorited this&lt;/a&gt;         &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-6335051964547878463?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/6335051964547878463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=6335051964547878463' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/6335051964547878463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/6335051964547878463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2011/04/deus-nos-livre-de-um-brasil-evangelico.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-6451277886933676405</id><published>2011-04-21T17:44:00.002-03:00</published><updated>2011-04-21T17:50:14.817-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='negros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paixão'/><title type='text'>SIMÃO - O NEGRO QUE CARREGOU A CRUZ DE CRISTO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-iXFXQ0JvzKU/TbCYXGdqO4I/AAAAAAAAANk/EGvjoUTanyo/s1600/SIMAO.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 186px; height: 255px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-iXFXQ0JvzKU/TbCYXGdqO4I/AAAAAAAAANk/EGvjoUTanyo/s320/SIMAO.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598141859460955010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;SIMÃO CIRINEU&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos cinco dias que Jesus Cristo passou vivo foram emocionantes,  aconteceu a “Paixão de Cristo”, celebrada todos os anos pelos cristãos,  um episódio trágico até hoje representado no mundo inteiro pelas  comunidades cristãs. Neste texto vou levantar algumas questões que como  negro cristão acredito ser interessante na Paixão de Cristo. Uma questão  a qual considero muito relevante foi a participação de Simão Cireneu.  Lendo os textos bíblicos dos três evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas)  que narram o episódio, quero fazer algumas reflexões que considero  importante para nós negros Cristãos. Simão vinha do campo o soldado  romano o ver e logo o obriga a carregar a cruz, ele resisti mais é  forçado. Depois que ele aceita levar a cruz se torna um aliado de  Cristo, no percurso Simão começa a sofrer também ao ver o sofrimento de  Jesus, um Simão já envolvido com Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando os textos bíblicos procuramos entender o significado de Deus  ter escolhido um Negro para ajudar o seu Filho nas horas mais difícil da  sua vida. O texto bíblico afirma que Simão Cireneu foi “Forçado” a  carregar a cruz. Será que dentro as multidões que seguia a Jesus e até  mesmo entre os seus discípulos não havia nenhum voluntário pronto a  ajuda-lo. Jesus não tinha condições nenhuma de subir o monte calvário  que tinha 900 metros e precisava de alguém para ajuda-lo. O Próprio  Simão Pedro que Jesus chamou para segui-lo este também foi o primeiro a  fugir da cruz, dizendo que nunca tinha visto Jesus, acompanhando todo o  acontecimento de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simão Pedro foi o primeiro seguidor voluntário de Jesus antes da sua  morte, e Simão o Cireneu foi o ultimo seguidor, involuntário, antes da  sua morte. Obrigado a seguir a Cristo levando a sua cruz em nome de um  ato diabólico a morte de um inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que Deus tem algo a dizer com tudo isso. Voltando a nossa  realidade de negros e negras, e pensando em nossos antepassados da  diáspora também percebemos que eles foram involuntários, obrigados a  seguir um Cristo em nome de um colonialismo e uma escravidão diabólica.  Simão Cireneu na sua experiência e encontro involuntário com Cristo veio  a se tornar juntamente com sua família de grande importância na Igreja  Primitiva, a Bíblia menciona em vários textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Atos 13:1 ele reaparece como, Simeão Níger, &lt;b&gt;Simão o negro&lt;/b&gt;, ele  é um dos pastores da igreja, é o homem que impõe as mãos sobre Paulo  para enviá-lo ao campo missionário. O homem que um dia carregou a cruz à  força agora é um dos pastores da igreja, ele assumiu a cruz. Quando os  escravos negros foram trazidos forçados para a América também foram  obrigados a seguir a Cristo, eles também resistiram, mais logo  perceberam que seguir a Jesus Cristo não eram aquilo que os seus  opressores faziam, eles assumiram também a cruz, e descobriram um Cristo  Salvador e Libertador e já não mais o seguia obrigado, mais como  participante da sua morte e ressurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristo que outrora era usado para escraviza-lo agora era o Cristo da  sua libertação da escravidão e racismo. Nos Estados Unidos e outros  países da América isso aconteceu no período da escravidão, na África na  colonização, e no Brasil ainda estamos passando por esse processo. Mais o  que aconteceu com o ultimo discípulo de Cristo, Simão o Negro, também  aconteceu com muitos dos nossos antepassados em África, na Diáspora na  América e acontece ainda hoje conosco no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Paixão de Cristo, me fez refletir essas coisas, talvez por não  conseguir ver o cristianismo como antes da conversão a minha negritude.  Também cansado de ver a historia sendo contada sem a nossa participação e  procurando olhar com olhos negros. &lt;b&gt;Vivendo o processo que chamo de  permanente conversão de um negro envolto ao um cristianismo branco, para  um negro envolvido no Cristianismo de Jesus Cristo, de Salvação,  Libertação e Negritude.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Hernani Francisco da Silva&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-6451277886933676405?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/6451277886933676405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=6451277886933676405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/6451277886933676405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/6451277886933676405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2011/04/simao-o-negro-que-carregou-cruz-de.html' title='SIMÃO - O NEGRO QUE CARREGOU A CRUZ DE CRISTO'/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-iXFXQ0JvzKU/TbCYXGdqO4I/AAAAAAAAANk/EGvjoUTanyo/s72-c/SIMAO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-2703856308653882713</id><published>2011-04-09T19:06:00.002-03:00</published><updated>2011-04-09T19:12:11.259-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='negros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='racismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="tb"&gt;         &lt;h1&gt;No futebol o negro não serve para pensar&lt;/h1&gt;         &lt;ul class="navigation byline"&gt;&lt;li&gt;&lt;a class="nolink"&gt;Postado por &lt;/a&gt;&lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profile/MissoesQuilombo"&gt;Missões Quilombo&lt;/a&gt;&lt;a class="nolink"&gt; em 9 abril 2011 às 19:34&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;     &lt;/div&gt;               &lt;div class="discussion"&gt;             &lt;div class="description"&gt;                                 &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;Racismo no Futebol: Pesquisador da USP diz que negros não ocupam cargos de diretoria&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;No imaginário brasileiro, existe a ideia de que no meio futebolístico  as relações raciais são leves e brandas, como se não houvesse  discriminação por cor, e como se nos campos o negro tivesse um espaço  ‘garantido’, ‘respeitado’. No entanto, uma série de histórias de vida e  experiências contadas por jogadores, dirigentes, treinadores, árbitros,  torcedores, jornalistas e intelectuais, seguidas das análises feitas  pelo pesquisador &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcel Diego Tonini&lt;/span&gt;, revelam o caráter ainda racista  dos bastidores do futebol, principalmente quando o que está em jogo é o  comando de clubes e federações, ou seja, os cargos de chefia e liderança  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“além dos gramados”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; Percebendo que as pesquisas já realizadas a respeito do tema ‘negro  no futebol brasileiro’ abordavam exclusivamente os jogadores, Tonini  decidiu analisar outros profissionais desse universo. Assim, apresentou  em seu trabalho um novo olhar sobre o tema, utilizando como ferramenta  de estudo o registro das histórias orais da vida de pessoas que  trabalham no campo e nos bastidores.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os relatos demonstram como o racismo ainda é assunto ‘tabu’ no  Brasil, evidenciando o histórico brasileiro de não discussão do tema,  inclusive no meio futebolístico. “O ‘interior’ do futebol funciona na  mesma direção da própria sociedade: uma ‘área rígida’ para as relações  raciais, na qual ser negro ainda é empecilho para ascensão  profissional”, salienta o pesquisador. “Nas 20 entrevistas, negros e  brancos mediam palavras, como se o próprio ato de conversar sobre o tema  significasse que eram racistas”, completa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo Tonini, o estudo das histórias narradas pelos próprios negros  que vivenciaram situações de discriminação, com experiências dentro do  jogo e relacionamentos nos bastidores, representa um caminho eficaz para  o desenvolvimento da investigação sobre as relações raciais no Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;As histórias de vida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;P&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ara realizar a pesquisa  Além dos gramados: história oral de vida de  negros no futebol brasileiro (1970-2010), Tonini entrevistou, entre  outros, o ex-jogador Junior, do Flamengo; Jairo, que foi goleiro do  Corinthians, e João Paulo Araújo, árbitro que atuou nas décadas de 1980 e  1990. Além deles, outras personalidades conversaram com Tonini, como  Paulo César de Oliveira, árbitro, e os dirigentes do Juventude, do  Grêmio e do Cruzeiro – times marcados por histórias polêmicas  relacionadas à discriminação.&lt;/span&gt;  &lt;p&gt;De acordo com o autor, a ideia do negro como jogador, e não como  dirigente, ou técnico, já é algo comum e estabelecido no imaginário da  sociedade. Essa concepção se confirmou por meio das entrevistas, que  revelavam experiências de infância e dos dias atuais. Os relatos  possibilitaram ao pesquisador entender como pensam os próprios sujeitos  dos campos e bastidores quando o que está em pauta é o racismo no  futebol.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“O intuito era acrescentar para a literatura dados qualitativos  relevantes, referentes ao período de tempo compreendido entre os anos de  1970 e 2010; um recorte recente da nossa trajetória futebolística”,  acrescenta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dirigentes brancos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tonini pôde conlcuir que, mesmo no mundo do futebol, se mantém a  mentalidade de que o negro não serve para pensar&lt;/span&gt;. Sendo incapaz de  comandar, deve apenas obedecer. “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trata-se de uma herança do ideário  escravocrata. Nesse contexto, podemos questionar, por exemplo, por que a  maioria dos dirigentes é branca”, indaga o pesquisador.&lt;/span&gt;  &lt;p&gt;“Geralmente, esses líderes vêm de famílias abastadas, já tendo sido  sócios do clube. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O fato de o branco ter mais oportunidades que o negro é  uma questão relacionada à construção da história brasileira, marcada  pela escravidão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A partir do momento que decidem que no futebol os  dirigentes de clubes não são remunerados, consolida-se uma das várias  maneiras de não deixar que o negro seja inserido nesses cargos de  chefia. Até porque, nem aqueles jogadores negros que tiveram uma  projeção conseguiram galgar a hierarquia do universo futebolístico”,  explica Tonini.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Obstáculos da cor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não conseguir apitar uma final de campeonato, por exemplo, foi um dos  obstáculos enfrentados pelo entrevistado João Paulo Araújo&lt;/span&gt;. O  ex-árbitro afirma não ter vivido essa experiência por causa da cor de  sua pele. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Andrade, ex-técnico do Flamengo, vencedor do Campeonato  Brasileiro de 2009, não foi mais contratado por nenhum outro grande  clube depois de ser demitido em 2010. Ele também é negro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O relato de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Junior, ex-jogador do Flamengo&lt;/span&gt; nas décadas de 1970, 1980 e  1990, que veio a ser treinador, abordou o caso da faixa estendida por  torcedores em uma partida na Itália, onde estava escrito “Junior, negro  sujo”. Tonini conta que o atleta veio de família rica do nordeste – uma  exceção no contexto do futebol -, e que, provavelmente por conta disso,  não se veja como negro, afirmando ainda não ter sofrido discriminação no  Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas outros três relatos me chamaram atenção: os dos próprios  dirigentes”, conta o pesquisador. “Quando perguntei sobre o caso de  racismo que aconteceu em uma partida entre Grêmio e Cruzeiro, que  inclusive teve repercussão na grande mídia, os dirigentes de ambos os  clubes tentaram, de certa forma, minimizá-los, como se fossem meras  casualidades, e não discriminação racial. Talvez, se dependesse deles,  casos como esse não receberiam atenção”, aponta Tonini.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.usp.br/"&gt;www.usp.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;            &lt;/div&gt;         &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-2703856308653882713?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/2703856308653882713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=2703856308653882713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2703856308653882713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2703856308653882713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2011/04/no-futebol-o-negro-nao-serve-para.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-8482918669577200321</id><published>2011-03-11T08:10:00.002-03:00</published><updated>2011-03-11T08:13:25.729-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Motivos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biblia Dake'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Afrokut'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dake'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segregação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Finis Dake'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30 Motivos para a Segregação…'/><title type='text'>Racismo na Bíblia Dake</title><content type='html'>&lt;div class="tb"&gt;         &lt;h1&gt;30 Motivos para a Segregação das Raças na Biblia Dake&lt;/h1&gt;         &lt;ul class="navigation byline"&gt;&lt;li&gt;&lt;a class="nolink"&gt;Postado por &lt;/a&gt;&lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profile/MissoesQuilombo"&gt;Missões Quilombo&lt;/a&gt;&lt;a class="nolink"&gt; em 10 março 2011 às 17:02&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;     &lt;/div&gt;               &lt;div class="discussion"&gt;             &lt;div class="description"&gt;                                 &lt;p&gt;&lt;a target="_self" href="http://api.ning.com/files/qAZjiLmGYh1n6bBQerS*rNe*-**MPhjhi-6DdBlgqUn9GskfKpV5LscYq9Df5kgddyKT3kEjhtKR2Z47HyAOaDh9-GUpf4j5/atencaoprodutoperigosoBIBLIADAKE.jpg"&gt;&lt;img class="align-center" src="http://api.ning.com/files/qAZjiLmGYh1n6bBQerS*rNe*-**MPhjhi-6DdBlgqUn9GskfKpV5LscYq9Df5kgddyKT3kEjhtKR2Z47HyAOaDh9-GUpf4j5/atencaoprodutoperigosoBIBLIADAKE.jpg" width="256" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-5"&gt;“&lt;strong&gt;30 Motivos para a Segregação das Raças"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;&lt;strong&gt;por Finis Dake&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;E de um só  sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da  terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua  habitação; (Atos 17:26 KJV)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;1. Deus quer  que todas as raças sejam como Ele as fez. Qualquer violação do propósito  original de Deus demonstra insubordinação a Ele. (At 17.26, Rm  9.19-24);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;2. Deus fez  tudo para se reproduzir “segundo sua própria espécie” (Gn 1.11-12,  21-25, 6.20, 7.14). Espécie compreende tipo e cor ou Ele os teria  mantido todos iguais, desde o princípio;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;3. Deus originalmente determinou os limites das habitações das nações (At 17.26; Gn 10.5, 32; 11.8; Dt 32.8);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;4.  Miscigenação implica na mistura de raças, especialmente as raças preta e  branca, ou aqueles de tipo ou cor proeminente. A Bíblia não apenas se  opõe a isto como vai ainda mais longe. É contra o casamento entre os  diferentes ramos do mesmo tronco, como os judeus que se casaram com  outros descendentes de Abraão (Ed 9-10; Nm 9-13; Jr 50.37, Ez 30.5);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;5. Abraão  proibiu Eliezer de tomar uma esposa para Isaque entre os cananeus (Gn  24.1-4) Deus ficou tão satisfeito com isto que Ele o dirigiu a quem  devia buscar (Gn 24.7, 12-27);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;6. Isaque proibiu a Jacó de tomar mulher entre os cananeus (Gn 27.46-28.7);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;7. Abraão  enviou todos os seus filhos das concubinas, e até mesmo de sua segunda  esposa, para longe de Isaque para que seus descendentes não se  misturassem (Gn 25.1-6);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;8. Esaú,  desobedecendo a essa lei trouxe a ruptura final entre ele e seu pai após  uma vida toda ele (Gn 25.28; 26.34-35, 27.46; 28.8-9);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;9. Os dois ramos de Isaque permaneceram segregados para sempre (Gn 30; 46.8-26);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;10. Ismael e os descendentes de Isaque permaneceram segregados para sempre (Gn 25.12-23; 1 Cr 1.29);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;11. Os filhos de Jacó destruíram uma cidade inteira para manter a segregação (Gn 34);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;12. Deus proibiu o casamento entre Israel e todas as outras nações (Êx 34.12-16; Dt 7.5-6);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;13. Josué proibiu a mesma coisa sob pena de morte (Js 22.12-13);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;14. Deus  amaldiçoou os anjos por terem deixado seu “primeiro estado” e “sua  própria habitação“ para se casarem com as filhas dos homens (Gn 6.1-4; 2  Pe 2.4; Jd 6-7);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;15. A miscigenação fez com que Israel fosse amaldiçoado (Jz 3.6-7; Nm 25.1-8);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;16. Este foi o pecado de Salomão (I Rs 12);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;17. Este foi o pecado dos judeus voltando da Babilônia (Ed 9.1-10.2,10-18,44; 13.1-30);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;18. Deus ordenou a Israel que vivesse segregado (Lv 20.24, Nm 23.9, 1 Rs 8.53);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;19. Os judeus  são reconhecidos como um povo separado em todas as épocas por causa da  escolha e do comando de Deus. (Mt 10.6, Jo 1:11). Direitos Iguais no  evangelho não nos dão o direito de quebrar esta lei eterna;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;20. A  segregação entre judeus e todas as outras nações permanecerá por toda a  eternidade (Is 2.2-4; Ez 37; 47.13-48,55; Zc 14.16-21, Mt 19.28, Lc  1.32-33; Ap 7.1-8; 14.1-5);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;21. Todas as  nações continuarão segregadas umas das outras em suas próprias partes da  Terra para sempre (At 17.26; Gn 10.5,32; 11.8-9; Dt 32.8; Dn 7.13-14;  Zc 14; Ap 11.15, 21.24);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;22. Certas pessoas em Israel não poderiam sequer adorar junto com outras pessoas (Dt 23.1-5; Ed 10.8; Nm 9.2 10.28; 13.3);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;23. Mesmo no céu certos grupos não poderão adorar junto a outros (Ap 7.7-17; 14.1-5; 15.2-5);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;24. A Segregação era tão severa no Antigo Testamento que um boi e um burro não poderiam trabalhar em conjunto (Dt 22.10);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;25. A miscigenação causou desunião entre o povo de Deus (Nm 12);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;26. Animais foram proibidos de se reproduzir com outras espécies (Lv19:19);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;27. Semear sementes misturadas no mesmo campo era ilegal (Levítico 19:19);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;28. Sementes diferentes foram proibidas de serem plantadas nas vinhas (Dt 22.9);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;29. Vestir roupas de tecidos mistos foi proibido (Dt 22.11; Lv 19.19);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;30. Cristãos e  algumas outras pessoas devem ser segregados como as raças (Mt 18.15-17;  1 Co 5.9-13; 6.15; 2 Co 6.14-15, Ef 5.11, 2 Ts 3.6-16; 1 Tm 6.5, 2 Tm  3.5).”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class="font-size-3"&gt;&lt;strong&gt;Fonte &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/" target="_self"&gt;Afrokut&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="font-size-4"&gt;LEIA TAMBÉM:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;h1&gt;&lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topics/pedido-de-perdao-publico-pelo" target="_self"&gt;Pedido de perdão público pelo racismo na Bíblia Dake&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="font-size-4"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="font-size-5"&gt;&lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topics/racismo-na-biblia-dake" target="_self"&gt;Racismo na Bíblia Dake - A RESPOSTA DE Frederick KC Price a família...&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;h1&gt;&lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topics/biblia-dake-e-racista/edit" target="_self"&gt;“Bíblia Dake é Racista”&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;strong&gt;______________________________________________&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Série "Raça, religião e racismo" Dr. Frederick KC Price&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Answering the Charge of Racism - A Position Paper From Dake Publishing &lt;a href="http://www.dake.com/dake/position.html"&gt;http://www.dake.com/dake/position.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia de Referência Anotada Dake - Finis Jennings Dake&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://thetencommandmentsministry.us/ministry/blog/articles/30-reasons-for-segregation-of-races/" target="_blank"&gt;Ministério Dez Mandamentos&lt;/a&gt; (Site segregacionista norte-americano);&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://dangerouscults.com/" target="_blank"&gt;Cultos perigosos&lt;/a&gt; (a verdade sobre cultos perigosos e a Bíblia Dake).&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;            &lt;/div&gt;         &lt;/div&gt;                     &lt;p class="small" id="tagsList"&gt;                 &lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topic/listForTag?tag=Segrega%C3%A7%C3%A3o"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;            &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-8482918669577200321?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://negrosnegrascristaos.ning.com/forum/topics/30-motivos-para-a-segregacao?xg_source=msg_mes_network' title='Racismo na Bíblia Dake'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/8482918669577200321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=8482918669577200321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8482918669577200321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8482918669577200321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2011/03/racismo-na-biblia-dake.html' title='Racismo na Bíblia Dake'/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-3146667352530278292</id><published>2011-01-20T17:37:00.001-03:00</published><updated>2011-01-20T17:39:21.357-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Esse é do Youtube abaixo está o link!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz muito tempo que eu não escrevo nada,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Acho que foi porque a TV ficou ligada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Me esqueci que devo achar uma saída&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E usar palavras pra mudar a sua vida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quero fazer uma canção mais delicada,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem criticar, sem agredir, sem dar pancada,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas não consigo concordar com esse sistema&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E quero abrir sua cabeça pro meu tema&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que fique claro, a juventude não tem culpa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É o eletronic fundindo a sua cuca.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu também gosto de dançar o pancadão,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas é saudável te dar outra opção.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os meus heróis estão calados nessa hora,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pois já fizeram e escreveram a sua história.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Devagarinho vou achando meu espaço&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas não me esqueço das riquezas do passado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu quero "a benção" de Vinícius de Morais,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Belchior cantando "como nossos pais",&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E "se eu quiser falar com..." Gil sobre o Flamengo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O que será" que o nosso Chico tá escrevendo&lt;/em&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aquelas "rosas" já "não falam" de Cartola&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E do Cazuza "te pegando na escola".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To com saudades de Jobim com seu piano,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Do Fábio Jr. Com seus "20 e poucos anos".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se o Renato teve seu "tempo perdido",&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Rei Roberto "outra vez" o mais querido.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A "agonia" do Oswaldo Montenegro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ao ver que a porta já não tem mais nem segredos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ter tido a "sorte" de escutar o Taiguara&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E "Madalena" de Ivan Lins, beleza rara.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ver a "morena tropicana" do Alceu,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Marisa Monte me dizendo "beija eu"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Zé Rodrigues em sua "casa no campo"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Levou Geraldo pra cantar no "dia branco".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No "chão de giz" do Zé Ramalho eu escrevi&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu vi Lulu, Benjor, Tim Maia e Rita Lee.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pedir ao Beto um novo "sol de primavera",&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ver o Toquinho retocando a "aquarela",&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ouvir o Milton "lá no clube da esquina"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cantando ao lado da rainha Elis Regina.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quero "sem lenço e documento" o Caetano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Djavan mostrando a cor do oceano.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vou "caminhando e cantando" com o Vandré&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E a outra vida, Gonzaguinha, "o que é?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7oXis0HZPz0"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=7oXis0HZPz0&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-3146667352530278292?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/3146667352530278292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=3146667352530278292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/3146667352530278292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/3146667352530278292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2011/01/esse-e-do-youtube-abaixo-esta-o-link.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-5236263329485897015</id><published>2011-01-20T17:16:00.002-03:00</published><updated>2011-01-20T17:25:51.226-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pol[itica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;b&gt;Movimentos sociais    e política - releituras contemporâneas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;Breno Bringel&lt;sup&gt;I&lt;/sup&gt;;    Maria Victória Espiñeira&lt;sup&gt;II&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;sup style="font-style: italic;"&gt;I&lt;/sup&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pesquisador     do Departamento de Ciência Política III e do Grupo de Estudos  Contemporâneos    da América Latina da Universidade Complutense de Madri  - Espanha. Facultad    de Ciencias Políticas y Sociología. Campus de  Somosaguas s/n -    28223. Pozuelo de Alarcón - Madri - Espanha. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:brenobringel@hotmail.com"&gt;brenobringel@hotmail.com&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt; &lt;sup&gt;I&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Doutora  em Ciência e Filosofia da Educação.    Mestra em Ciências Socias.  Professora Adjunta do Departamento de Ciência    Política e da  Pós-Graduação em Ciências Sociais    da Universidade Federal da Bahia.  Rua Aristides Novis, 197. Cep: 40.210-909.    Federação. Salvador -  Bahia - Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:victoria@ufba.br"&gt;victoria@ufba.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;A pergunta "&lt;i&gt;Tem    a política algum sentido&lt;/i&gt;?",   lançada por Hannah Arendt há    mais de cinquenta anos, torna-se cada   dia mais atual. Obviamente, a pergunta    não é nova, mas, feita hoje,   incorpora contornos que não    tinha décadas atrás. Para teóricos   políticos contemporâneos    como Jacques Rancière, o tema obsessivo do   "fim" e, entre eles, o "fim    da política", está relacionado à   subtração    do político. Subtração que, segundo o autor francês,      pode ser descrita de duas maneiras: por um lado, como uma redução    do   político à sua função consensual, pacificadora    de nexo entre os   indivíduos e a coletividade, ao descarregá-los    do peso e dos símbolos   da divisão social; por outro lado, como    uma supressão dos símbolos   da divisão política em    beneficio da expansão e do dinamismo próprio   da sociedade. Nesse    sentido, a pacificação recíproca do social e do   político    é um velho assunto que a política provavelmente conheceu   desde    sempre como sua essência paradoxal. Segundo ele, talvez o "fim   da política"    não seja outra coisa que sua consumação, a consumação      sempre jovem de sua velhice; é esse fim sempre jovem que a política      associou sempre ao pensamento da fundação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;Na   atualidade,    a desafeição pela política já não é    provocada tanto   por uma atitude totalitária, mas pelo incremento das    distâncias e   pelo afiançamento de um "paradoxo democrático",    que pode ser resumido   na idéia de que o ideal democrático não    tem rival, mas os regimes   que o reivindicam suscitam fortes críticas    e reticências. A política   se associa, assim, à desconfiança,    e emergem interpretações variadas   sobre os efeitos do crescimento    do individualismo, o declínio da   vontade política e dos horizontes    universalistas, o incremento do   distanciamento entre elites e o povo, etc. Para    Rosanvallon, em seu   livro &lt;i&gt;Contre-démocratie&lt;/i&gt;, o grande problema    da "política na era   da desconfiança" não é o da    passividade ou da despolitização   (entendida como um menor interesse    pelos assuntos públicos e um   declínio da atividade cidadã),    mas o da "impolítica", ou seja, da   falta de apreensão global dos    problemas ligados à organização de um   mundo comum. Para    esse autor, o aumento da distância entre a   "sociedade civil" e as instituições    delinearia uma espécie de   "contrapolítica", fundada sobre o controle,    a oposição e a diminuição   dos poderes que já    não se buscam conquistar de forma prioritária.  Em  suma, uma política    de caráter reativo, que não serviria para   estruturar e sustentar    uma proposta coletiva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;Porém   esse    caráter defensivo e o controle sob a política democrática      não pode nublar o amplo leque do repertório político, seus    variados   atores e lugares de enunciação. É interessante    notar que a distinção   conceitual entre &lt;i&gt;a política&lt;/i&gt;    (relacionada, maiormente, ao âmbito estatal e institucional) e &lt;i&gt;o político&lt;/i&gt;      (a dimensão que vai além do estatal ou do institucional, sem   necessariamente    estar confinada a um determinado lugar) vem se   consolidando, com diferentes    matizes, na teoria política. Ao mesmo   tempo, é uma distinção    útil para se pensarem os espaços de atuação   política    dos movimentos sociais contemporâneos. Se, com essa   distinção,    pode-se dividir, em termos analíticos, o fenômeno político      em dois momentos fundamentais (o da criação e o da reprodução    de   sentido), também é possível pensar a ação    dos movimentos sociais   nesse espelho, a partir de uma tensão contínua    entre o instituinte e o   instituído, o endógeno e o exógeno,    o local e o global.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;Desde a instituição    acadêmica dos &lt;i&gt;movimentos sociais&lt;/i&gt;   como objeto de estudo na década    de 1960, várias teorias e  paradigmas  vêm abordando o tema a partir    de diferentes perspectivas.  Das  divisões e fraturas clássicas    entre as diferentes abordagens,   passamos a um período de maior imbricação,    onde o diálogo disciplinar   e de saberes torna-se um pré-requisito    fundamental para a  construção  de análises mais complexas    e acordes com a realidade. As  "teorias  clássicas" dos movimentos sociais,    em sua maioria centradas  no âmbito  do Estado-nação, vêm    sendo revisitadas devido a um  pujante ativismo  transnacional. Emergem novas    lentes analíticas e  (ou) se renovam  velhas ferramentas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;Este dossiê    da revista &lt;i&gt;Caderno CRH&lt;/i&gt;   pretende contribuir com algumas reflexões    que fomentem uma revisão   das ações coletivas e dos movimentos    sociais como objeto de estudo  na  contemporaneidade. Aspira a "revisitar" algumas    categorias e   abordagens "clássicas" que foram praticamente abandonadas    no debate   brasileiro durante a década de 1990, e introduzir ferramentas      analíticas renovadas. Sobressai, no conjunto dos artigos apresentados,      uma preocupação por mapear os limites e possibilidades do debate      sobre os movimentos sociais, os diferentes espaços de enunciação    e   contestação política, as diversas manifestações    da ação coletiva   contemporânea e a importância de    uma nova agenda de pesquisa sobre os   movimentos sociais. Nesses artigos, é    notório o aparecimento   transversal de várias palavras-chave, tais    como: mobilização,   demandas, redes, território, transnacionalização,    democracia,   esquerda, emancipação, Brasil, América Latina,    entre outras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;Com   esse pano de    fundo, Benjamin Arditi abre o dossiê com uma reflexão   teórica    que tem como referência o pensamento do controvertido e   sempre atual Carl    Schmitt, autor que rompe com a identificação da   política    com o Estado. Porém Arditi não se limita a repetir os   códigos    e as fraturas mais trabalhadas pelos intérpretes do autor   alemão,    explorando campos de interpretação férteis para a teoria      política, em constante diálogo com destacados autores contemporâneos.      Em particular, destaca sua leitura de algumas tensões, como guerra e      política, amigo e inimigo, a "política" e o "político",    base para   sua proposta de uma dupla inscrição do político.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;Com   uma panorâmica    sobre as múltiplas possibilidades que albergam um   "campo político"    ampliado, o artigo de Maria Victoria Espiñeira e   Helder Teixeira nos    introduz no debate sobre os déficits da   representação política    no Brasil, através de dados estatísticos que   se referem às    casas legislativas do Brasil. Os autores reflexionam   sobre como pode ser construído    o homem educado, o que ultrapassa o   autointeresse e pode influenciar e construir    novos sentidos para a   política e ser formador de movimentos sociais atuantes    na esfera   pública. Assim, vão se reportar aos trabalhos de John    Dewey e os de   Jürgen Habermas para a compreensão de como se pode    formar o   representado em cidadão ativo, participante das ações    coletivas,   reconhecendo que, através das práticas dialógicas    na esfera pública,   pode ocorrer um salto da esfera civil e política    para mudanças na   esfera econômica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;Os   textos seguintes,    sem deixar de lado a discussão sobre os sentidos   da ação    política (coletiva), se adentram com maior profundidade no   debate sobre    os movimentos sociais propriamente ditos. Inaugura-se   essa sequência de    textos com o trabalho de Carlos Gadea, que, além de   fazer um breve balanço    crítico sobre os caminhos (e descaminhos) do   debate sobre os movimentos    sociais durante as últimas décadas,  propõe  uma articulação    entre esses atores e a trajetória da esquerda   política na América    Latina, em particular no Uruguai. O artigo de   Gadea tem o mérito de introduzir    uma variável histórica, a partir de   uma base sociológica,    para explicar tal relação, que habitualmente   aparece descontextualizada    em muitas análises contemporâneas sobre os   movimentos sociais e    os "governos de esquerda" atuais na América   Latina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;O   artigo de Maria    da Glória Gohn também trata dos movimentos sociais   na América    Latina, porém tem como objetivo analisar o cenário do   associativismo    civil na região. Para isso, a autora traça um mapa da   produção    teórica atual sobre os movimentos sociais, apontando para  as  principais    mudanças analíticas ocorridas, tomando como referência   duas    categorias básicas: redes e mobilização social. Desse modo,     o  texto de Gohn destaca a mudança de foco nas abordagens sobre os   movimentos    sociais, partindo da interpretação sobre as novas   gramáticas    dos "dicionários" atuais dos movimentos sociais, que   priorizam, muitas    vezes, de forma acrítica, categorias operacionais   de intervenção    na realidade social nos marcos de uma política de   inclusão conservadora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;As   redes de movimentos    sociais na América Latina recebem um tratamento   mais específico    no artigo de Ilse Scherer-Warren. Com o objetivo de   responder se essas redes    apresentam pistas para políticas   emancipatórias, a autora sublinha    a novidade histórica de uma   renovada diversidade constitutiva dessas    redes para construir   subjetividades coletivas que conformam sujeitos e estimulam    projetos   políticos alternativos com um variado alcance setorial e territorial.      A tradução de demandas materiais em representações    sim&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;Warren, uma condição fundamental    para a reelaboração de  discursos, identidades coletivas, imaginários,    nos quais vão se  definindo novos campos de conflito.&lt;/span&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;Com  o objetivo    de continuar dando respostas aos desafios contemporâneos  das ações    coletivas, o dossiê conta, finalmente, com a contribuição     de Breno Bringel e Enara Echart, que pretendem ir além das análises     hegemônicas sobre as relações entre os movimentos sociais    e a  democracia, problematizando algumas "fronteiras" que impedem uma análise     multidimensional dessas relações: a fronteira da ciência    (pela  qual os autores oferecem algumas alternativas disciplinares,  metodológicas    e epistemológicas para se repensarem os movimentos  sociais como objeto    de estudo); a fronteira do Estado-nação (que  estabelece as conexões    entre diferentes escalas, do local ao global,  que interferem nos processos de    democratização a partir da  espacialidade da política);    a fronteira institucional (que pensa a  política como o espaço    da experiência e o universo instituinte das  práticas democráticas,    para além do instituído) e a fronteira do  momento histórico    (que questiona as "transições políticas" como  referência    fundamental para os estudos entre movimentos sociais e  democracia). O artigo    contribui, assim, para assinalar os limites de  muitas análises contemporâneas    sobre essa temática, abrindo pistas  para abordagens renovadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;Esperando  que os    textos possam contribuir para uma discussão sobre as novas  perspectivas    de debate sobre os movimentos sociais e a política,  gostaríamos    de agradecer a todos os colegas que aceitaram participar  desta coletânea    e à revista &lt;i&gt;Caderno CRH -&lt;/i&gt; em particular à sua  editora,    Anete B. L. Ivo, e sua co-editora, Elsa Kraychete -, pela  possibilidade de publicar    este dossiê temático e de tornar visível  parte dos resultados    do &lt;i&gt;Seminário Nacional Movimentos Sociais e os Novos Sentidos da Política,&lt;/i&gt;     promovido em junho de 2008 pelo Programa de Pós Graduação    em  Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com apoio     da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB),    e  coordenado e organizado por nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;(Recebido para    publicação em outubro de 2008)  &lt;br /&gt; (Aceito em dezembro de 2008)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Breno Bringel&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;     - Pesquisador do Departamento de Ciência Política III e do Grupo     de Estudos Contemporâneos da América Latina da Universidad Complutense     de Madri (Espanha). Entre 2006 e 2008, durante o doutorado-sanduíche,     atuou como Pesquisador-visitante na UNICAMP e no Programa de  Pós-Graduação    em Ciências Sociais da UFBA. É membro do Grupo de  Estudos sobre    Movimentos Sociais, Democracia, Educação e Cidadania  (GEMDEC-UNICAMP)    e pesquisador da Fundação Centro de Estudios  Políticos    y Sociales (CEPS) da Espanha. É membro do &lt;i&gt;Research Committee on Social    Classes and Social Movements&lt;/i&gt; (RC-47) da Associação Internacional    de Sociologia (ISA) e co-editor (responsável da América Latina)    da &lt;i&gt;New Cultural Frontiers,&lt;/i&gt;  nova revista internacional da ISA. É    autor de vários capítulos de  livro e artigos em revistas nacionais    e internacionais. No &lt;i&gt;Caderno CRH&lt;/i&gt;&lt;u&gt;,&lt;/u&gt; publicou recentemente (com Alfredo    Falero) o artigo &lt;i&gt;Redes transnacionais de movimentos sociais na América    Latina e o desafio de uma nova construção socioterritorial&lt;/i&gt;    (v. 21, n. 53).  &lt;br /&gt; &lt;b&gt;&lt;i&gt;Maria Victória Espiñeira&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  - Professora Adjunta do    Departamento de Ciência Política e da  Pós-Graduação    em Ciências Sociais da UFBA. É mestre em Ciências  Sociais    e doutora em Ciência e Filosofia da Educação. Tem pesquisado     sobre os movimentos sociais e suas relações com os partidos políticos     (com ênfase nos estudantes e nos bairros), os vereadores e a  presença    dos movimentos sociais nas suas agendas, a cultura política  desses grupos    políticos e a transição democrática no Brasil. Publicou     &lt;i&gt;O Partido A Igreja e o Estado nas Associações de Bairros&lt;/i&gt;    pela EDUFBA (1997), o capítulo "&lt;i&gt;Experiência da Ala Jovem do    MDB da Bahia durante o Regime Militar&lt;/i&gt; (2003).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-5236263329485897015?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/5236263329485897015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=5236263329485897015' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5236263329485897015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5236263329485897015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2011/01/movimentos-sociais-e-politica.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-8144068640959024618</id><published>2011-01-17T08:24:00.003-03:00</published><updated>2011-01-17T08:30:53.007-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><title type='text'>mentiras e ilusões do futebol</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;TOSTÃO                                        http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk1601201108.htm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Mentiras coletivas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Investidores, marqueteiros e cartolas fingem que contrataram o melhor jogador do mundo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O SER HUMANO, para sobreviver e construir a civilização, teve de reprimir, negar e sublimar seus instintos e vários desejos.&lt;br /&gt;Para isso, pagou um preço, como mostrou Freud em um de seus melhores livros, "O Mal-Estar na Civilização". Hoje, o mal-estar é ainda maior.&lt;br /&gt;O ser humano costuma também fingir e mentir por hábito, necessidade, compulsão ou sem-vergonhice. Todos os anos, governantes, principalmente os de países mais ricos, se fingem de anjos e se reúnem para discutir os gravíssimos problemas da fome, ambientais, de aumento da temperatura do planeta e outros. Nada fazem para valer.&lt;br /&gt;Todos os anos, especialistas mostram as soluções técnicas para prevenir os gravíssimos problemas ocasionados pelas chuvas, e as autoridades sobrevoam as áreas das tragédias. Nada fazem para valer.&lt;br /&gt;No futebol, dirigentes e investidores do Flamengo fingem que contrataram o melhor do mundo. Torcedores eufóricos e iludidos acham que agora o time ganha tudo. Marqueteiros promovem um produto que não mais existe. Parte da imprensa trata a contratação de Ronaldinho como se fosse a de Romário, quando ele deixou o Barcelona para o Flamengo com o título de melhor jogador do planeta.&lt;br /&gt;Desde a Copa de 2006, Ronaldinho é um jogador de dois passes excepcionais e um ou outro drible espetacular, sem sair do lugar. Para os grandes times da Europa, é muito pouco. Desistiram dele.&lt;br /&gt;Será suficiente para o Flamengo e para o futebol que se joga no Brasil? No Milan, quando o técnico era Leonardo, Ronaldinho ensaiou uma grande recuperação, mas logo a chama se apagou.&lt;br /&gt;A dedicação, a disciplina, a renúncia a muitos prazeres e, principalmente, a consciência do mundo que o cerca, condições necessárias para um craque se manter em forma por um longo tempo, são incompatíveis com a vida de celebridade e de riqueza. Há exceções. Messi, Iniesta e Xavi, como disse Casagrande, no Arena Sportv, além de craques, são pessoas normais.&lt;br /&gt;Ronaldinho parece uma mercadoria, um boneco guiado por controle remoto, que sorri e fala sempre a mesma coisa e com a mesma cara.&lt;br /&gt;Ronaldinho não é Ronaldo. O torcedor do Corinthians, honrado em ter na equipe um dos maiores jogadores da história, aplaudiu Ronaldo, mesmo sem jogar ou jogando mal.&lt;br /&gt;O flamenguista não vai fazer o mesmo. Quer títulos. Ronaldinho não tem o carisma e o prestígio de Ronaldo. Terá de ser excepcional.&lt;br /&gt;Ronaldinho, acorde&lt;/span&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-8144068640959024618?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/8144068640959024618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=8144068640959024618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8144068640959024618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8144068640959024618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2011/01/mentiras-e-ilusoes-do-futebol.html' title='mentiras e ilusões do futebol'/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-5982961520142530337</id><published>2010-11-27T05:37:00.002-03:00</published><updated>2010-11-27T05:41:57.555-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div id="xg" class=" xg_widget_forum xg_widget_forum_topic xg_widget_forum_topic_show"&gt;&lt;div id="xg_body"&gt;&lt;div class="xg_column xg_span-16"&gt;                                                                      &lt;div class="xg_module"&gt;&lt;div class="xg_headline xg_headline-img xg_headline-2l"&gt;&lt;div class="ib"&gt;     &lt;/div&gt;     &lt;div class="tb"&gt;         &lt;h1&gt;FAVELA ESTÁ SEMPRE NA MIRA DE QUEM DEVERIA NOS DAR PROTEÇÃO!&lt;/h1&gt;         &lt;ul class="navigation byline"&gt;&lt;li&gt;&lt;a class="nolink"&gt;Publicado por &lt;/a&gt;&lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profile/HenriqueCoutinhodosSantos"&gt;Henrique Coutinho dos Santos&lt;/a&gt;&lt;a class="nolink"&gt; em 25 novembro 2010 às 14:56 em &lt;/a&gt;&lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/group/afrokutsalvador"&gt;AFROKUT SALVADOR-BA&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/group/afrokutsalvador/forum" class="xg_sprite xg_sprite-back"&gt;Back to AFROKUT SALVADOR-BA Discussions&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;     &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;     &lt;div class="xg_module_body"&gt;         &lt;div class="discussion"&gt;             &lt;div class="description"&gt;                                 &lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'trebuchet ms',verdana,arial,sans-serif; border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;&lt;img src="http://api.ning.com/files/nQ-6jO218WViTPzpa*CKJIoYH0ftzw0332WbpTFG8iegyZKSCopls2hVP8aGmv7N-rMBAWtrGd9YZfvRy8kJCZUrI-POWxHn/9AA3D6E28D814C8EBF2B1E21C30F6E47_balaperdida.jpg" alt="" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'trebuchet ms',verdana,arial,sans-serif; line-height: 18px; font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'trebuchet ms',verdana,arial,sans-serif; border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;JOEL DA CONCEIÇÃO CASTRO: um garoto negro,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'trebuchet ms',verdana,arial,sans-serif; line-height: 18px; font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'trebuchet ms',verdana,arial,sans-serif; border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;cheio de vida e sonhos - vítima da violência e &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'trebuchet ms',verdana,arial,sans-serif; line-height: 18px; font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'trebuchet ms',verdana,arial,sans-serif; border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;incompetência policial na favela!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'trebuchet ms',verdana,arial,sans-serif; border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'trebuchet ms',verdana,arial,sans-serif; border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Em  pleno século 21 nos deparamos com um verdadeiro genocídio de negros e  pobres marginalizados pela sociedade e estigmatizados por um "poder  público" que, ao invés de nos dar proteção, nos mata, nos estermina como  nos tempos das senzalas e pós-abolição quando todo o investimento no  poder bélico do Estado visava tão somente "coibir" a "vagabundagem"  daqueles que eles diziam ter alforriado. Desde aquela época "os  capoeiras", por exemplo, eram considerados como marginais, vagabundos e  desordeiros da "ordem pública". Hoje, porém, apesar das conquistas  adquiridas por esse povo sofrido, resistente e lutador que é o povo  negro, a coisa ganhou uma roupagem, uma maquiagem e uma dimensão bem  diferentes e maiores, embora a essência continue a mesma: DISCRIMINAÇÃO  SÓCIO-ECONÔMICA-RACIAL!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias somos vistos e tratados  por policiais despreparados como bandidos em potencial. Infelizmente é  esse o olhar da maioria dos policiais que, ao adentrarem em nossos  bairros, só conseguem ver em sua frente "suspeitos". Ou seja, "negros,  mal vestidos e pobres moradores da favela". Devemos esse estígma,  também, à massificação de uma certa imprensa midiática cuja abordagem  chega a ser sádica, desumana, discriminatória, sórdida mesmo, no que  tange ao trato e o "modus operandis" de negros e pobres da favela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  caso do garoto Joel Castro abalou a todos nós que convivemos,  diariamente, com essa triste realidade em nossos bairros chamados  "populares". Diante disso, no próximo domingo (28/11) às 10h da manhã a  comunidade estará realizando uma PASSEATA EM PROTESTO E REINVINDICAÇÃO  ao Poder Público pela aceleração das investigações e punição dos  culpados pela morte trágica do inocente Joel Castro (10 anos) abatido em  seu próprio quarto por duas balas ditas "perdidas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive com  os pais do garoto ontem à tarde (24/11) e hoje pela manhã (25/11) a fim  de dar meu apoio pastoral. Fiquei com o coração partido em ver, de  perto, o sofrimento daquela família. É, de fato, uma perda irreparável.  Pois tenho um filho de 9 anos e peço toda hora a proteção de Deus sobre a  vida dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos mais aceitar que continuemos sendo  resultado das estatísticas frias e desumanas do absurdo número de morte  por homicídio (doloso ou culposo) de quem quer que seja. Principalmente  por aqueles que são pagos pelo Estado a fim de nos dar proteção. Afinal,  somos cidadãos, pagamos impostos e "temos o direito de ir e vir"! Ou  não? Mas o que vemos, a cada dia, é que a FAVELA ESTÁ SEMPRE NA MIRA DE  QUEM DEVERIA NOS DAR PROTEÇÃO!&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pr. Henrique Coutinho.&lt;br /&gt;Coordenador da Comissão da Criança,&lt;br /&gt;do Adolescente e da Juventude da&lt;br /&gt;ANNEB-BA (Aliança de Negras e Negros&lt;br /&gt;Evangélicos do Brasil).&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;LÍDERES  COMUNITÁRIOS (PR. HENRIQUE COUTINHO, WILL E PAIXÃO) SE SOLIDARIZAM COM  OS PAIS E PARENTES DO GAROTO JOEL CASTRO (AO FUNDO, O QUARTO ONDE  ACONTECEU A TRAGÉDIA!).&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'trebuchet ms',verdana,arial,sans-serif; border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;&lt;img src="http://api.ning.com/files/uNs4IxvOGOvau5dR6kjoqTjwWtpWpM3OIKD24AOd-q24O6gkXsFoICnXj2kkzf*0L0t5cXjOG-Hv2vGCA7LziRJx6Qkmhn4K/TVConfraria1211.jpg?width=721" alt="" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;            &lt;/div&gt;         &lt;/div&gt;                     &lt;p class="small" id="tagsList" style="display: none;"&gt;Tags:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="xg_avatar"&gt;&lt;a class="fn url" href="http://negrosnegrascristaos.ning.com/profile/HenriqueCoutinhodosSantos" title="Henrique Coutinho dos Santos"&gt;&lt;img class="photo" src="http://api.ning.com/files/aMjfeWjaQQDDJ81mN8EyeAVROknKWv905uxVUr1FzCwK*6qA9IotgfcxAORmyON10d2at8ZYmMoZRRehHQierhERMIQRw0En/TVConfraria1130.jpg?width=64&amp;amp;height=64&amp;amp;crop=1%3A1" alt="Henrique Coutinho dos Santos" width="64" height="64" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-5982961520142530337?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/5982961520142530337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=5982961520142530337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5982961520142530337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5982961520142530337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2010/11/favela-esta-sempre-na-mira-de-quem.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-1221941168359529150</id><published>2010-11-20T16:35:00.000-03:00</published><updated>2010-11-20T16:35:47.887-03:00</updated><title type='text'>Wim Mertens - The Fosse</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/Ee-5nnFWfKU?fs=1" width="425" frameborder="0" height="344"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-1221941168359529150?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/1221941168359529150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=1221941168359529150' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/1221941168359529150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/1221941168359529150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2010/11/wim-mertens-fosse.html' title='Wim Mertens - The Fosse'/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Ee-5nnFWfKU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-2825579568031159030</id><published>2010-09-27T20:45:00.002-03:00</published><updated>2010-09-27T20:49:05.245-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pré-modernismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lima Barreto'/><title type='text'>Lima Barreto, um autor na contramão</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;          &lt;center&gt;Lima Barreto, um autor na contramão&lt;/center&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;     &lt;span style="font-size:85%;"&gt;       &lt;span style="font-family: times new roman;font-size:130%;" &gt; &lt;p align="center"&gt;Triste fim de um escritor talentoso e original, marcado pela  tragédia&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-size:130%;" &gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: times new roman;font-size:130%;" &gt;  &lt;table align="left"&gt; &lt;tbody&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;     &lt;img src="http://sescsp.uol.com.br/sesc/controle/dynimages//PB401%20LimaBarreto.jpg" width="191" border="0" height="250" /&gt;&lt;br /&gt;   Lima Barreto / Foto: Reprodução&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;  &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pelos idos de 1920, os grupos elegantes de cariocas que  costumavam fazer da Avenida Rio Branco o lugar predileto de suas &lt;i&gt;flâneries&lt;/i&gt;  cotidianas (assim, em francês, língua da moda então), deparavam às vezes com um  espetáculo pouco habitual: o de um mulatão desleixado, sujo, ensebado e  precocemente envelhecido, mais parecido com um pobre-diabo, quase um mendigo, a  quem, no entanto, muitos transeuntes tiravam o chapéu, cumprimentando. Alguns  até mesmo se detinham para conversar com ele durante bastante tempo,  animadamente. Uma tarde – conta um poeta da época, Dante Milano –, algo mais  espantoso ainda acontecera: um elegante carro preto encostara no meio-fio e dele  saltara talvez o homem mais importante da cidade, o ex-senador e prefeito Paulo  de Frontin, somente para trocar um dedo de prosa com aquele mulato quase negro,  de face avermelhada pela bebida, um marginal andrajoso que não dispensava uma  palheta amassada assentada na carapinha grisalha – o grande romancista e  jornalista que atendia pelo sonoro nome de Afonso Henriques de Lima Barreto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Infelizmente, o prestígio, o reconhecimento merecido e tardio que a sociedade  parecia, enfim, lhe conceder, nada mais puderam fazer para prorrogar sua vida  sofrida. Ele faleceria em 1922, aos 41 anos – como Kafka –, com o organismo  completamente arruinado pela bebida e por doenças venéreas, marcando com o signo  da tragédia uma página das mais importantes de nossa história literária. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-family: times new roman;font-size:130%;" &gt;&lt;b&gt; &lt;p&gt;Aquele que nunca foi rei &lt;/p&gt; &lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O nome Afonso Henriques não lhe foi dado, como se poderia pensar, em  homenagem ao primeiro rei de Portugal. Só para se ter uma ideia da atmosfera  racista e preconceituosa em que teve de viver, basta lembrar um fato relatado  por seu melhor biógrafo, Francisco de Assis Barbosa: quando Lima cursava a  Escola Politécnica (não chegou a se formar engenheiro), ouviu um aluno veterano  comentar: “Vejam só! Um mulato ter a audácia de usar o nome do rei de  Portugal...” Henriques era nome que lhe vinha de seu pai, João Henriques de Lima  Barreto, um mulato que nascera liberto, filho de escrava com português. Sua mãe,  a mulata Amália Augusta, era uma “cria” (possivelmente filha bastarda) da  importante família Pereira de Carvalho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;João Henriques, aos 14 anos, já era um excelente tipógrafo e trabalhou em  alguns jornais. Mais tarde, com a proteção de Afonso Celso de Assis Figueiredo,  visconde de Ouro Preto, conseguiria obter um emprego de tipógrafo na Imprensa  Nacional (então chamada apenas de Tipografia Nacional). Com o advento da  República, porém, seu protetor, que chefiara o último gabinete monárquico, foi  obrigado a exilar-se, e seu protegido foi demitido sumariamente por partilhar o  credo monarquista. Como já tinha numerosa família, aceitou um emprego de  almoxarife na Colônia de Alienados, situada na ilha do Governador. Nesse emprego  manteve-se de 1891 a 1902, quando teve um surto psicótico e foi obrigado a  aposentar-se. Todo o encargo da família caiu assim sobre os ombros do  primogênito, Afonso, que aos 21 anos foi obrigado a interromper os estudos para  cuidar dos irmãos, levando até o fim da vida também o fardo do pai  esquizofrênico, encerrado em casa, extravasando seus delírios com gritos  lancinantes. João Henriques, que tantos sonhos ambiciosos tivera em relação ao  filho mais velho, acabou por se tornar o fator mais forte do fracasso de sua  vida. Não resistindo à morte do filho, em 1922, faleceu apenas 48 horas depois  dele, e ambos foram enterrados na mesma campa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lima Barreto não se casou nunca, e enveredou pelo caminho do alcoolismo muito  cedo. Era um solitário, revoltado e deprimido, porque, dizia, “nunca amei nem  fui amado”. Em tão penosas circunstâncias – pobreza, doença, frustração sexual e  afetiva, exclusão social – desenvolveu, porém, os recursos de seu talento para  retratar com pleno conhecimento as minúcias do Rio de Janeiro de sua época, uma  sociedade eivada de contradições, marcada pela discriminação e pelo preconceito  de várias ordens, em um quadro de total injustiça social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-family: times new roman;font-size:130%;" &gt;&lt;b&gt; &lt;p&gt;Lima e Machado &lt;/p&gt; &lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O paralelismo entre as condições de vida em que os dois grandes escritores  vieram ao mundo tem sido estabelecido por vários historiadores – separadas  embora suas vivências pelo espaço de duas gerações, pois Machado de Assis já  contava 42 anos quando Lima nasceu, justamente naquele ano de 1881 em que o  bruxo do Cosme Velho, que já ajudara a fundar a Academia Brasileira de Letras,  lançaria seu primeiro grande romance da maturidade, &lt;i&gt;Memórias Póstumas de Brás  Cubas&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os dois partilhavam o problema da pobreza, da origem humilde, da cor. Tanto  um como outro ficaram órfãos de mãe muito cedo, Machado aos 10, Lima de 6 para 7  anos. Mas se Joaquim Maria encontrou logo na madrasta Maria Inês uma substituta  carinhosa, o mesmo não aconteceu com Afonso, mais fundamente atingido pela  tragédia e que confessava ter-se fechado irremediavelmente em si depois da morte  da mãe, sem ter nunca mais “crises de alegria”. Em relação às mulheres,  conservaria sempre uma timidez doentia, e só conseguia satisfazer seu apetite  sexual com prostitutas de baixo nível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tiveram, ambos, padrinhos bem situados, políticos importantes, que lhes  possibilitaram acesso à melhor sociedade. Porém, se Machado foi criado na casa  de dona Maria José de Mendonça Barroso (viúva do senador Bento Barroso Pereira),  com o maior carinho, da mesma proteção não gozou o afilhado de Afonso Celso de  Assis Figueiredo, que até o primeiro prenome dele herdara. Na verdade, o  orgulhoso e distante visconde somente aceitara o apadrinhamento usando seu  estoque de solidariedade senhorial para com o humilde tipógrafo de cor, que o  idolatrava. O menino Afonso muito pouco conheceu o aristocrático xará que lhe  custeava os estudos. Sentia-se mesmo profundamente humilhado com essa situação  de dependência. Relata ainda seu biógrafo “um encontro desastroso” entre os  dois, quando já entre João Henriques e seu protetor político começavam a esfriar  as relações de compadrio. Uma cena ficaria marcada como das lembranças mais  desagradáveis da vida, na memória do escritor. O visconde havia deixado  transparecer, na má vontade com que recebera pai e filho, o profundo desdém em  que os tinha. Teria mesmo dito, em relação à grande ambição que João tinha de  fazer o filho doutor: “Todo mundo quer ser doutor...” Em seu &lt;i&gt;Diário Íntimo&lt;/i&gt;,  muito mais tarde, Lima Barreto faria referência a uma antiga doação do  benfeitor, nestes termos: “E os 10$000 do tal visconde. Idiota. Os protetores  são os piores tiranos”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fosse lá como fosse, a generosidade de Afonso Celso, forçada ou não,  permitiria ao menino Afonso ter o privilégio de uma educação formal (coisa que  Machado de Assis nunca pôde ter) nos melhores colégios, primeiro em Niterói e  depois no Rio de Janeiro, onde foi interno do tradicional Colégio Pedro II,  criadouro dos rebentos das famílias abastadas e nobres da Corte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No campo profissional, também não poderiam diferir mais as carreiras de um e  de outro, tanto no jornalismo como na literatura – Machado, aos 16 anos, já  contava com a proteção de importantes escritores, como Manuel Antonio de  Almeida, e foi imediatamente introduzido e empregado na “grande imprensa” da  época, onde sempre se manteve. Na literatura, nunca teve dificuldade de publicar  e foi sempre respeitado – teve, sobretudo, tempo para amadurecer suas obras,  inclusive por ter vivido muito mais que Lima Barreto. Com um emprego público  estável, com a felicidade doméstica desfrutada com Carolina, as antigas  condições consideradas “difíceis” de sua vida – pobreza, cor, orfandade,  gagueira e epilepsia – foram satisfatoriamente minimizadas ou dissolvidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já Lima Barreto, que partilhava com Machado circunstâncias raciais e  econômicas, teve de cumprir um destino de “maldito”. Mesmo como jornalista e  escritor, enfrentou sempre dificuldades para inserir-se na grande imprensa de  seu tempo, sofreu discriminações de toda ordem, foi obrigado a limitar suas  colaborações à imprensa alternativa e a publicar às próprias custas a maior  parte de seus livros. E mesmo quando já firmava reputação como romancista,  viu-se rejeitado duas vezes justamente “na casa de Machado de Assis” – a  Academia Brasileira de Letras. Se Machado conseguiu, porém, manter isenção de  julgamento com vistas à obra de Lima, este alimentou conscientemente sua posição  crítica em relação à literatura machadiana, definindo seu estilo como “chocho” e  seus personagens como “figuras ocas”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Diferenças de temperamento e de sorte acabaram por colocar essas duas figuras  de romancistas – considerados hoje os mais importantes de nossa literatura,  antes do modernismo – em polos opostos em termos de sucesso/fracasso  existencial. Porque, fator preponderante de desgraça, sobre Lima pairou  inexoravelmente, desde muito cedo, também o fantasma da loucura familiar, uma  terrível herança genética da qual nunca conseguiria se livrar e que terminaria  por vitimá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-family: times new roman;font-size:130%;" &gt;&lt;b&gt; &lt;p&gt;A casa da loucura&lt;/p&gt; &lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em importante tese de doutorado defendida na Universidade Estadual do Rio de  Janeiro (Uerj), &lt;i&gt;Literatura da Urgência – Lima Barreto no Domínio da Loucura&lt;/i&gt;,  e publicada em 2009 pela Annablume, Luciana Hildalgo examina em profundidade o  relacionamento entre a doença mental e a obra do escritor. Ela concentra seu  estudo nos escritos que Lima empreendeu ao ser pela segunda vez na vida  internado por alcoolismo em um hospital psiquiátrico, em 1919 – o denominado &lt;i&gt; Diário do Hospício&lt;/i&gt;, que depois aproveitaria em um romance que deixou  inacabado, &lt;i&gt;Cemitério dos Vivos&lt;/i&gt;. Nessa circunstância, a escrita teve uma  função mais do que catártica para ele. Representou, como diz Luciana Hidalgo,  “uma saída de emergência à abstinência, substituta da bebida”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Salvo à força do delírio etílico, Lima pôde analisar a si próprio e também  descrever a própria instituição psiquiátrica de maneira lúcida – com todas as  suas incoerências, injustiças, contradições e abusos médicos, que só seriam  totalmente expostos cerca de 40 anos mais tarde, por Michel Foucault e pela  corrente da antipsiquiatria de Franco Basaglia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Hospital de Alienados da Praia Vermelha – fundado em 1852 por dom Pedro II  – era, nas primeiras décadas do século passado, uma instituição de caráter  carcerário, onde a violência contra os pacientes, inclusive física, era  considerada elemento de cura, em um tempo anterior até mesmo a contenções mais  científicas, embora também superadas mais tarde, como o eletrochoque. Nesse  ambiente se buscava e conseguia a aniquilação da personalidade do paciente, sua  integração no estereótipo do “louco”, um ser desprovido de vontade e  discernimento, incapaz de gerir a própria vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Felizmente para o escritor, ele fora dotado de um temperamento que via na  revolta, na contestação, o meio de lutar pela sobrevivência, pela não dissolução  do ego. Assim, desde os primeiros dias desse período de internação – como nos  descreve Luciana –, ele não se conformou por ter sido internado “como indigente”  e tratado como pária social. Não tendo a princípio obtido apoio da equipe médica  para suas reivindicações, usou inteligentemente de outros meios para conseguir  uma inserção mais digna nas várias classes de internados – graças a um  funcionário que trabalhara com seu pai, passou à seção Calmeil, que funcionava  em um pavilhão onde ficava a biblioteca. Assim, não somente obteve um alojamento  individual, mais condizente com sua condição, como autorização para passar seus  dias lendo e escrevendo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A reclusão hospitalar acabou por lhe proporcionar tempo e tranquilidade para  ressuscitar tesouros enterrados na memória: por exemplo, lembrando-se do livro  que mais adorara na infância, &lt;i&gt;Vinte Mil Léguas Submarinas&lt;/i&gt;, de Júlio  Verne, projetava a si próprio no misterioso e antropófobo herói, o capitão Nemo,  do &lt;i&gt;Nautilus&lt;/i&gt; – homem mítico, capaz de transformar seu submarino em um  mundo paralelo. Como diz Luciana Hidalgo, também Lima, como Nemo, “imaginou-se  fora da humanidade, um associal vivendo da ilusão do bem-estar à margem da  civilização, sem ligação sentimental alguma no planeta”. Partindo dessa utopia,  pôde examinar – aos 39 anos – sua existência até aquele momento, de maneira  extremamente lúcida. Privado da bebida, estava livre para mergulhar no sonho  lúcido que é a literatura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-family: times new roman;font-size:130%;" &gt;&lt;b&gt; &lt;p&gt;O grande escritor &lt;/p&gt; &lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A obra completa de Lima Barreto compreende atualmente 11 livros, sendo quatro  póstumos. Em 1919, já havia publicado cinco, entre eles seus principais  romances, &lt;i&gt;Recordações do Escrivão Isaías Caminha&lt;/i&gt; em 1909, &lt;i&gt;Triste Fim  de Policarpo Quaresma&lt;/i&gt; em 1915, e no próprio ano da segunda internação, 1919, &lt;i&gt;Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá&lt;/i&gt;. São romances voltados para a  realidade social e nos quais transparece a ideologia política que adotara desde  cedo, o maximalismo antecessor do comunismo, o credo anarquista que o colocava &lt;i&gt;ipso facto&lt;/i&gt; na posição de escritor marginal – para ele, a literatura tinha  uma função social e o escritor não podia escapar à missão de combater a  injustiça. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Com os dois livros que publicou ainda em vida após o período de internação,  em especial o inacabado romance &lt;i&gt;Cemitério dos Vivos&lt;/i&gt; (1920), as duas  linhas de sua trajetória literária, a social e a introspectiva, convergem,  enriquecendo de maneira extraordinária a perspectiva sob a qual toda a sua obra  está atualmente sendo avaliada, inclusive no exterior. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Durante mais de três décadas após sua morte, Lima era ainda visto como um  vago “predecessor do modernismo” e sua obra tida como malfeita, insatisfatória.  Somente em 1956, com a publicação de sua obra completa em 17 volumes, sob a  direção de Francisco de Assis Barbosa e com a colaboração de Antônio Houaiss e  M. Cavalcanti Proença, Lima Barreto começou a ocupar o lugar que verdadeiramente  lhe cabe em nossa história literária. Seus romances e contos têm sido traduzidos  para o inglês, o francês, o russo, o espanhol, o tcheco, o japonês e o alemão.  Teses de doutoramento o tiveram como tema nos Estados Unidos e na Alemanha.  Congressos e conferências foram realizados em todo o Brasil, por ocasião de seu  centenário de nascimento (1981), resultando em inúmeros livros publicados, entre  ensaios, bibliografias e estudos psicológicos do autor e sua obra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pois, como afirma o crítico alemão Berthold Zilly em artigo escrito em 2006,  “Lima Barreto e a Cultura Nacional”, por ocasião da comemoração dos 500 anos do  Descobrimento do Brasil, &lt;i&gt;Triste Fim de Policarpo Quaresma&lt;/i&gt; redescobre o  país, “com sua história, sua cultura, suas excelências, mas também com suas  mazelas, seus desmandos e os possíveis meios de combatê-los”. A obra, diz Zilly,  é uma grande indagação sobre o Brasil, capaz de estimular uma autorreflexão  metacrítica sobre o caráter e os destinos da nação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Diversos escritores jovens estudam hoje a obra de Lima Barreto em toda a sua  complexidade, e são várias as teses já feitas ou em andamento nas universidades,  tanto brasileiras como estrangeiras. Sua absoluta diferenciação do estilo de  Machado de Assis não mais o coloca em posição de inferioridade, como foi  anteriormente feito – mas possibilita que sejam ambos avaliados de maneira  diversa, pelo valor e originalidade que apresentam em atitudes antitéticas na  descrição da sociedade brasileira de seu tempo: Machado destrói a sociedade com  um estilo sobriamente corrosivo e fino, enquanto Lima Barreto faz a mesma coisa  com sua virulência passional. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alfredo Bosi, após lhe consagrar dez páginas em sua &lt;i&gt;História Concisa da  Literatura Brasileira&lt;/i&gt;, classifica o conjunto de sua obra como “de amplo  espectro”, por demonstrar “quanto Lima Barreto podia e sabia transcender as  próprias frustrações e se encaminhar para uma crítica objetiva das estruturas  que definiam a sociedade brasileira do tempo”. Por isso, acrescenta, “a obra de  Lima Barreto significa um desdobramento do realismo no contexto novo da 1ª  Guerra Mundial e das primeiras crises da República Velha. Sua direção de  coerente crítica social seria retomada pelo melhor romance dos anos 1930.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;i&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-2825579568031159030?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/2825579568031159030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=2825579568031159030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2825579568031159030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2825579568031159030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2010/09/lima-barreto-um-autor-na-contramao.html' title='Lima Barreto, um autor na contramão'/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-8659161880130678004</id><published>2010-09-06T19:48:00.002-03:00</published><updated>2010-09-06T20:00:21.025-03:00</updated><title type='text'>o olhar feminino</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i.olhares.com/data/big/341/3412079.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 750px; height: 483px;" src="http://i.olhares.com/data/big/341/3412079.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O que há no olhar feminino?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na luz refletida pelos olhos femininos pode-se ver todo um matiz de&lt;br /&gt;vivacidades irreproduzíveis em qualquer outro material.&lt;br /&gt;Os olhos dos pássaros que caçam têm olhos que focam na frente, como os dos&lt;br /&gt;humanos, enquanto os pássaros que são caçados possuem olhos em ambos&lt;br /&gt;os lados da cabeça, para cobrir um grande campo de visão. E porque os olhos&lt;br /&gt;das mulheres,sem se diferenciar tanto dos homens, são tão capazes de nos&lt;br /&gt;fazer sentir o que por qualquer outro meio não pode ser sentido?&lt;br /&gt;Para os oftalmologistas todos os olhos são iguais, crêem que não passam de&lt;br /&gt;um mosaico de cristalinos, vasos, globos, órbitas, córneas, íris, retinas...mas há&lt;br /&gt;diferenças. Isto pode confirmar quem já foi encarado por AQUELA mulher. Não&lt;br /&gt;qualquer uma, mas aquela que, dentre milhões, nos escolheu para encarar. Em&lt;br /&gt;tal situação especial, os olhos delas parecem mais brilhantes, mais vivos,&lt;br /&gt;enuviados de mistério e mais coloridos...não importa se são azuis, verdes,&lt;br /&gt;negros ou castanhos. Não são comuns, são os dela.&lt;br /&gt;O encanto do homem pelo olhar feminino, independente de qualquer&lt;br /&gt;maquiagem, não surgiu há alguns séculos atrás. É bem provável que nossos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ancestrais homo-sapiens já percebessem o reflexo das fogueiras nos olhos de&lt;br /&gt;suas companheiras nas escuras noites do início dos tempos. E eles devem têlas&lt;br /&gt;amado da forma que sua evolução sentimental,a aquela altura permitia.&lt;br /&gt;Tão comunicativos quanto o corpo ou os gestos e a fala, os olhos das mulheres&lt;br /&gt;podem ser encarados como uma ameaça. Bem sabiam disso os guerreiros&lt;br /&gt;talibãs do Afeganistão que não contentes em cobrir todo o corpo de suas&lt;br /&gt;mulheres com a burka usavam também uma tela, como acessório, para cobrirlhes&lt;br /&gt;os olhos.&lt;br /&gt;O olhar feminino é um tema recorrente na música, nas artes plásticas e na&lt;br /&gt;literatura. Exemplo disso é a música "Este seu olhar" de Tom Jobim, o olhar da&lt;br /&gt;Monalisa (1503) de Da Vinci, o das prostitutas em “As donzelas de Avignon”&lt;br /&gt;(Les demoiselles d'Avignon, 1907) de Picasso ou o olhar esculpido, frio e&lt;br /&gt;soberbo da Vênus de Milo (c. 130 a. C.). Há dois casos célebres na literatura&lt;br /&gt;que podem significar uma questão de influência: "Os sofrimentos do jovem&lt;br /&gt;Werther (Die Leiden des jungen Werthers, 1774)" de Goethe e "Dom&lt;br /&gt;Casmurro" (1899) de Machado de Assis.&lt;br /&gt;Os sofrimentos do jovem Werther é considerado por muitos, o romance que&lt;br /&gt;deu origem ao romantismo e levou a uma onda de suicídios por toda a Europa.&lt;br /&gt;A paixão profunda, não correspondida e tempestuosa do personagem inspirou&lt;br /&gt;muitos escritores da geração romântica do mundo inteiro, dentre eles, o nosso&lt;br /&gt;Álvares de Azevedo. Mas seria bom nos perguntarmos: por que não, o realista&lt;br /&gt;Machado de Assis? Tudo bem, ele era realista...mas o tempo de sua infância&lt;br /&gt;era romântico. E foi nesse ambiente que ele foi educado.&lt;br /&gt;No livro de Goethe, o jovem Werther escreve uma série de cartas para seu&lt;br /&gt;amigo Wilhelm. Lá o jovem aristocrático se encanta com a paisagem idílica e&lt;br /&gt;os habitantes do lugarejo de Wahlheim. Certo dia indo a um baile, ele em um&lt;br /&gt;coche vai buscar a bela Charlotte S...(este artifício de não terminar nomes&lt;br /&gt;também foi usado por Joaquim Manuel de Macedo) e passa o resto do livro em&lt;br /&gt;delírios, idealizando a amada e se encantado pelos olhos de "Lotte". Chama a&lt;br /&gt;atenção no livro o fato de Lotte ter olhos negros,porque Werther a eles se&lt;br /&gt;refere constantemente em passagens como:&lt;br /&gt;• "como me deleitava, durante a conversa, com aqueles &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;olhos&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;negros..&lt;/span&gt;.como toda minha alma era atraída pelos lábios vívidos e pela&lt;br /&gt;magnitude de seus pensamentos, não ouvia as palavras com as quais&lt;br /&gt;ela se expressava...";&lt;br /&gt;• "(...) Deus sabe com que deleite, via-me preso em seus braços e nos&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;seus olhos repletos &lt;/span&gt;da mais verdadeira expressão do mais puro e mais&lt;br /&gt;sincero prazer(...)";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• "Ela apoiou nos cotovelos&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; e seu olhar percorreria a paisagem&lt;/span&gt;; olhou&lt;br /&gt;para o céu e para mim e vi os seus olhos cheios de lágrimas(...)";&lt;br /&gt;E olhei novamente para seus olhos (...)";&lt;br /&gt;• "Foi o mais magnífico nascer do sol. A floresta úmida e os campos&lt;br /&gt;frescos! As nossas acompanhantes adormeceram. Ela perguntou se eu&lt;br /&gt;não queria fazer o mesmo; poderia ficar despreocupado com ela.&lt;br /&gt;“&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Enquanto vir esses olhos abertos”,&lt;/span&gt; disse-lhe e fitei-a “não há perigo de&lt;br /&gt;fechar os meus”.&lt;br /&gt;E há outras referências mais sobre os olhos de Lotte por todo o livro. Para não&lt;br /&gt;estragar a leitura de quem ainda não leu este excepcional romance da literatura&lt;br /&gt;alemã, deve-se esclarecer apenas que Charlotte antes de conhecer Werther&lt;br /&gt;era noiva de um "homem muito distinto" e candidato a um cargo importante que&lt;br /&gt;estava em viagem de negócios.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-8659161880130678004?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/8659161880130678004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=8659161880130678004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8659161880130678004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8659161880130678004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2010/09/o-olhar-feminino.html' title='o olhar feminino'/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-545546028143730211</id><published>2010-08-30T05:49:00.003-03:00</published><updated>2010-08-30T05:53:33.431-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='negros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politicas públicas'/><title type='text'>cotas nas universidades federais</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;70% das faculdades públicas já adotam cotas ou bônus &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;  &lt;b&gt;  Em 77% dos casos, decisão de adotar política partiu da própria instituição&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Levantamento feito por pesquisadores do Rio mostra que estudantes de escolas públicas são os mais beneficiados  &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;  ANTÔNIO GOIS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;  DO RIO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mesmo sem lei federal que  as obrigue a isso, sete em cada dez universidades públicas no Brasil já  adotam algum critério de ação afirmativa, seja ele cota ou bônus no  vestibular para alunos de escolas públicas, negros, indígenas e outros  grupos.&lt;br /&gt; O levantamento foi feito  pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos, ligado  à Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).&lt;br /&gt; De 98 universidades federais e estaduais, 70 adotam  ação afirmativa (71%). Em  77% dos casos, a decisão de  adotar cotas ou bônus surgiu  da própria universidade.&lt;br /&gt; Em apenas 16 instituições,  a ação foi motivada por uma  lei estadual. Não há lei federal -um projeto tramita no  Congresso- que obrigue estabelecimentos da União a  adotar cotas ou bônus.&lt;br /&gt; O trabalho mostra também  que são alunos de escolas  públicas os mais beneficiados e que as cotas são mais  utilizadas do que os bônus.&lt;br /&gt; No caso das universidades  que trabalham com cotas raciais, o critério utilizado para  definir quem é negro ou indígena é quase sempre (85%  dos casos) a autodeclaração.&lt;br /&gt; Nos demais, há exigência  de fotografias ou comissões  de verificação, métodos polêmicos por barrar candidatos  que se consideram negros.&lt;br /&gt; Para João Feres Júnior, um  dos pesquisadores, em quase  todas as 40 universidades  que beneficiam negros, há  preocupação de evitar que as  vagas sejam ocupadas pelos  de maior renda -o candidato  deve comprovar carência ou  estudo em escola pública.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;DEBATE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Para ele, o crescimento de  instituições que, sem a obrigação legal, adotam ações  afirmativas reflete o amadurecimento do debate sobre a  desigualdade racial no país.&lt;br /&gt; Ele diz que, quando coordenou o Diretório Central de  Estudantes da Unicamp, em  1986, o tema não era discutido nem nas ciências sociais.  "Não passava pelas nossas  mentes discutir a pauta."&lt;br /&gt; Mesmo quem se beneficiou do avanço nas políticas  de ação afirmativa aponta a  falta de debate. É o caso de  Wellington Oliveira dos Santos, 25, que se formou em psicologia em 2009  na Universidade Federal do PR, onde ingressou na cota para negros.&lt;br /&gt; Santos reclama que, na  época de sua graduação, não  houve debates em seu curso  sobre os motivos que estão  levando as universidade públicas à adoção das cotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;  Colaborou &lt;b&gt;DIMITRI DO VALLE&lt;/b&gt;,  de Curitiba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;Criação de lei federal divide a opinião de especialistas &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;  &lt;b&gt;  Ex-presidente do IBGE diz que lei prejudica autonomia universitária&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Apesar de não haver dados consolidados, cotistas da Uerj e UFPR têm notas semelhantes às dos demais alunos   &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-size:-1;"&gt;DO RIO&lt;br /&gt; DE CURITIBA &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  O fato de a maioria das  universidades com ações  afirmativas adotar a prática  por iniciativa própria divide  especialistas sobre a necessidade de uma lei federal.&lt;br /&gt;Para Simon Schwartzman,  ex-presidente do IBGE e pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade no RJ, uma lei federal é  desnecessária e desrespeita a  autonomia universitária.&lt;br /&gt;"É melhor ver isto acontecer por um movimento espontâneo do que por uma lei  que obrigue todas a adotarem um critério que coloque  uma camisa de força", diz.&lt;br /&gt;Já Renato Ferreira, gerente  de projetos da Secretaria de  Políticas de Promoção da  Igualdade Racial, defende  uma lei por entender que, em  algumas universidades, os  critérios ainda são tímidos.&lt;br /&gt;"Sem uma lei que regule o  tema, demoraremos muito  mais tempo para promover a  igualdade que desejamos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BENEFICIADOS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Como a maioria adotou cotas ou bônus há menos de  quatro anos, não há dados  consolidados sobre o desempenho dos beneficiados.&lt;br /&gt;Na Uerj, uma avaliação  mostrou que os alunos cotistas têm menor evasão e notas  semelhantes aos demais na  maioria dos cursos.&lt;br /&gt;Na UFPR (Universidade  Federal do Paraná), estudantes negros e oriundos de escolas públicas têm  conseguido, na média, o mesmo rendimento nas avaliações que  os outros universitários.&lt;br /&gt;O sistema de cotas na  UFPR, aprovado em 2003 por  iniciativa da própria instituição, tem 8.000 beneficiados  num total de 22 mil alunos.&lt;br /&gt;Para o professor Paulo Vinícius Batista da Silva, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da  UFPR, ainda há desafios a serem superados. "Os cotistas  são alvos de desconfiança."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:+1;color:#ff0000;"&gt;ANÁLISE  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt; Universidades precisam ter autonomia e fazer o acompanhamento dos alunos &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;   &lt;b&gt;  CIBELE YAHN DE ANDRADE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;  ESPECIAL PARA A &lt;b&gt;FOLHA &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A educação pode ser considerada, por um lado, como  um dos principais mecanismos de mobilidade social.&lt;br /&gt; A efetividade deste depende essencialmente de que o  acesso e o desempenho escolar não reproduzam as desigualdades em relação à renda familiar e à condição de  raça e cor, entre outras que  marcam a heterogeneidade  da população brasileira.&lt;br /&gt; No entanto, o maior impacto da educação, sobretudo superior, é o produzido no  desenvolvimento cultural,  que pode se traduzir em desenvolvimento econômico.&lt;br /&gt; Desenvolver o ensino superior é estratégia essencial  ao interesse público mais elevado e não somente algo que  se defina no âmbito do interesse privado, da ascensão  social dos indivíduos.&lt;br /&gt; As universidades podem  ter motivações diferentes para selecionar seus alunos.  Mas a ação efetiva da educação no indivíduo não termina no fim do curso superior.&lt;br /&gt; Aí se iniciam os desafios do  aprendizado constante.  Este ponto é fundamental  e pode ser mal compreendido. A aceitação do vestibular  como mecanismo isento de  seleção, valioso num país  acostumado a privilégios,  tende a fazer crer que o melhor aluno é aquele com a nota mais alta e isso confunde  bom desempenho num exame com capacidade de desenvolvimento intelectual.&lt;br /&gt; Este último pode ser encontrado num leque mais  amplo de estudantes de origens diversas. O que boas  universidades devem buscar  é a composição equilibrada  de -conhecimento de conteúdos fundamentais e capacidade de desenvolvimento  intelectual. O desafio só pode  ser enfrentado com autonomia das universidades e estudos de acompanhamento  dos selecionados em processos regulares ou em ações  afirmativas formulados para  corresponder a seus objetivos e propósitos maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;b&gt; CIBELE YAHN DE ANDRADE&lt;/b&gt; é  pesquisadora do Núcleo de Estudos de  Políticas Públicas da Unicamp&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-545546028143730211?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff3008201001.htm' title='cotas nas universidades federais'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/545546028143730211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=545546028143730211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/545546028143730211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/545546028143730211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2010/08/cotas-nas-universidades-federais.html' title='cotas nas universidades federais'/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-5162743127048744816</id><published>2010-05-29T21:00:00.001-03:00</published><updated>2010-05-29T21:00:45.895-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;PROCURA DA POESIA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;                        &lt;br /&gt;                   Não faças versos sobre acontecimentos.&lt;br /&gt;                  Não há criação nem morte perante a poesia.&lt;br /&gt;                  Diante dela, a vida é um sol estático,&lt;br /&gt;                  não aquece nem ilumina.&lt;br /&gt;                  As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais  não contam.&lt;br /&gt;                  Não faças poesia com o corpo,&lt;br /&gt;                  esse excelente, completo e confortável corpo, tão  infenso à efusão lírica.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p&gt;Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no  escuro&lt;br /&gt;                    são indiferentes.&lt;br /&gt;                    Nem me reveles teus sentimentos,&lt;br /&gt;                    que se prevalecem do equívoco e tentam a longa  viagem.&lt;br /&gt;                    O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.&lt;/p&gt;                   &lt;p&gt;Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.&lt;br /&gt;                    O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo  das casas.&lt;br /&gt;                    Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas  ruas junto à linha de espuma.&lt;/p&gt;                   &lt;p&gt;O canto não é a natureza&lt;br /&gt;                    nem os homens em sociedade.&lt;br /&gt;                    Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada  significam.&lt;br /&gt;                    A poesia (não tires poesia das coisas)&lt;br /&gt;                    elide sujeito e objeto.&lt;/p&gt;                   &lt;p&gt;Não dramatizes, não invoques,&lt;br /&gt;                    não indagues. Não percas tempo em mentir.&lt;br /&gt;                    Não te aborreças.&lt;br /&gt;                    Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,&lt;br /&gt;                    vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de  família&lt;br /&gt;                    desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.&lt;/p&gt;                   &lt;p&gt;Não recomponhas&lt;br /&gt;                    tua sepultada e merencória infância.&lt;br /&gt;                    Não osciles entre o espelho e a&lt;br /&gt;                    memória em dissipação.&lt;br /&gt;                    Que se dissipou, não era poesia.&lt;br /&gt;                    Que se partiu, cristal não era.&lt;/p&gt;                   &lt;p&gt;Penetra surdamente no reino das palavras.&lt;br /&gt;                    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.&lt;br /&gt;                    Estão paralisados, mas não há desespero,&lt;br /&gt;                    há calma e frescura na superfície intata.&lt;br /&gt;                    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.&lt;br /&gt;                    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.&lt;br /&gt;                    Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.&lt;br /&gt;                    Espera que cada um se realize e consume&lt;br /&gt;                    com seu poder de palavra&lt;br /&gt;                    e seu poder de silêncio.&lt;br /&gt;                    Não forces o poema a desprender-se do limbo.&lt;br /&gt;                    Não colhas no chão o poema que se perdeu.&lt;br /&gt;                    Não adules o poema. Aceita-o&lt;br /&gt;                    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada&lt;br /&gt;                    no espaço.&lt;/p&gt;                   &lt;p&gt;Chega mais perto e contempla as palavras.&lt;br /&gt;                    Cada uma&lt;br /&gt;                    tem mil faces secretas sob a face neutra&lt;br /&gt;                    e te pergunta, sem interesse pela resposta,&lt;br /&gt;                    pobre ou terrível, que lhe deres:&lt;br /&gt;                    Trouxeste a chave?&lt;/p&gt;                   &lt;p&gt;Repara:&lt;br /&gt;                    ermas de melodia e conceito&lt;br /&gt;                    elas se refugiaram na noite, as palavras.&lt;br /&gt;                    Ainda úmidas e impregnadas de sono,&lt;br /&gt;                  rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.&lt;/p&gt;                   &lt;p&gt;                    &lt;em&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/em&gt;  &lt;/p&gt;                   &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.fabiorocha.com.br/images/separador.gif" alt="" border="0" height="31" width="181" /&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p&gt;&lt;b&gt;NÃO SE MATE&lt;br /&gt;                     &lt;br /&gt;                                    &lt;/b&gt; Carlos, sossegue, o amor&lt;br /&gt;é isso que você está vendo:&lt;br /&gt;hoje beija, amanhã não beija,&lt;br /&gt;depois de amanhã é domingo&lt;br /&gt;e segunda-feira ninguém sabe&lt;br /&gt;o que será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inútil você resistir&lt;br /&gt;ou mesmo suicidar-se.&lt;br /&gt;Não se mate, oh não se mate,&lt;br /&gt;reserve-se todo para&lt;br /&gt;as bodas que ninguém sabe&lt;br /&gt;quando virão,&lt;br /&gt;se é que virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor, Carlos, você telúrico,&lt;br /&gt;a noite passou em você,&lt;br /&gt;e os recalques se sublimando,&lt;br /&gt;lá dentro um barulho inefável,&lt;br /&gt;rezas,&lt;br /&gt;vitrolas,&lt;br /&gt;santos que se persignam,&lt;br /&gt;anúncios do melhor sabão,&lt;br /&gt;barulho que ninguém sabe&lt;br /&gt;de quê,&lt;br /&gt;pra quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto você caminha&lt;br /&gt;melancólico e vertical.&lt;br /&gt;Você é a palmeira, você é o grito&lt;br /&gt;que ninguém ouviu no teatro&lt;br /&gt;e as luzes todas se apagam.&lt;br /&gt;O amor no escuro, não, no claro,&lt;br /&gt;é sempre triste, meu filho, Carlos,&lt;br /&gt;mas não diga nada a ninguém, ninguém sabe nem saberá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;                     &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.fabiorocha.com.br/images/separador.gif" alt="" border="0" height="31" width="181" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-5162743127048744816?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/5162743127048744816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=5162743127048744816' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5162743127048744816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5162743127048744816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2010/05/procura-da-poesia-nao-facas-versos.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-281276942681408658</id><published>2010-03-07T17:36:00.001-03:00</published><updated>2010-03-07T17:36:53.589-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h1&gt;Poesia marginal dos anos 70 ganha  antologia e dialoga com novos poetas&lt;/h1&gt;                            &lt;div id="credito-texto"&gt;            &lt;div id="autor"&gt;DANIEL BENEVIDES&lt;br /&gt;Colaboração para o UOL&lt;/div&gt;          &lt;/div&gt;                                       &lt;!--/titulo--&gt;                    &lt;div style="font-size: small;" id="texto"&gt;&lt;div&gt;                                                                    Os anos 70 ficaram marcados pela truculência da ditadura, mas  também pelo chamado desbunde, versão mais debochada do movimento hippie.  Essa dicotomia entre desencanto e celebração da vida ficou bem evidente  nos versos dos poetas da época, ditos marginais: ao mesmo tempo em que  resistiam à repressão com espírito utópico e ironia típicos da  contracultura, buscavam a intensidade prosaica das experiências  sensoriais - o popular sexo drogas e o que mais "pintar". O tom era  coloquial, despretensioso, libertário.&lt;br /&gt;&lt;div class="modfoto center  modulos grande"&gt;&lt;div class="conteudo"&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt; &lt;img alt="Divulgação" title="Divulgação" src="http://h.i.uol.com.br/livrospoesia_05032010.jpg" class="imagem" border="0" /&gt; &lt;p&gt;Antologia "Destino: Poesia" (esq.)  resgata poesia marginal dos anos 70; os novos "Logocausto" (c) e  "Esquimó" dialogam, mesmo que por contraste, com a poesia da  contracultura &lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Ana  Cristina César, Cacaso, Torquato Neto, Waly Salomão e Paulo Leminski,  agora reunidos nessa pertinente e divertida antologia organizada pelo  crítico Italo Moriconi, tinham esses traços em comum, cada qual à sua  maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Cristina e Torquato pintavam seus poemas com cores  um tanto mais escuras, reveladoras de um desespero íntimo, um  desentendimento grave com a vida. Por mais que tentassem infiltrar certo  humor em seus escritos - e, no caso de Torquato, a melodia que gerou  algumas canções memoráveis, o que sobressaía era quase um pedido de  socorro. Ambos aceleraram de encontro ao suicídio. Tornaram-se mitos  românticos, na acepção ampla da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cacaso e Leminski  pendiam mais para o poema bem-humorado, feito de frases curtas, ritmo  leve, ideias originais. O primeiro, conterrâneo e, em certo sentido,  herdeiro de Drummond, buscava o riso inteligente, o comentário ácido,  muitas vezes de cunho político. Já o curitibano Leminski, um dos mais  cultuados até hoje dentre os cinco, tinha um estilo único, algo entre o  beatnik e o concretismo, entre a confissão embriagada e o sóbrio hai  kai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Waly Salomão, por sua vez, era o tropicalista do grupo, o  mais colorido, expansivo, performático. Seus poemas tinham aquele jeito  de conversa meio louca, um pouco como no caso de Ana Cristina, que no  entanto era mais experimental, "difícil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Destino: Poesia", com  ótima introdução de Moriconi e pequenas biografias dos poetas, é um  retrato fiel da poesia dos 70, cúmplice da música popular, diversa mas  unida na resistência à violência dos militares e à sisudez dos  "caretas". Vale por cada flash em technicolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dois novos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Leandro  Sarmatz e Fabrício Corsaletti são dois poetas nascidos nos 70 que de  certa forma dialogam, mesmo que por contraste, com a poesia do desbunde e  da contracultura. Dos dois, o gaúcho Sarmatz, com seu breve e valioso  "Logocausto" (Editora da Casa), uma reunião de poemas que foi  dilapidando ao longo dos anos, é o menos ligado à geração do mimeógrafo,  como também ficaram conhecidos os contemporâneos de Torquato Neto e Ana  Cristina César. Se é que se pode falar em filiação, ele está mais para o  modernismo anterior, "estrangeiro", de Cummings, Celan e William Carlos  Williams. Seus poemas, elaborados com rigor autocrítico, são revestidos  de ironia sofisticada (no melhor dos sentidos), e permeados por cultas  referências literárias. A condição judaica - como sugere o neologismo do  título, é um tema presente em cada linha, implícita ou diretamente.  Para encarar a história sofrida de seus antepassados, o autor, também  dramaturgo, chega a inventar uma nova ciência dos sentimentos: a  "Ecologia da Memória", ao mesmo tempo em que desconfia da religião e seu  "messias fajuto". Com um pessimismo que não dispensa o humor e até a  escatologia, declara que "toda graça está no achar-se em meio à perda" e  que as palavras são "uma praga, um lamento surdo: um exílio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já  Corsaletti talvez ficasse mais à vontade entre os poetas brasileiros  dos 70. Tal como Leminski e Cacaso, pratica o verso curto, de ideias  bem-humoradas e diretas, às vezes próximas de um slogan surreal ou  existencialista, ou mesmo da piada, que surte efeito imediato. Os poemas  de "Esquimó" (Companhia das Letras), claros, concisos, sugerem espaços  livres das sombras, em meio a uma floresta de possibilidades. Nos  melhores momentos atingem o nervo (mas com anestesia): "- meu único  gesto sincero/ depende de garfo e faca". Também adepto das referências -  no caso, mais "pop", o autor recorre a um certo minimalismo, com  variações sutis e repetições eloquentes. E "comete" divertidos poemas de  amor e desejo, como na declaração à atriz Eva Green, em "Plano", e no  poema final, o melhor do livro, "Seu Nome", no qual o nome da amada,  nunca dito, batiza todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"DESTINO -  POESIA"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Autor: &lt;/b&gt;Diversos&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Editora:&lt;/b&gt; José Olympio&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Páginas:&lt;/b&gt;  160&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Preço:&lt;/b&gt; R$ 28&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"LOGOCAUSTO"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Autor: &lt;/b&gt;Leandro  Sarmatz&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Editora:&lt;/b&gt; Editora da Casa&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Páginas:&lt;/b&gt; 36&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Preço:&lt;/b&gt;  R$ 12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"ESQUIMÓ"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Autor: &lt;/b&gt;Fabrício Corsaletti&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Editora:&lt;/b&gt;  Companhia das Letras&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Páginas:&lt;/b&gt; 80&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Preço:&lt;/b&gt; R$ 31                  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-281276942681408658?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/281276942681408658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=281276942681408658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/281276942681408658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/281276942681408658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2010/03/poesia-marginal-dos-anos-70-ganha.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-6792917520314624131</id><published>2010-03-04T20:26:00.001-03:00</published><updated>2010-03-04T20:37:42.117-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: lucida grande;font-size:180%;" &gt;Quatro décadas de corrupção, pobreza e abusos no futebol brasileiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Ano de Copa do Mundo é sempre garantia de bons lançamentos na área editorial. O primeiro tiro certeiro de 2010, indispensável para estudantes de jornalismo e interessados em jornalismo esportivo, é “11 Gols de Placa – Uma seleção de grandes reportagens sobre o nosso futebol”, organizado pelo jornalista Fernando Molica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro reúne onze trabalhos de fôlego sobre o “lado B” do futebol brasileiro, ou seja, sobre os graves e perpétuos gols contra que vem marcando ao longo do tempo. Como escreve Molica, explicando a sua seleção, é “uma escalação que mistura corrupção, pobreza, desemprego, falsificação de documentos, abuso e exploração de menores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira reportagem é o premiado texto de João Maximo, “Futebol brasileiro: o longo caminho da fome à fama”, publicado no “Jornal do Brasil”, em 1967, no qual o jornalista descreve os sérios problemas de saúde – de subnutrição a sífilis – que enfrentavam então os jogadores dos principais clubes brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro traz ainda uma segunda série publicada no final da década de 60, “O Jogador é um escravo”, na qual Michel Laurence, José Maria de Aquino e Luciano Ornellas mostraram, em “O Estado de S.Paulo”, como os jogadores de futebol se submetiam ao desígnio de dirigentes esportivos, aceitando tratamentos médicos criminosos, assinando contratos em branco e não recebendo os seus direitos básicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"11 Gols de Placa" dá, então, um salto até a década de 90, e apresenta reportagens sobre assuntos que o leitor deve se recordar. Para citar apenas algumas, há a série de “O Globo”, assinada por Marco Penido e equipe, sobre corrupção e negociação de resultados na Federação de Futebol do Rio de Janeiro, e a descoberta, por Sergio Rangel e Juca Kfouri, da “Folha de S.Paulo”, das contas furadas da CBF e do contrato da entidade com a Nike.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrando no século XXI, a seleção de Molica mostra a persistência de velhos problemas. A série de Diogo Olivier Mello, publicada no “Zero Hora”, em 2001, revela as desigualdades sociais no mundo da bola, além dos graves problemas que jogadores enfrentam durante e ao final da carreira. O livro se encerra com a reportagem de Andre Rizek e Thais Oyama, publicada em “Veja”, em 2005, sobre a “máfia do apito” montada para fraudar resultados de partidas de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as reportagens são acompanhadas de textos introdutórios, preparados especialmente pelos autores para o livro, nos quais revelam o “making of” do trabalho que realizaram e contam bastidores não incluídos nos textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“11 Gols de Placa” (378 págs., R$ 49,90) é o terceiro título de uma parceria entre a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a editora Record, que já rendeu também “10 Reportagens que Abalaram a Ditadura” e “50 Anos de Crime”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-6792917520314624131?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/6792917520314624131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=6792917520314624131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/6792917520314624131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/6792917520314624131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2010/03/quatro-decadas-de-corrupcao-pobreza-e.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-759699264362147918</id><published>2010-03-02T13:09:00.001-03:00</published><updated>2010-03-02T13:09:35.644-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;a name="tubaroes"&gt;Se os Tubarões  Fossem Homens &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;a name="tubaroes"&gt; &lt;/a&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="tubaroes"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Bertold  Brecht &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a name="tubaroes"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Se os  tubarões fossem homens,  eles seriam mais gentís com os peixes pequenos. Se os tubarões fossem  homens,  eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos  com  todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais. Eles   cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam  todas as  providências sanitárias cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a  barbatana,  imediatamente ele faria uma atadura a fim de que não moressem antes do  tempo.  Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma  festa  aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos. &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a name="tubaroes"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Naturalmente  também haveria  escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como  nadar  para a guela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo a usar a  geografia, a  fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí.  Aula  principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos. Eles seriam   ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre  de um  peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo  quando  esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos. Se encucaria nos  peixinhos  que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência. Antes  de tudo  os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa,  materialista, egoísta e marxista. E denunciaria imediatamente os  tubarões se  qualquer deles manifestasse essas inclinações. &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a name="tubaroes"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Se os  tubarões fossem homens,  eles naturalmente fariam guerra entre si a fim de conquistar caixas de  peixes e  peixinhos estrangeiros.As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios  peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que, entre os peixinhos e outros   tubarões existem gigantescas diferenças. Eles anunciariam que os  peixinhos são  reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim  impossível que entendam um ao outro. Cada peixinho que na guerra matasse  alguns  peixinhos inimigos da outra língua silenciosos, seria condecorado com  uma  pequena ordem das algas e receberia o título de herói. &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a name="tubaroes"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Se os  tubarões fossem homens,  haveria entre eles naturalmente também uma arte, haveria belos quadros,  nos  quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas  guelas  seriam representadas como inocentes parques de recreio, nas quais se  poderia  brincar magnificamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam como os  valorosos  peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.A música seria  tão  bela, tão bela, que os peixinhos sob seus acordes e a orquestra na  frente,  entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos  pelos mais  agradáveis pensamentos. Também haveria uma religião ali. &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a name="tubaroes"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Se os  tubarões fossem homens,  eles ensinariam essa religião. E só na barriga dos tubarões é que  começaria  verdadeiramente a vida. Ademais, se os tubarões fossem homens, também  acabaria a  igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam  cargos e  seriam postos acima dos outros. Os que fossem um pouquinho maiores  poderiam  inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões, pois  eles  mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar. E  os  peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os  peixinhos  para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiros da  construção  de caixas e assim por diante. Curto e grosso, só então haveria  civilização no  mar, se os tubarões fossem homens. &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a name="tubaroes"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000000;"&gt; &lt;a name="Um Homem Pessimista"&gt;Um Homem Pessimista&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Um homem  pessimista&lt;br /&gt;É tolerante.&lt;br /&gt;Ele sabe deixar a fina cortesia desmanchar-se na língua&lt;br /&gt;Quando um homem não espanca uma mulher&lt;br /&gt;E o sacrifício de uma mulher que prepara café para&lt;br /&gt;seu amado&lt;br /&gt;Com pernas brancas sob a camisa -&lt;br /&gt;Isto o comove.&lt;br /&gt;Os remorsos de um homem que&lt;br /&gt;Vendeu o amigo&lt;br /&gt;Abalam-no, a ele que conhece a frieza do mundo&lt;br /&gt;E como é sábio&lt;br /&gt;Falar alto e convencido&lt;br /&gt;No meio da noite.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Esse Desemprego&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Meus  senhores, é mesmo um  problema&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Esse  desemprego!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Com  satisfação acolhemos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Toda  oportunidade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;De  discutir a questão.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Quando  queiram os senhores!  A todo momento!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Pois  o desemprego é para o  povo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Um  enfraquecimento.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Para  nós é inexplicável&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Tanto  desemprego.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Algo  realmente lamentável&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Que  só traz desassossego.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Mas  não se deve na verdade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Dizer  que é inexplicável&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Pois  pode ser fatal&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Dificilmente  nos pode trazer&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;A  confiança das massas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Para  nós imprescindível.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;É  preciso que nos deixem  valer&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Pois  seria mais que temível&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Permitir  ao caos vencer&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Num  tempo tão pouco  esclarecido!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Algo  assim não se pode  conceber&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Com  esse desemprego!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Ou  qual a sua opinião?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Só  nos pode convir&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Esta  opinião: o problema&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Assim  como veio, deve sumir.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Mas  a questão é: nosso  desemprego&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Não  será solucionado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Enquanto  os senhores não&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="desemprego"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Ficarem  desempregados!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-759699264362147918?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/759699264362147918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=759699264362147918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/759699264362147918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/759699264362147918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2010/03/se-os-tubaroes-fossem-homens-bertold.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-344198934899221223</id><published>2009-06-10T19:45:00.005-03:00</published><updated>2009-06-10T20:23:38.243-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SjA5LC3zLUI/AAAAAAAAAFc/YpdHoknUuqU/s1600-h/janelas.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345835619601034562" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 325px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SjA5LC3zLUI/AAAAAAAAAFc/YpdHoknUuqU/s400/janelas.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;"&gt;DEFENESTRAR&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:78%;"&gt;LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Certas palavras têm o significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias em todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra. Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.&lt;br /&gt;-- Os hermeneutas estão chegando!&lt;br /&gt;-- Ih, agora é que ninguém vai entender mais nada...&lt;br /&gt;Os hermeneutas ocupariam &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SjA5LWseUbI/AAAAAAAAAFk/ieUZBiE8NFc/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.&lt;br /&gt;-- Alô...&lt;br /&gt;-- O que é que você quer dizer com isso?&lt;br /&gt;Traquinagem devia ser uma peça mecânica.&lt;br /&gt;-- Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.&lt;br /&gt;Plúmbeo devia ser um barulho que o corpo faz ao cair na água. Mas nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração. A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar devia ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico.&lt;br /&gt;Galanteadores de calçada deviam sussurrar no ouvido das mulheres:&lt;br /&gt;-- Defenestras?&lt;br /&gt;A resposta seria um tapa na cara. Mas algumas... Ah, algumas defenestravam.&lt;br /&gt;Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais. Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerravam os documentos formais? "Nestes termos, pede defenestração..." Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em:&lt;br /&gt;-- Aquele é um defenestrado.&lt;br /&gt;Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada, era a palavra exata. Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. "Defenestração" vem do francês "defenestration". Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela.&lt;br /&gt;Ato de atirar alguém ou algo pela janela! Acabou a minha ignorância mas não a minha fascinação. Um ato como este só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada abaixo. Por que, então, defenestração?&lt;br /&gt;Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como o rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimido a tempo.&lt;br /&gt;-- Lês defenestrations. Devem ser proibidas.&lt;br /&gt;-- Sim, monsieur le Ministre.&lt;br /&gt;-- São um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.&lt;br /&gt;-- Sim, monsieur lê Mnistre.&lt;br /&gt;-- Com prédios de três, quatro andares, ainda era possível. Até divertido. Mas, daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: "Interdit de defenestrer". Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.&lt;br /&gt;Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.&lt;br /&gt;-- É essa estranha vontade de jogar alguém ou algo pela janela, doutor...&lt;br /&gt;-- Humm, O Impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar -- diz o analista, afastando-se da janela.&lt;br /&gt;Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada. Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 17º andar.&lt;br /&gt;-- Querida...&lt;br /&gt;-- Mmmm?&lt;br /&gt;-- Há uma coisa que preciso lhe dizer...&lt;br /&gt;-- Fala, Amor&lt;br /&gt;-- Sou um defenestrador.&lt;br /&gt;E a noiva, em sua inocência, caminha para a cama:&lt;br /&gt;-- Estou pronta para experimentar tudo com você! TUDO!&lt;br /&gt;Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e babulcia:&lt;br /&gt;-- Fui defenestrado...&lt;br /&gt;Alguém comenta:&lt;br /&gt;-- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela?&lt;br /&gt;Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassá-lo e defenestrar esta crônica. Se ela sair é porque resisti.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-344198934899221223?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/344198934899221223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=344198934899221223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/344198934899221223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/344198934899221223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2009/06/defenestrar-luis-fernando-verissimo.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SjA5LC3zLUI/AAAAAAAAAFc/YpdHoknUuqU/s72-c/janelas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-529307729700039569</id><published>2009-03-09T19:37:00.000-03:00</published><updated>2009-03-09T19:41:08.366-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Entrevista com o Padre Antonio Vieira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Reinaldo Polito&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Com frequência ouvimos comentários elogiosos à competência do Padre Antonio Vieira. Os críticos referem-se a ele como tendo sido o maior escritor e o maior orador da língua portuguesa. Há aqueles, entretanto, que embora reconheçam seus méritos o coloquem em pé de igualdade e até em posição inferior a um seu contemporâneo, o autor de "Nova floresta", Padre Manuel Bernardes. O filólogo Silveira Bueno, com quem tive o privilégio de conviver durante seus últimos anos de vida, ao se referir à excelência dos textos produzidos por Rui Barbosa, disse: ninguém escreveu melhor que Rui Barbosa, somente o Padre Vieira, que foi o professor dele.A obra de Vieira é vastíssima. Há em seus sermões respostas para praticamente todas as perguntas que pudéssemos fazer. Por isso, resolvi imaginar uma entrevista hipotética com o grande pregador, especialmente levantando questões sobre a arte de falar em público. Polito - Algumas pessoas julgam que o senhor tenha nascido no Brasil, porque fazem essa confusão? Quem foram seus pais?Vieira - Talvez pelo fato de eu ter vindo ainda menino para o Brasil. Nasci em Lisboa no dia 6 de fevereiro de 1608 e vim para o Brasil quando ainda não havia completado 8 anos. Sou filho de Cristovão Vieira Ravasco e de D. Maria de Azevedo.P - Como nasceu sua vocação para o sacerdócio?V - Iniciei meus estudos no colégio da Companhia de Jesus, na Bahia, e encontrei ali campo fértil para despertar minha vocação. Na verdade, descobri de um momento para outro que esta seria a vida que desejava. Em 1623 ouvi uma pregação do Padre Manuel do Carmo, que falava sobre as penas infernais, e fiquei encantado. Naquele momento senti que seria sacerdote. P - Como foi o início de seus estudos para se tornar sacerdote?V - Entrei para a Companhia de Jesus aos 15 anos de idade. Não foi fácil porque meus pais foram muito resistentes a essa minha decisão. Tive de fugir para ingressar no Colégio dos Jesuítas, e pude professar ainda jovem, com 17 anos, no dia 6 de maio de 1625.P - Seu gosto pela oratória também começou cedo?V - Aos 18 anos atuei como professor de retórica em Olinda. Escolhi como tema das minhas aulas as obras de Sêneca e Ovídio. Confesso, entretanto, que não me sentia bem com essa atividade fechada em sala de aula, meu anseio era o de me envolver com a vida missionária. Ao contrário do meu contemporâneo Manuel Bernardes, que sempre foi mais contemplativo, eu desejava ação.P - Não vejo o Padre Manuel Bernardes como sendo um homem apenas contemplativo.V - Eu não disse que ele foi apenas contemplativo, mas sim que foi mais contemplativo. E estava fazendo essa observação apenas para tentar esclarecer a vida que escolhi para mim.P - Quando se tornou padre?V - Os jesuítas pediram que eu ficasse na Bahia para concluir os estudos de Filosofia e Teologia. Assim, pude ser ordenado padre em 1635. Sempre gostei do púlpito. Em 1640 proferi um dos meus sermões preferidos, Sermão contra os holandeses - Bom sucesso das armas de Portugal contra a Holanda. P - Não foi nesse sermão que o senhor confrontou e interpelou Deus?V - Absolutamente. Meu objetivo foi o de levantar o ânimo da nossa gente, usando argumentos legítimos para persuadir Deus a nos ajudar. Jamais poderia confrontar Deus sendo eu um de seus servos mais fieis.P - O senhor disse, entretanto, nesse sermão - "Não hei de pregar hoje ao povo, não hei de falar com os Homens, mais alto hão de sair as minhas palavras ou as minhas vozes: a vosso peito Divino se há de dirigir todo o sermão".V - Sim, disse. Foi apenas um recurso retórico para chamar a atenção daqueles que me ouviam. Se na verdade eu desejasse apenas que Deus me ouvisse faria sozinho uma prece silenciosa, não um sermão.P - Acho difícil entender.V - Entenderia melhor se você estivesse lá no ano de 1640, diante de uma batalha.P - O senhor foi acusado de misturar religião com política. Em algum momento suas atividades favoreceram os poderosos?V - Essa é uma invencionice daqueles que nunca se conformaram com a sinceridade das minhas pregações. No Sermão dos Escravos, que preguei no ano de 1653, em São Luis do Maranhão, para a 1ª Dominga da Quaresma, enfrentei os mais poderosos pleiteando que libertassem os índios do cativeiro, pois considerava pecado mortal escravizá-los. E respondendo diretamente à sua pergunta uso as palavras que disse nesse mesmo sermão: "Subir ao Púlpito para dar desgosto, não é de meu ânimo, e muito menos a pessoas a quem eu desejo todos os gostos, e todos os bens. Por outra parte, subir ao Púlpito e não dizer a verdade é contra o ofício, contra a obrigação, contra a consciência; principalmente em mim, que tenho dito tantas verdades, e com tanta liberdade, e a tão grandes ouvidos. Por esta causa resolvi trocar um serviço de Deus por outro: e ir-me doutrinar os índios por essas aldeias". Se disser o que eu disse com tanta coragem é ser político, então eu fui um político.P - Embora, de certa forma, a nossa conversa esteja ligada a arte de falar em público, gostaria de ser mais específico neste assunto. Lendo seus sermões será possível aprender a falar em público?V - Não produzi os sermões com essa finalidade. O objetivo das minhas pregações sempre foi o de levar às pessoas a palavra de Deus. Por outro lado, não posso ser hipócrita e ficar com falsa humildade dizendo que não. Os sermões que proferi, embora tenham sido respaldados na verdade e na sinceridade, foram elaborados no que pude encontrar de melhor na arte oratória. A leitura criteriosa e crítica poderá dar ao leitor um bom caminho para o aprendizado da comunicação em público.P - O senhor recomenda algum em especial?V - O mais apropriado para essa finalidade é o Sermão da Sexagésima, que preguei na Capela real em 1655. Nessa pregação mostrei aos padres como deveriam agir para planejar e proferir seus sermões. Foi na verdade uma aula de oratória. Trato ali de todos os aspectos relevantes sobre o orador, o tema e os ouvintes. A respeito do orador analiso suas cinco "circunstâncias": a Pessoa, o Estilo, a Ciência, a Matéria e a Voz.P - O senhor julga que esses princípios pregados há mais de 300 anos teriam aplicação prática nos dias de hoje?V - Tenho certeza que sim. Quer algo mais apropriado para os dias de hoje que o trecho desse sermão? "Sabem, Padres Pregadores, por que fazem pouco abalo os nossos sermões? Porque não pregamos aos olhos, pregamos só aos ouvidos. Por que convertia o Batista tantos pecadores? Porque assim como as suas palavras pregavam aos ouvidos, o seu exemplo pregava aos olhos." Diga-me, será que existe matéria mais atual que essas palavras? Já pensou se os nossos políticos, governantes, educadores, pregadores, todos, enfim, seguissem esses mesmos conselhos?!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-529307729700039569?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/529307729700039569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=529307729700039569' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/529307729700039569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/529307729700039569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2009/03/entrevista-com-o-padre-antonio-vieira.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-7098100239868108982</id><published>2008-10-25T10:20:00.002-03:00</published><updated>2008-10-25T10:32:51.729-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SQMf4B93YQI/AAAAAAAAAFE/w2sJhjepFDE/s1600-h/y1pBuMhuVl1PVbma-GO-ipcau_JUB965PAYE9Eqbg9jF0ZBSf47nob0PIhhNQ6YZeTtjr9n6fzKJIY.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261083837159923970" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 261px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SQMf4B93YQI/AAAAAAAAAFE/w2sJhjepFDE/s400/y1pBuMhuVl1PVbma-GO-ipcau_JUB965PAYE9Eqbg9jF0ZBSf47nob0PIhhNQ6YZeTtjr9n6fzKJIY.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Nua e Crua&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Raimundo Correia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Doire a Poesia a escura realidade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;E a mim a encubra! Um visionário ardente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Quis vê-la nua um dia; e, ousadamente, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Do áureo manto despoja a divindade; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O estema da perpétua mocidade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Tira-lhe e as galas; e ei-la, de repente, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Inteiramente nua e inteiramente Crua, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;como a Verdade! E era a Verdade! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Fita-a em seguida, e atônito recua... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;— Ó Musa! exclama então, magoado e triste, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Traja de novo a louçainha tua! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Veste outra vez as roupas que despiste! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Que olhar se apraz em ver-te assim tão nua?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;... À nudez da Verdade quem resiste?! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-7098100239868108982?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/7098100239868108982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=7098100239868108982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/7098100239868108982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/7098100239868108982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/10/nua-e-crua-raimundo-correia-doire.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SQMf4B93YQI/AAAAAAAAAFE/w2sJhjepFDE/s72-c/y1pBuMhuVl1PVbma-GO-ipcau_JUB965PAYE9Eqbg9jF0ZBSf47nob0PIhhNQ6YZeTtjr9n6fzKJIY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-2865092370074265138</id><published>2008-10-24T18:44:00.002-03:00</published><updated>2008-10-24T18:48:25.913-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ESTRELA CADENTE&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Traço de luz… lá vai! Lá vai! Morreu.&lt;/div&gt;Do nosso amor me lembra a suavidade…&lt;br /&gt;Da estrela não ficou nada no céu&lt;br /&gt;Do nosso sonho em ti nem a saudade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra onde iria a ’strela? Flor fugida&lt;br /&gt;Ao ramalhete atado no infinito…&lt;br /&gt;Que ilusão seguiria entontecida&lt;br /&gt;A linda estrela de fulgir bendito?…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde iria, aonde iria a flor?&lt;br /&gt;(Talvez, quem sabe?… ai quem soubesse, amor!)&lt;br /&gt;Se tu o vires minha bendita estrela&lt;br /&gt;Alguma noite… Deves conhecê-lo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo-te tanto nele!…Pois ao vê-lo&lt;br /&gt;Dize-lhe assim: “Por que não pensas nela?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=2" target="_self"&gt;Florbela Espanca&lt;/a&gt; - Trocando olhares - 29/07/1916&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-2865092370074265138?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/2865092370074265138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=2865092370074265138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2865092370074265138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2865092370074265138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/10/estrela-cadente-trao-de-luz-l-vai-l-vai.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-1728480689949436594</id><published>2008-09-27T08:44:00.001-03:00</published><updated>2008-09-27T08:57:14.589-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SN4fTV4ZGpI/AAAAAAAAADk/zNFjnvVvI6U/s1600-h/%7B9089b3ba-d3f4-4040-afc1-f65a7fe7ee47%7D_ronaldo%28thesun%29_190x285.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SN4fTV4ZGpI/AAAAAAAAADk/zNFjnvVvI6U/s400/%7B9089b3ba-d3f4-4040-afc1-f65a7fe7ee47%7D_ronaldo%28thesun%29_190x285.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250668632712223378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SN4fTauVLDI/AAAAAAAAADs/bp0g6oS0f9c/s1600-h/balalck.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SN4fTauVLDI/AAAAAAAAADs/bp0g6oS0f9c/s400/balalck.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250668634012199986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SN4fTWxWAUI/AAAAAAAAAD8/i6qfoweo9X8/s1600-h/SP0346%7EChelsea-Shevchenko-Posters.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SN4fTWxWAUI/AAAAAAAAAD8/i6qfoweo9X8/s400/SP0346%7EChelsea-Shevchenko-Posters.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250668632951095618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SN4fTSkrU9I/AAAAAAAAAEE/EPXKSFsMT6A/s1600-h/imagestotti.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 150px; height: 188px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SN4fTSkrU9I/AAAAAAAAAEE/EPXKSFsMT6A/s400/imagestotti.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250668631824225234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);" id="a18bb"&gt;&lt;span id="marromtit"&gt;Os quatro fabulosos que nasceram na semana  mais fértil do futebol&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;script&gt; subtitulo = ''; if (subtitulo.length&gt; 2) { document.write ('&lt;span id="a13bb"&gt;'+subtitulo+'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;') }; &lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;" id="v10bb"&gt;Simon Kuper&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 22 de  setembro de 1976, um grande jogador de futebol nasceu no Rio. "Você sabe de onde  veio o nome Ronaldo?" seu pai perguntou ao escritor Frans Oosterwijk anos  depois. "Do médico que fechou as trompas da mãe após o nascimento dele. Há, há.  Doutor Ronaldo, era o nome dele."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este nascimento deu início à semana  mais fértil da história do futebol. Quatro dias depois de Ronaldo, o pequeno  Michael Ballack nasceu em Görlitz, na República Democrática Alemã (Alemanha  Oriental), seguido por Francesco Totti, em Roma, em 27 de setembro, e o quarteto  é completado quando Andriy Shevchenko nasceu na aldeia ucraniana de  Dvirkivschyna, em 29 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente havia algo na água  naquela estação. Em 1º de julho de 1976, Ruud van Nistelrooy e Patrick Kluivert  nasceram na Holanda. Seja qual for o segredo, à medida que o quarteto completa  32 anos e se aproxima da linha de chegada, é uma chance de esboçar uma espécie  de carreira do astro moderno do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ponto a despontar é  que a origem pouco importa. No futebol moderno, é irrelevante ter vindo de uma  aldeia evacuada após o desastre de Chernobyl (Shevchenko), de uma família romana  tão tradicional que sua mãe sempre passava o uniforme de futebol (Totti), ou de  Dr Salvador-Allende-Strasse, 168, Karl-Marx-Stadt, Alemanha Oriental  (Ballack).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os quatro cresceram sonhando com a grandeza. Totti  inicialmente queria ser frentista de posto de gasolina, Ronaldo queria ser  cantor, Shevchenko lutava boxe e Ballack foi identificado pelo governo da  Alemanha Oriental como um futuro patinador de velocidade. Apenas Ronaldo foi um  adolescente prodígio: aos 17 anos, ele já estava sentado no banco de reservas da  Seleção Brasileira na final da Copa do Mundo de 1994, segundo dizem tremendo de  medo de ser chamado para entrar em campo. A primeira coisa que comprou com sua  nova riqueza foi um aparelho ortodôntico. Seus dentes "de coelho" atormentaram  sua juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros três chegaram depois. Nenhum esteve presente no  Mundial Sub-20 de 1995. Nunca mais se teve notícia do destaque do torneio, o  brasileiro Caio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ballack foi quem levou mais tempo para se tornar um  astro. Aos 22 anos, ele ainda não jogava regularmente na Bundesliga alemã. Seu  período mais longo no anonimato pode ser o motivo para ser o único no quarteto a  não ter se casado com uma modelo ou artista. Em vez disso, ele conheceu uma  garçonete bonita no Café Am Markt, em Kaiserslautern. Enquanto isso, Ronaldo  alternava entre uma legião de loiras, conhecidas coletivamente como  Ronaldinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a primeira geração de jogadores de futebol  globalizados. Apesar dos primeiros jogadores ex-soviéticos a se mudarem para o  Ocidente terem fracassado, Shevchenko trocou o Dínamo de Kiev pelo Milan e se  adaptou instantaneamente. Ele apenas se mudou de um país parcialmente  capitalista com uma forte máfia, onde o homem comum não tinha nada, para um país  parcialmente capitalista com uma forte máfia, onde o homem comum anda vestido em  Armani. Ele se casou com uma modelo americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os quatro deram  nomes cosmopolitas para seus filhos. Shevchenko batizou um filho de Jordan, em  homenagem a Michael Jordan; os meninos de Ballack são Louis, Emilio e Jordi; e o  filho de Ronaldo se chama Ronald, porque o jogador e sua esposa na época  gostavam de comer no McDonald's. Até mesmo Totti, o eterno romano, deu o nome de  Chanel a sua filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com vinte e tanto anos, estes jogadores viviam uma  sucessão de grandes momentos - apesar de Ballack não ter conseguido grandes  conquistas. O tempo no topo se move rápido demais para permitir muito tempo para  saborear. Em Yokohama, em 2002, nem uma hora depois de Ronaldo ter marcado dois  gols na conquista da Copa do Mundo, um jornalista brasileiro lhe disse: "Nós não  estamos interessados no passado, só no futuro". Ronaldo desejava conquistar o  ouro olímpico? E quanto à próxima Copa do Mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora eu não quero  sentir qualquer pressão a respeito do futuro", Ronaldo respondeu ao seu modo  sereno. "Eu só quero comemorar." Ele finalmente tinha aprendido uma habilidade  essencial para a vida no topo: dizer não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses jogadores  desenvolveram uma forma de lidar com o estresse. Totti permaneceu para sempre no  Roma, onde é amado mesmo quando não joga toda semana. Shevchenko acabou de  voltar ao Milan, o melhor clube para paparicar jogadores. Ronaldo priorizou as  Copas do Mundo, freqüentemente ficando meses fora do clube de futebol. E quando  Ballack chegou ao topo, ele já era maduro o suficiente para lidar com a  pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós agora podemos traçar o pico de cada um deles. O de Ronaldo  foi em 2002; o de Shevchenko foi em 2004, quando foi eleito jogador europeu do  ano; o de Totti foi 2006, quando conquistou a Copa do Mundo; enquanto Ballack  quase conquistou tudo neste ano. Isso mostra que quanto mais à frente se joga,  mais dependente o jogador se torna da aceleração e mais cedo é o seu pico.  Ballack, o único meio-campista real do quarteto, é aquele que mais  dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jornada termina prematuramente. Gradualmente, as lesões cobram  seu preço cumulativo. Totti e Ballack estão tendo dificuldade para retomar a  forma. Shevchenko espera marcar seu primeiro gol nesta temporada antes de seu  aniversário. Ronaldo está se recuperando em uma praia do Rio de outra lesão  terrível no joelho, mas ainda não consegue dizer adeus: "Eu sinto tamanha paixão  pelo futebol que estou pronto a fazer qualquer sacrifício para voltar". Ele  insinua jogar no Manchester City.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele foi recentemente fotografado  pela revista "Veja" em um iate, barrigudo, fumando e bebendo cerveja. De uma  forma ou de outra, é assim que termina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="v10nb"&gt;Tradução:  George El Khouri Andolfato&lt;/span&gt; &lt;!-- robots index="no" --&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-1728480689949436594?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/1728480689949436594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=1728480689949436594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/1728480689949436594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/1728480689949436594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/09/os-quatro-fabulosos-que-nasceram-na.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SN4fTV4ZGpI/AAAAAAAAADk/zNFjnvVvI6U/s72-c/%7B9089b3ba-d3f4-4040-afc1-f65a7fe7ee47%7D_ronaldo%28thesun%29_190x285.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-736678773051290584</id><published>2008-09-26T20:25:00.002-03:00</published><updated>2008-09-26T20:39:17.913-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Manhã de sábado. Chovia fino, uma garoa fria e constante. Acordei cedo pensando na noite passada. "É desconcertante rever um grande amor", dizia a a canção que tocava no rádio. Ontem tive a oportunidade de reencontrar Joana. Telegraficamente trocamos olhares furtivos. Nada acrescentar. Pelo vidro turvo da janela as flores vermelhas da bonilha pareciam roxas. Defronte a arvore vazia de pardais num jardim silencioso e verde, vejo o vulto silencioso de Beth. Ainda que chovesse, lá estava lá varrendo folhas inexistentes com uma capa amarela. TOC. mania de limpeza incurável. Os olhos de Joana ainda ~mantém aquele brilho juvenil dos quinze anos. Sua pele de um branco gasto convidavam ao toque. Impossível. Cabelos pretos encaracolados e finos. Olhos negros e nariz aquilino. Sorriso de comercial de tv. Os seios já não possuem aquela antiga firmeza... Ah! ... não entendo porque estou escrevendo essas coisas...&lt;br /&gt;Bem isso não é um diário... Sei lá ....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-736678773051290584?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/736678773051290584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=736678773051290584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/736678773051290584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/736678773051290584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/09/manh-de-sbado.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-5609484212238542676</id><published>2008-08-01T06:37:00.000-03:00</published><updated>2008-08-01T06:38:13.129-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>4 ● Público  ● Domingo 27 de Julho de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORTUGAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Literatura Autor Brasileiro eleito por maioria para principal distinção literária lusófona&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ubaldo Ribeiro ganhou Prémio Camões e foi o último a saber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distinguido escritor “com obra densa” das culturas portuguesa, africana e brasileira &lt;br /&gt;____________________&lt;br /&gt;Isabel Coutinho&lt;br /&gt;____________________ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro é o vencedor do Prémio Camões 2008. E é caso para se dizer que o autor foi o último a saber.&lt;br /&gt;Ontem, quando se realizou a conferência de imprensa num hotel de Lisboa, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, ainda não tinha conseguido entrar em contacto com o escritor brasileiro para lhe comunicar a decisão do júri. Bem tentaram atrasar o anúncio do prémio, mas de nada valeu. Ainda não se sabe quando o prémio - o mais importante da literatura lusófona - será entregue, mas Pinto Ribeiro disse que, em princípio, o montante deste ano será semelhante ao de 2007–100 mil euros.&lt;br /&gt;O júri era presidido por Ruy Espinheira Filho (escritor, jornalista e professor da Universidade Federal da Bahia), e incluía Maria Lúcia Lepecki (professora na Universidade de Lisboa, que por motivos de saúde participou por via telefónica), Maria de Fátima Marinho (professora na Universidade do Porto), Marco Lucchesi (professor na Universidade do Rio de Janeiro), João Melo (poeta e jornalista angolano) e Corsino Fortes (presidente da Associação de Escritores Cabo-Verdianos).&lt;br /&gt;Deliberou por maioria . Na sua decisão teve em consideração “o alto nível da obra literária de João Ubaldo Ribeiro, especialmente densa das culturas portuguesa, africanas e dos habitantes originais do Brasil”, lê-se na acta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “opressor lusitano”&lt;br /&gt;João Ubaldo Ribeiro, baiano, 67 anos, publica desde os 22. Nasceu na ilha de Itaparica, vive no Rio de janeiro. É neto e sobrinho de portugueses de Fafe. Foi apadrinhado por Jorge Amado na sua primeira obra - Setembro Não Faz Sentido e é membro da Academia de Letras do Brasil.&lt;br /&gt;É considerado um homem de grande cultura; poliglota, estudou e formou-se nos Estados Unidos, Alemanha e França. É mestre em Ciências Políticas. Viveu um ano em Lisboa, em 1981, graças a uma bolsa concedida pela Fundação Gulbenkian.&lt;br /&gt;Não há candidatos ao Prémio Camões, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1989, que consagra toda a obra de um autor que contribua para a projecção e reconhecimento da língua portuguesa. “O júri reúne-se e coloca na mesa nomes que são representativos, e as obras dessas pessoas são discutidas. Debatem, chegam a acordo”, explicou Espinheira Filho. São geralmente três, quatro nomes que começam a ser debatidos e desses tem que se escolher um. Faz parte do regulamento que o prémio não pode deixar de ser atribuído.&lt;br /&gt;“Na verdade, a comissão neste caso decidiu que centraria as suas discussões em escritores brasileiros. Poderia ter sido diferente mas foi assim. Da próxima vez pode ser diferente. Como o júri tem poderes pala decidir na hora como serão os trabalhos, neste caso foi isso que se deu”, revelou o presidente do júri. “Não foi fácil a decisão”, continuou.&lt;br /&gt;Ubaldo Ribeiro tem uma obra já vasta e alguns prémios importantes. Alguns dos seus livros foram sucessos internacionais: o presidente do júri destacou Viva o Povo&lt;br /&gt;Brasileiro - “o livro principal dele”. &lt;br /&gt;Hoje, o autor vive do que produz intelectualmente. É cronista semanal de vários jornais e está a escrever um novo romance. “E um escritor em plena actividade criativa e acredito que este prémio vai apanhá-lo num momento muito positivo”, declarou Ruy Espinheira Filho.&lt;br /&gt;Quando o seu livro A Casa dos Budas Ditosos (sobre a luxúria e escrito no feminino) foi publicado em Portugal, houve uma pequena polémica. Duas cadeias de hipermercados (Continente e Jumbo/Pão de Açúcar) não o quiseram vender. Estávamos em 2000, e o livro acabou por vender na época mais de 13 mil exemplares em cerca de dois meses.&lt;br /&gt;Numa entrevista que deu ao PÚBLICO nessa altura, Ubaldo Ribeiro aconselhava quem não conhecesse a sua obra que começasse por Viva o Povo Brasileiro - porque, dizia ele, tem “a ver com a colonização portuguesa, com o inter-relacionamento dos nossos povos e - parodiando os livros tradicionais de História do Brasil — narra ironicamente a luta contra o chamado opressor português: “Era assim que nós aprendíamos na escola do meu tempo : ‘0 opressor lusitano foi vencido...”&lt;br /&gt;Ontem, quando a agência Lusa disse a José Saramago (Prémio Camões 1995) o nome do vencedor deste ano, o escritor português exclamou: “Fico muito contente e até tenho vontade de dizer “Viva o povo brasileiro!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-5609484212238542676?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/5609484212238542676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=5609484212238542676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5609484212238542676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5609484212238542676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/08/4-pblico-domingo-27-de-julho-de-2008.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-5617194391969125771</id><published>2008-07-24T22:08:00.001-03:00</published><updated>2008-07-24T22:10:09.700-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPAULO%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="right"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt;"&gt;RESUMO:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;O poema &lt;b style=""&gt;Jequié&lt;/b&gt;, é um soneto de Pacífico Ribeiro, escritor que nasceu em Jequié, em 13 de outubro de 1918. Esse poema foi publicado originalmente na coletânea &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;o Meu Canto de Amor a Jequié, &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;editado em 1988. É um olhar comparativo entre o presente e o passado num passeio sentimental em meio à cidade da memória e a cidade simbólica na qual o poeta &lt;i style=""&gt;colhe em cada rua uma saudade.&lt;/i&gt; O poeta percorre a cidade mais pela memória que por sua extensão física, apesar de achá-la &lt;i style=""&gt;bela e virente,&lt;/i&gt; ele se sente entristecido quando envolvido pela &lt;i style=""&gt;bruma do passado&lt;/i&gt;. A cidade real, a Jequié cantada pelo poeta, está presente através do uso de nomes próprios (Jequiezinho, Rio de Contas), contudo, encontra-se principalmente nas impressões sentimentais do eu lírico, que revisita poeticamente por meio de metáforas e trazendo novos sentidos que determinam seu valor poético.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 36pt;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt;"&gt;Palavras-chave: saudade e cidade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 36pt;" align="center"&gt;JEQUIÉ&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 36pt;" align="center"&gt;Pacífico Ribeiro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 36pt;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 36pt;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;Jequié, terra do sol, formoso ninho,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Que me afagou na infância e mocidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Do seu berço ainda sinto todo arminho,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Aquecendo a ternura que me invade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Desce o Rio de Contas de mansinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Beijando a parte morna da cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Revejo a igreja, a ponte, o Jequiezinho,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E colho em cada rua uma saudade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Minha terra cresceu, bela e virente,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Surgiram novas ruas, nova gente,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;Velhos amigos já não vejo mais!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A bruma do passado me entristece,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Envolvendo minh´alma numa prece,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;E cobrindo o jazigo de meus pais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;A cidade e a saudade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Saudade. No dicionário de Houaiss esse termo está definido como “sentimento mais ou menos melancólico de incompletude”. Essa incompletude quase sempre, pode ser aumentada ou diminuída pela memória ou mesmo a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável. Se para um lexicólogo renomado já é difícil definir esse termo, ainda mais difícil ainda é traduzi-lo numa linguagem literária em forma de versos em um soneto.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Pacífico Ribeiro poeta que tentou traduzir em imagem poética todo o amor que sentia por sua cidade natal, neste poema intitulado &lt;i style=""&gt;Jequié&lt;/i&gt; retoma um tema constante na literatura o saudosismo da terra natal. O poeta inicia o soneto chamando a cidade de formoso ninho, evidenciando o caráter maternal e protetor do local de nascimento. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 9.05pt; text-align: center; text-indent: 26.95pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Jequié, terra do sol, formoso ninho,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Que me afagou na infância e mocidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Do seu berço ainda sinto todo arminho,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Aquecendo a ternura que me invade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Esse primeiro quarteto inteiro é formado por metáforas que chamam a atenção pelo sentido de abrigo e amparo trazidos ao momento presente pela memória do autor: além de ninho, já citado, estão termos como: &lt;i style=""&gt;afagou,&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;berço&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;arminho, aquecendo e ternura. &lt;/i&gt;A palavra ninho nos traz a mente um lugar de proteção e abrigo; o arminho, talvez devido à sua aparência simpática e pelagem valiosa, tem estimulado a imaginação do Homem. No Japão é considerado um símbolo de boa sorte e na Europa medieval e renascentista era visto como símbolo de pureza&lt;a style="" href="#_edn1" name="_ednref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A imagem poética lembra um lar acolhedor onde se encontra refúgio e tranqüilidade.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A própria sonoridade dos versos 1/3 com rimas pobres: &lt;i style=""&gt;ninho e arminho&lt;/i&gt; podem nos remeter aos sufixos formadores de diminutivo na língua portuguesa e que são usados estilisticamente para evidenciar o caráter afetivo imaginado por ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Desce o Rio de Contas de mansinho,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Beijando a parte morna da cidade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Revejo a igreja, a ponte, o jequiezinho,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;E colho em cada rua uma cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;A Jequié cantada nessa segunda estrofe, não existe enquanto espaço construído, e sim, enquanto memória. Esta cidade poderia estar no mesmo rol daquelas descritas por Ítalo Calvino em “As Cidades Invisíveis&lt;a style="" href="#_edn2" name="_ednref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;” (CALVINO, 2003, p.6). Diomira por exemplo era desconhecida por Marco Pólo, mas ao avistar alguns símbolos nela existentes, o viajante veneziano fica com a impressão de já tê-la visto anteriormente; e a razão disso era reconhecer os símbolos desta em outras cidades nas quais havia passado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Segundo Paulo Sérgio Rounet (ROUNET, 1997, p.65), muitas cidades são originadas diretamente da concepção do mundo dos seus idealizadores. &lt;st1:personname productid="Em Pac￭fico Ribeiro" st="on"&gt;Em Pacífico Ribeiro&lt;/st1:personname&gt;, esta visão fica&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;repleta de saudades, pois esse lugar cantado é visto em sua relação com o passado “&lt;i style=""&gt;e colho em cada rua uma saudade”&lt;/i&gt;. Os lugares acima citados, por certo ainda estão lá, mas, ao percorrer tais espaços, o poeta não pode revê-los com os olhos do presente, pois é ao passado que retorna. &lt;span style=""&gt;Percebe-se ainda nesses versos que o espaço urbano descrito pelo poeta se compõe de objetos do cotidiano real:&lt;/span&gt; &lt;i style=""&gt;A igreja, a ponte e o jequiezinho&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;, confirmando as teorias de LYNCH (1997) quando levanta a proposta de que o conteúdo visual de uma cidade se constitui por cinco tipos de elementos: vias, limites, bairros, pontos nodais e marcos, sendo estes últimos os objetos do real cotidiano. Unir-se a esses elementos não significava para o eu lírico um esconderijo, mas deles fazer-se elemento integrante, como preenchimento de seu vazio interior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Minha terra cresceu, bela e virente,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Surgiram novas ruas, nova gente,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Velhos amigos já não vejo mais!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Do mesmo modo que Isidora era a cidade dos sonhos de Marco Pólo, Jequié é a cidade dos sonhos de Ribeiro.&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;i style=""&gt;A cidade sonhada o possuía jovem; em Isidora, chega em idade avançada. Na praça, há o murinho dos velhos que vêem a juventude passar; (...). Os desejos agora são recordações. (&lt;/i&gt;Calvino, 2003, p.12). Ao ver sua cidade crescer “&lt;i style=""&gt;bela e virente&lt;/i&gt;”, o poeta entende que o progresso da cidade é inevitável e os dois primeiros versos desse terceto possuem verbos no tempo pretérito. Pode se supor que o eu lírico estivesse ausente quando essas mudanças ocorreram. A nova &lt;i style=""&gt;gente &lt;/i&gt;que freqüenta essas ruas se contrapõe aos &lt;i style=""&gt;velhos amigos&lt;/i&gt; que não mais são vistos, afinal, os últimos, habitavam uma cidade que não mais existe, ou melhor, continua existindo na memória do poeta. É interessante notar a mudança do verbo no último verso do terceto: &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Vejo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, o verbo está no presente, sendo a cidade declamada pelo poeta, um lugar imaginário, os limites do tempo e do espaço tornam-se necessariamente fluidos, presente e passado são retomados num flash tornando-os indistintos entre si, como preconiza Gaspar Simões: “O homem só é alguma coisa quando se imobiliza ou deixa imóvel fora dele o que num instante se foi” (SIMÕES, 1931, p.45-46).&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;È principalmente esse instante que o poeta eterniza em versos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A bruma do passado me entristece,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Envolvendo minh’alma numa prece&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;E cobrindo o jazigo de meus pais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2" style="line-height: 200%;"&gt;&lt;span style="line-height: 200%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Nesse último terceto o passado comparado metaforicamente como algo misterioso e escuro: bruma. A saudade retoma com força os versos finais revelando todo o esforço do poeta ao reconstruir a cidade imaginaria em sua memória poética. Marco Pólo (CALVINO, p.10) ao relembrar a cidade de Zora, conta que a cidade se torna imagem extraordinária e direta para todo indivíduo que a visita. Em cada ponto do local a memória se torna completa, o acesso a ela é imediato. Desse modo, aquele que a freqüenta apenas uma vez tem em si tudo o que a cidade contém, tornando-a imutável. A cidade tornar-se-ia, então, o lugar ideal da permanência da informação memorial, ressaltada pela presença da palavra &lt;i style=""&gt;jazigo,&lt;/i&gt;local propício de lembranças pois lá estão os antepassados do poeta e por extensão dos habitantes de uma cidade. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Em Zora apenas se tem a sensação de saber onde tudo está e da certeza da sua imutabilidade. &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;“Zora tem a propriedade de permanecer na memória ponto por ponto(...) O seu segredo é o modo pelo qual o olhar percorre as figuras que se sucedem como uma partitura musical da qual não se pode modificar ou deslocar nenhuma nota.”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Nos versos de Pacífico acima, nota-se a fragmentação do curso narrativo cronológico da vida. A imagem real é vista em pedaços que são captados pelos olhos e rapidamente codificados em palavras, formando um todo. Assim, aquela imagem que parecia cortada, se apresenta na íntegra, ainda que disforme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;Ao apresentar os elementos urbanos que constituem a cidade que ama e viveu, o poeta se revela como um homem saudoso e triste. Embora seu olhar fosse um olhar onisciente, que via a cidade com os olhos no passado, sua visão do real o mantinha intimamente conectado à realidade que o rodeava. Dela era ser integrante, alvo de todas as suas ações enquanto cidade. Era um transeunte, um passageiro, ou seja, um cidadão urbano&lt;span style=""&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;REFERÊNCIAS:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;CALVINO, Ítalo. &lt;i style=""&gt;As cidades invisíveis.&lt;/i&gt; São Paulo: Publifolha, 2003.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;HOUAISS, Antônio. &lt;i style=""&gt;Dicionário eletrônico houaiss. &lt;/i&gt;Disponível na Internet. Httpp:// www.houaiss.uol.com.br . Acessado em 14/07/2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;LYNCH, Kevin. &lt;i style=""&gt;A imagem da cidade.&lt;/i&gt; Trad. Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 1997.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;RIBEIRO, Pacífico. &lt;i style=""&gt;Meu Canto de amor a Jequié. &lt;/i&gt;Salvador: Editora Arpoador, 1988.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;ROUANET, Sérgio Paulo. A cidade iluminista. In: SCHIAVO, Cléia e ZETTEL, Jaime (org). &lt;i style=""&gt;Memória, cidade e cultura.&lt;/i&gt; Rio de Janeiro: IPHAN, 1997.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;SIMÕES, João Gaspar. &lt;i style=""&gt;O mistério da poesia.&lt;/i&gt; Coimbra: Imprensa da universidade,1931.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 9.05pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 36pt;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Artigo apresentado à professora Valéria Lessa Mota como avaliação da disciplina Literatura Brasileira V, no II período letivo de 2007 em julho de 2008.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Aluno do VI semestre do curso de Letras da Uesb, campus de Jequié. E-mail: paulo.cesar1075@hotmail.com Fone: (73) 3526 3296&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style=""&gt;&lt;!--[if !supportEndnotes]--&gt;&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="edn1"&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ednref1" name="_edn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Alguns exemplos conhecidos de arminhos enquanto símbolos de pureza incluem um quadro de Leonardo da Vinci “moça com arminho” e um retrato de Isabel I, de Inglaterra, onde a rainha-virgem aparece representada com um arminho no colo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="edn2"&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ednref2" name="_edn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Todas as citações feitas neste artigo são da Edição 2003 da publifolha.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-5617194391969125771?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/5617194391969125771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=5617194391969125771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5617194391969125771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5617194391969125771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/07/normal-0-21-false-false-false.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-2936212061956808739</id><published>2008-07-11T21:22:00.002-03:00</published><updated>2008-07-11T22:12:53.928-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por onde havia andado não sei. Mas o rosto esquálido, a pele enrugada e um olhar de medo e desconfiança causavam tristeza. as palavras desconexas e os cabelos brancos davam mesmo a impressão de demência. Aquele velho abandonado num ponto de ônibus, realmente causou em mim uma sensação estranha.&lt;br /&gt;    Aquela sensação me perseguia, mesmo quando entrei no trabalho. mecanicamente exerci minhas funções mas seu olhar de fogo era como um vigia atento. De repente sou interrompido em minhas cogitações pela voz veludosa de Manuela. Voz firme  e sensual como uma canção de jazz.&lt;br /&gt;  -  Não conseguia entender esse e-mail enviado pela loja Centrix.&lt;br /&gt;  - Pede para enviar uma segunda via do pedido pois a original foi extraviada.&lt;br /&gt;  -  Qual o código que devo digitar o  do produto ou da loja? - pergunta-me -&lt;br /&gt;Respondo qualquer coisa querendo ficar sozinho outra vez, mas ela insiste em contar sobre a nova secretaria da diretoria. O perfume que exala do seu corpo é doce tão aveludado quanto a voz. Tento olhar nos  olhos dela, mas não consigo sustentar o olhar.  A menina perfumada tem um olhar penetrante e misteriosa. A associação é inevitável: "Olhos de ressaca oblíquos e dissimulados".&lt;br /&gt;    Um vestido rosa bem claro com alças leves conseguem manter seus belos seios hirtos  e firmes imagináveis, mas não visíveis próximo ao meu corpo. Não tenho como me manter atento ao que ela diz, minha imaginação vaga entre a visão do velho abandonado na praça e essa beleza baiana aqui tão próximo.&lt;br /&gt;    - Você sabe que ela é formada em administração? pois é, numa dessas faculdades EAD! E o pior usa sempre aquele português pedante dos gramáticos!&lt;br /&gt;  E continua descrevendo com todos os detalhes possíveis os defeitos da nova funcionária.&lt;br /&gt;Sua antipatia por certo devia ser causada pela beleza da outra. Não precisava. Sua pele morena, apenas realçava mais a beleza impudica...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-2936212061956808739?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/2936212061956808739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=2936212061956808739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2936212061956808739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2936212061956808739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/07/por-onde-havia-andado-no-sei.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-6969682233894282061</id><published>2008-07-06T11:55:00.000-03:00</published><updated>2008-07-06T11:58:54.922-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>INTERVALO&lt;br /&gt;Quem te disse ao ouvido esse segredoQue raras deusas têm escutado -Aquele amor cheio de crença e medoQue é verdadeiro só se é segredado?...Quem te disse tão cedo?&lt;br /&gt;Não fui eu, que te não ousei dizê-lo.Não foi um outro, porque não sabia.Mas quem roçou da testa teu cabeloE te disse ao ouvido o que sentia?Seria alguém, seria?&lt;br /&gt;Ou foi só que o sonhaste e eu te o sonhei?Foi só qualquer ciúme meu de tiQue o supôs dito, porque o não direi,Que o supôs feito, porque o só fingiEm sonhos que nem sei?&lt;br /&gt;Seja o que for, quem foi que levemente,A teu ouvido vagamente atento,Te falou desse amor em mim presenteMas que não passa do meu pensamentoQue anseia e que não sente?&lt;br /&gt;Foi um desejo que, sem corpo ou boca,A teus ouvidos de eu sonhar-te disseA frase eterna, imerecida e louca -A que as deusas esperam da lediceCom que o Olimpo se apouca.&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ABDICAÇÃO&lt;br /&gt;Toma-me, ó noite eterna, nos teus braçosE chama-me teu filho... eu sou um reique voluntariamente abandoneiO meu trono de sonhos e cansaços.&lt;br /&gt;Minha espada, pesada a braços lassos,Em mão viris e calmas entreguei;E meu cetro e coroa - eu os deixeiNa antecâmara, feitos em pedaços&lt;br /&gt;Minha cota de malha, tão inútil,Minhas esporas de um tinir tão fútil,Deixei-as pela fria escadaria.&lt;br /&gt;Despi a realeza, corpo e alma,E regressei à noite antiga e calmaComo a paisagem ao morrer do dia.&lt;br /&gt;Fernando Pessoa, 1913&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-6969682233894282061?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/6969682233894282061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=6969682233894282061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/6969682233894282061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/6969682233894282061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/07/intervalo-quem-te-disse-ao-ouvido-esse.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-7367655923271201599</id><published>2008-06-18T22:22:00.004-03:00</published><updated>2009-06-10T20:03:23.941-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SjA7ma8WfpI/AAAAAAAAAFs/HknI6pjNTuc/s1600-h/2+moÃ§a+na+janela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345838288942300818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 84px; CURSOR: hand; HEIGHT: 118px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SjA7ma8WfpI/AAAAAAAAAFs/HknI6pjNTuc/s400/2+mo%C3%A7a+na+janela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;"Tudo que é sólido desmancha-se no ar" &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz frio na cidade sol. O vento sopra incessante sobre as folhas de um verde vivo no quintal. O vidro da janela reflete a tênue luz do dia que se finda pausadamente. A tristeza que invade o meu peito me oprime. Sei que devo chorar mas não consigo. O tempo passa lentamente. Os últimos pardais apressados se rejubilam entre folhas e formigas no chão. Sinto-me um fracasso! Sinto cansado. Sei lá! Minha vida entrou no turbilhão sem fim. Incendiado por esse sentimento de incapacidade, de impossibilidade de mudança! Se ao menos pudesse antever uma sáida já seria o suficiente para entrar na luta.&lt;br /&gt;Lembro-me das tardes solitárias da infância. Brincava sozinho com meus brinquedos. Minha mãe sempre ocupada nos afazeres diários. Meu velho pai na lida para manter casa e familia. Recordo-me do silêncio em cada canto da casa. Sabia de cor o canto dos passarinho de tanto ouvi-los. O estridente canto da Garrincha. O sussurro macio das Lavandeiras, o repicar contínuo dos onipresentes pardais, o triste canto dos canários.&lt;br /&gt;Sentado em frente a porteira do sítio onde morávamos mirava o horizonte sonhando em como seria morar na cidade. Correr pelas ruas, brincar com outras crianças. Subia o morro com agilidade e destreza. Sabia o nome das plantas e ervas... Eu era feliz e sabia! Só não entendia que o tempo é como um automóvel veloz, sem marcha ré. E por que não dizer... sem freio.&lt;br /&gt;O telefone toca insistente. Para que atender? Nada pode mudar meu estado de espírito hoje. Nenhuma notícia boa. Nenhuma voz amiga. Ah! Quem me dera o tempo da esperança...&lt;br /&gt;Vejo sobre a mesinha de cabeceira um livro que terminei de ler no domingo a noite: Breve romance de um sonho, um bom livro bem escrito, com ótimo enredo.Tudo vai bem na vida do dr. Fridolin e de sua mulher, Albertine. Ambos são jovens, belos, prósperos e têm uma filhinha adorável. Pode-se dizer que, na Viena dos anos 1920, eles formam uma família burguesa exemplar. Até que, numa noite, depois de um baile de máscaras e vários goles de champanhe, Albertine decide confessar ao marido uma antiga fantasia erótica. Perturbado pela história secreta de sua mulher, o dr. Fridolin sai no meio da noite para atender a um paciente em estado grave. A partir desse momento, tudo o que parecia dar sustentação ao mundo das personagens começa a entrar numa espécie de vertigem. Rapidamente o dr. Fridolin se vê enredado numa estranha aventura sexual, em que o desejo e o perigo de morte se auto-alimentam. Ao final da narrativa, o leitor fica com a impressão de que a volta à "realidade de todos os dias" não será mais possível - não para as personagens que a vivenciaram.&lt;br /&gt;Eu também conheço minhas limitações e na luta constante do dia-a-dia quase sempre esqueço daquela recomendação básica de schopenhauer:“&lt;em&gt;Viver e sofrer”.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas, apesar de todo seu profundo pessimismo, a filosofia de Schopenhauer aponta algumas vias para a suspensão da dor. Num primeiro momento, o caminho para a supressão da dor encontra-se na contemplação artística. A contemplação desinteressada das idéias seria um ato de intuição artística e permitiria a contemplação da vontade em si mesma, o que, por sua vez, conduziria ao domínio da própria vontade. Na arte, a relação entre a vontade e a representação inverte-se, a inteligência passa a uma posição superior e assiste à história de sua própria vontade; em outros termos, a inteligência deixa de ser atriz para ser espectadora. A atividade artística revelaria as idéias eternas através de diversos graus, passando sucessivamente pela arquitetura, escultura, pintura, poesia lírica, poesia trágica, e, finalmente, pela música. Em Schopenhauer, pela primeira vez na história da filosofia, a música ocupa o primeiro lugar entre todas as artes. Liberta de toda referência específica aos diversos objetos da vontade, a música poderia exprimir a Vontade em sua essência geral e indiferenciada, constituindo um meio capaz de propor a libertação do homem, em face dos diferentes aspectos assumidos pela Vontade.&lt;br /&gt;Chega de filosofia, vou tomar minha dose noturna de caféina enquanto ouço Enya tristemente cansado... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-7367655923271201599?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/7367655923271201599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=7367655923271201599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/7367655923271201599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/7367655923271201599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/06/tudo-que-slido-desmancha-se-no-ar-faz.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SjA7ma8WfpI/AAAAAAAAAFs/HknI6pjNTuc/s72-c/2+mo%C3%A7a+na+janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-8000081919491749477</id><published>2008-05-04T15:28:00.002-03:00</published><updated>2008-12-09T18:27:29.385-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SB4A4jq9dGI/AAAAAAAAADA/pLrEFL5Wtt4/s1600-h/meus+alunos+hoje.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196591991680234594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SB4A4jq9dGI/AAAAAAAAADA/pLrEFL5Wtt4/s400/meus+alunos+hoje.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Desperte o interrese do seus alunos em poesia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professores relatam como usam materiais de apoio da Olimpíada de Língua Portuguesa para despertar o interesse de seus estudantes pela poesia&lt;br /&gt;A aplicação em sala de aula do material de apoio, que será distribuído às escolas públicas de todo o país, para despertar o interesse dos estudantes pela poesia, pode esbarrar no desequilíbrio de repertório nas salas de aula. A apreciação de poemas escritos pode ser vista como impenetrável a quem, por exemplo, teve alfabetização capenga. Professores que sentem tal dificuldade na pele aprendem na sala de aula a contornar o problema de forma muitas vezes criativa. Chegam, por exemplo, a aprimorar as orientações contidas nos materiais de apoio do projeto que inspirou a Olimpíada de Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;Foi com a ajuda de cantadores nordestinos que as professoras Joana D'Arc Pereira da Silva, de Crato (CE), e Maria Josélia Pereira de Araújo, de Pesqueira (PE), enriqueceram o conteúdo de orientação ao professor do concurso de redação Escrevendo o Futuro, realizado pela Fundação Itaú Social desde 2002 e que agora ganha escala ao inspirar a iniciativa do MEC, a primeira Olimpíada de Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;Este ano, o projeto das duas não só integra a primeira maratona do gênero no país como recebe a chancela do Ministério da Educação.&lt;br /&gt;Em 2002, Josélia tomou contato pela primeira vez com o projeto do Itaú Social. Ela lecionava para alunos do 6º ano (antiga 5ª série), além das classes do 4º ano, na Escola Intermediária Maria Aliete de Freitas Macedo, em Pesqueira. A missão de ensinar o gênero poesia foi dura, já que a turma sofria com falha anterior: problemas graves de alfabetização.&lt;br /&gt;Foi aí que ela teve a idéia de tornar a poesia mais próxima da realidade daqueles meninos por meio do canto entoado na região. Chamou um poeta local para explicar as várias estruturas possíveis de rimas e demonstrar que o gênero não era tão difícil assim de ser trabalhado.&lt;br /&gt;- Antes eu tinha dificuldade de estimular a produção deles. Com o projeto, a evolução de todos foi visível - explica.&lt;br /&gt;Três anos depois, foi a vez de Joana D'Arc, hoje com 27 anos de magistério, ter iniciativa similar e chamar artistas da cidade para sua sala de aula. A atividade foi tão bem absorvida pelos alunos que levou à classificação (em segundo lugar no país) da aluna Camila Felix da Silva, aluna da escola de Ensino Fundamental Estado da Paraíba, na qual a professora leciona.&lt;br /&gt;- Além de facilitar o ensino, chamar os artistas locais para a sala de aula é uma forma de dar credibilidade a eles - explica.&lt;br /&gt;Fora da realidadeAssim como Josélia, outros professores também sentiram os percalços da alfabetização falha. No município de Franco da Rocha (SP), o professor Luiz Cássio Bordim, conhecido por Gijio, descobriu logo nas primeiras aulas com o material de apoio do Escrevendo o Futuro que seus alunos da E. E. Zilton Bicudo Professor não tinham consciência do conceito de poesia.&lt;br /&gt;- Estamos aqui em um bairro carente, cheio de necessidades e, apesar de o tema ser "O lugar onde vivo", os alunos não conseguiam transpor isso para o papel. As poesias criadas nesse primeiro momento não refletiam a realidade deles - conta.&lt;br /&gt;Com o apoio do professor e depois de muito treino escrito, os estudantes entenderam que uma poesia pode retratar, sim, as adversidades do cotidiano, e não só amizade, amor e beleza, como acreditava a maioria, recorda o professor.&lt;br /&gt;Para estimular a produção, Gijio fez questão de usar poemas produzidos na escola para exemplificar pontos positivos da criação, como coerência, encadeamento adequado de rimas e criatividade.&lt;br /&gt;- No começo, eles ficavam assustados com os poemas consagrados. Aí tive a idéia de usar o material produzido por eles próprios - conta.&lt;br /&gt;O empenho do professor garantiu a classificação da aluna Yasmim Conceição Alves, em 2006, no Escrevendo o Futuro. A poesia da aluna, que ainda estuda na Zilton Bicudo, foi a campeã no Estado de São Paulo e ficou entre as sete melhores no país.&lt;br /&gt;Professor no banco da escola O material do concurso estimulou muitos professores a refletirem sobre o seu conteúdo programático de aulas. Nas oficinas de formação dos docentes, muitos perceberam que deixavam a desejar e poderiam aprofundar-se no tema poesia.&lt;br /&gt;- Com o material nas mãos, percebi que estava ensinando da maneira errada. Também percebi que minha bagagem era limitada. O projeto abriu novas possibilidades de ensino - conta a professora Maria Josélia, de Pesqueira.&lt;br /&gt;- Antes do Escrevendo o Futuro, acho que nem eu mesmo gostava de poesia, quanto mais trabalhar com ela em sala de aula - conta Gijio, de Franco da Rocha.&lt;br /&gt;Hoje, o professor planeja, para o futuro, conseguir patrocínio para reunir em livros, todo ano, as poesias produzidas pelos alunos. O objetivo é ter um registro que poderá demonstrar a evolução do bairro a cada livro.&lt;br /&gt;Já Joana D'Arc decidiu expandir a experiência e, ao lado de outra professora de Crato e com o apoio da secretaria Estadual de Educação do Ceará, trabalha a formação de 150 professores da rede. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-8000081919491749477?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/8000081919491749477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=8000081919491749477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8000081919491749477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8000081919491749477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/05/desperte-o-interrese-do-seus-alunos-em.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SB4A4jq9dGI/AAAAAAAAADA/pLrEFL5Wtt4/s72-c/meus+alunos+hoje.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-5451302051889107618</id><published>2008-04-30T21:55:00.002-03:00</published><updated>2008-12-09T18:27:29.563-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SBkYbTq9dFI/AAAAAAAAAC4/ZQoTI3PlaH4/s1600-h/Edward+hoppe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195210502564574290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SBkYbTq9dFI/AAAAAAAAAC4/ZQoTI3PlaH4/s400/Edward+hoppe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas afinal o que é solidão? No dicionário está definido como está só ou o estado de daquele que se sente só. A solidão é um estado interno, é principalmente certo sentimento de que algo ou alguém está faltando. Uma sensação de separatividade e desconexão com algo ainda inconsciente, sendo que numa visão espiritual seja a separação de Deus.&lt;br /&gt;Atualmente, muitas pessoas optam por moraremm só e que apresentam um a vida bastante independente. Não podemos dizer que são pessoas solitárias, desde que elas se sintam em paz consigo mesmo. Entretanto, o que se mostra é que o sentimento de solidão pode estar presente em qualquer lugar ou situação. A pessoa pode sentir solidão durante uma festa com os amigos, no trabalho e até mesmo dentro de casa com a própria família. Para mim a pior solidão é aquele que sinto entre gente conhecido, é o não poder me enturmar, a solidão que a timidez traz para dentro de mim.&lt;br /&gt;Cada ser humano vem sozinho ao mundo, atravessa pela vida como uma pessoa separada e morre finalmente sozinho. As fases de passagem pela vida física e para além dela trazem muitas experiências, onde tudo é passageiro e impermanente. As situações, os encontros e os fatos da vida surgem, permanecem por algum tempo e se vão.&lt;br /&gt;Portanto, procuro refletir quando estou me sentido solidão. Com o que ainda está resistindo no momento atual? Existe algo que precis partir e eu ainda não percebi ou não aceitei essa possibilidade?&lt;br /&gt;A idéia da separação e do estar só é apenas uma ilusão, pois nada se vai totalmente e nada está separado. Ficará sempre a lembrança no qual contém toda a experiência e vivência ocorrida o que é muito rico.&lt;br /&gt;Perceber quandolestá se sentindo só é muito importante para o meu crescimento. Utilizar-me desse sentimento como uma alavanca para assumir plenamente a minha vida, para agir a partir disso, fortalecer a minha base e seguir em frente, manifestando a minhaa própria força dentro dos meus objetivos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;objetivo:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Tenha a sua própria companhia, dê atenção, escute, e acolha aquilo que você é e manifesta. Seja o seu melhor amigo. A partir de então, você perceberá que a solidão deixará de existir naturalmente.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-5451302051889107618?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/5451302051889107618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=5451302051889107618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5451302051889107618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5451302051889107618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/04/mas-afinal-o-que-solido-no-dicionrio.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/SBkYbTq9dFI/AAAAAAAAAC4/ZQoTI3PlaH4/s72-c/Edward+hoppe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-4292629956273550483</id><published>2008-04-07T22:46:00.002-03:00</published><updated>2008-12-09T18:27:29.953-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/R_rOk0n79YI/AAAAAAAAACc/iCF-CQ9a7DQ/s1600-h/04+automat.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186685052867310978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/R_rOk0n79YI/AAAAAAAAACc/iCF-CQ9a7DQ/s320/04%2Bautomat.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;       Nostalgia. Sempre acompanhada pela solidão. Amiga da noite e da lua impassível. Por que fugir de si mesma sabedora de que sempre se encontrará num circulo sem fim. Falsas amizades. Esperanças falhas. E a certeza sobre todas as horas. Não há ninguém. Namorados muitos, mas todos em busca do mesmo. Prazer e dor. Dicotomia indisfarçável do nada ao nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Sentada agora neste café noturno numa cidade grande. Realizada? não. Mas o que deseja na verdade? qual o seu obejtivo de vida? Tudo o que quer é uma pessoa amiga paa conversar! Amiga! alguma vez já teve uma amizade verdadeira? Dificil resposta. Tantas vezes foi traída... outras traidora e a sufocante angústia de que sempre caminhou em duas direções opostas. Quem queria ser? quem de fato era.  A essência da vida era a inquestionável solidão. Nunca conseguiu se livrar dessa certeza mesmo em meio a muita gente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Escolheu seus proprios caminhos e os seguiu. Escolheu sua carreira e lutou para galgar espaços numa área em que ser mulher era um obstáculo.  Contudo, não era de desistir, nunca se dobraria diante de qualquer dificuldade. Lutar sempre, vencer ás vezes. Mas a inquestionável pergunta: para que? O que fazer com a liberdade de escolha? Eram  tantas as  possibilidades que a independência financeira havia lhe proporcionado... No entanto,  entre os muitos caminhos por onde se arriscou e se atirou de corpo inteiro,  acabou enfim arcando com os ônus da indesejável solidão. Hábitos regulares ou irregulares. Fuga e compensação. Disciplinada ou não. Tanto faz se a cada esquina continua a perene surpresa: não há nada nem ninguém para encontrar. Faz um gesto autômato para pedir a conta. Sai apressadamente acompanhada pela própria sombra ouvindo a orquestra ritmada dos sapatos sobre a calçada insólita. Sabe o que há espera... Um colchão macio e confortavelmente vazio... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-4292629956273550483?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/4292629956273550483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=4292629956273550483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/4292629956273550483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/4292629956273550483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/04/nostalgia.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/R_rOk0n79YI/AAAAAAAAACc/iCF-CQ9a7DQ/s72-c/04%2Bautomat.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-2429260716633878601</id><published>2008-04-02T23:43:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T18:27:30.173-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Terça-feira, १&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cnncba.blogspot.com/2007/09/negro-ou-preto-como-se-declarar-o.html"&gt;NEGRO OU PRETO: COMO SE DECLARAR O AFRICANO NO BRASIL&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WxtVM2yP0PA/RucuHRFhylI/AAAAAAAAAGM/6pLtCB95cXI/s1600-h/walter.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Walter Passos. Teólogo, Historiador, Pan-africanista, Afrocentrista e Presidente do CNNC – Conselho Nacional de Negras e Negros Cristãos. Pseudônimo: Kefing Foluke.Com o avançar da luta contra a discriminação racial no Brasil, grupos se auto-declaram negros ou pretos. Alguns dizem: “preto é cor e negro é raça”. Ninguém diz que é da raça preta. Sabemos que há uma só raça, que é a humana, e ela foi criada por Deus no Jardim do Édem, segundo os criacionistas. Conforme os estudos históricos, hermenêuticos e exegéticos, os homens foram criados da cor da lama preta. Os evolucionistas acreditam que houve uma evolução do ser humano; e os fósseis mais antigos estão na África. Por conseguinte, toda a humanidade surgiu nesta terra abençoada, com bastante melanina, da cor preta.Os europeus, com as suas línguas, renomearam locais e civilizações. Como exemplo, temos a palavra Mesopotâmia, que na língua grega significa "entre rios" (meso - pótamos). Sabemos que a Grécia começou a formar-se provavelmente entre 2.000 a.C a 1800 a. C . As civilizações que estavam na Mesopotâmia já existiam há milhares de anos e chamavam essa região “terra dos étiopes”.Não podemos perder o foco da discussão. Essas colocações acima são apenas uma chamada à reflexão sobre a palavra negro e a palavra preto. E já vos deixo estas perguntas:Qual civilização européia denominou os habitantes da África de negro ou preto?Como devemos nos auto-declarar, sem um conhecimento da história, etnolingüística e da semântica?O que está por detrás da palavra negro?Qual é o seu verdadeiro significado?Como se auto-declaravam, nos documentos, os antigos egípcios?O que significa nigger e black na língua inglesa?Não sendo eu um etnolingüista, este texto é uma provocação para que as pretas e pretos lingüistas emitam opiniões e, assim, trabalhemos para a (des)construção da dominação lingüística que paira sobre o nosso povo. Sendo esse texto bem pessoal, o leitor observa a minha preferência pelo termo preto e não negro. Acredito que todo escrito traz implícita uma dose de parcialidade. Também é fato que todos os pan-africanistas que conheço se auto-declaram africanos no Brasil e pretos na diáspora.A palavra negro vem do latim niger e nigur, que se originou do grego necro, e significa “morte”. Você pode se lembrar de quantas palavras do radical grego necro temos na língua portuguesa? A palavra necromancia, que significa adivinhação através dos mortos, se aplica como “magia negra”. Sem falar de necrotério. Uau! Só coisa de morte. E aí começam os problemas. Foram os romanos quem usaram esta palavra, que em algumas línguas neolatinas se tornou: nègre – francês, negro – espanhol, negro – português, nero – italiano.A língua é usada para dominar, manipular, distorcer. A língua é uma das formas mais eficazes de o explorador racista dominar um povo, e a língua portuguesa é oriunda de nações escravizadoras: os gregos e os romanos.Na África, até a chegada dos europeus, não havia “negros” e “pretos”, mas africanos de múltiplas e variadas tradições culturais. Os africanos, de múltiplas cores, tornaram-se “negros” apenas em relação aos europeus dominadores. Assim escreveram Maestri e Carboni, em A Linguagem escravizada.É interessante notar que a antropologia européia cria o vocábulo negro para “estudar e classificar” as civilizações invadidas, especialmente da África. A antropologia é uma das mais poderosas armas do europeu para mistificar e manipular as civilizações invadidas e dominadas.Conforme os escritos do afrocentrista Cheik Anta Diop, os egípcios se consideravam povos da pele “preta como o carvão” e tinham apenas um termo para designar a si mesmos: kmt "os pretos" &lt;a name="aquarentaequatro"&gt;(literalmente)&lt;/a&gt;. O adjetivo kmt significa rigorosamente "preto'', ou, pelo menos, “homens pretos”. O termo é um coletivo que descrevia, portanto, o conjunto do povo do Egito faraônico como um povo preto. E eles foram uma das mais antigas civilizações da África e do planeta.A nossa conversa está ficando muito longa e, como disse anteriormente, estamos começando a discussão.Ser negro ou ser preto? Ou ser africano na diáspora?Como você leitor (a) se declara?Esse espaço está aberto para que possamos denegrir as palavras com um empretecimento do nosso ser.&lt;br /&gt;Postado por CNNC/BA &lt;a title="Enviar esta postagem" href="http://www.blogger.com/email-post.g?blogID=5816432846113765276&amp;amp;postID=8155566624792628734"&gt;  &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-2429260716633878601?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/2429260716633878601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=2429260716633878601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2429260716633878601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2429260716633878601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/04/tera-feira-negro-ou-preto-como-se.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-1365292804959421907</id><published>2008-03-09T22:36:00.000-03:00</published><updated>2008-03-09T22:37:58.903-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>The theatre of cruelty&lt;br /&gt;Last Updated: 12:01am GMT 01/03/2008&lt;br /&gt;Nicholas Shakespeare reviews Blood &amp;amp; Rage: a Cultural History of Terrorism by Michael Burleigh&lt;br /&gt;We live in an age of cultural disorder, where to point a finger at the absurdities of radical Islam is to be branded a racist, a fascist or a bigot. This timely and important book would probably not have been published 10 years ago, but its relevance is bracing.&lt;br /&gt;Michael Burleigh's theme: the moral squalor, intellectual poverty and psychotic nature of terrorist organisations, from the Fenians of the mid-19th century to today's jihadists - the latter group, especially, being composed of unstable males of conspicuously limited abilities and imagination, and yet who pose "an existential threat to the whole of civilisation" with their crusade to realise "a world that almost nobody wants", all in the hope of an afterlife featuring 72 virgins and rivers foaming with honey and beer.&lt;br /&gt;Trail of destruction: firefighters survey the wreckage of the World Trade Center&lt;br /&gt;A winner of the 2001 Samuel Johnson Prize, Burleigh is no racist, fascist or bigot. He is a clear-eyed historian in the impatient, sceptical mould of Richard Dawkins. He sets his targets in context, like ducks in a row, and then pulverises them with an orderly and ceaseless barrage of facts, even as he acknowledges that "facts do not seem to inhibit emotion and prejudice".&lt;br /&gt;His book does not aim to be comprehensive - regrettably, he omits any analysis of Latin American, Armenian or Malayan terrorists - but shows a thorough acquaintance with the arenas in which it does deal, namely Ireland, Russia, Italy, Spain, Germany and the Middle East.&lt;br /&gt;Burleigh has read and travelled enough to express an impeccable contempt for the "theoretical gobbledygook" of the IRA or the "stunningly tedious" ideology of the New Left, while sharing the bemusement of the kidnapped German industrialist Hans Schleyer "at the incredible ignorance his captors [the Red Army Faction] demonstrated about the higher workings of the German economy".&lt;br /&gt;The Baader-Meinhof's ignorance of politics was almost as dangerous as its co-founder's ignorance of ballistics: Ulrike Meinhof, a former modish journalist, once pulled the ring of a hand grenade "without grasping the point that she was supposed to throw the already fizzing object".&lt;br /&gt;advertisement&lt;br /&gt;&lt;a href="http://servedby.advertising.com/click/site=0000722760/mnum=0000535734/cstr=52556904=_47d4900b,5563841958,722760^535734^291^0,1_/bnum=52556904/optn=64?trg=http://clk.atdmt.com/BJK/go/dvrtuchr0220000037bjk/direct/01/5563841958" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Meinhof's co-revolutionary Andreas Baader embodies many of the resentful and narcissistic traits that Burleigh identifies in his subjects: sour, lazy nobodies, ugly, of febrile imagination and indifferent talent, who can only become somebody by blowing others, inevitably persons more talented and intelligent, up.&lt;br /&gt;Not for nothing, as it were, did the assassin of the US President William McKinley in 1901 choose as his alias "Fred Nobody".&lt;br /&gt;Terrorism for Baader, as for other attention-seekers like Osama bin Laden, is theatre: a chance to direct your own production and to star in it after the manner of your favourite gangster films, among which The Battle of Algiers and The Wild Bunch ("one Red Brigade member had seen it 20 times") tend to feature prominently.&lt;br /&gt;Baader borrowed a 16mm camera to record his arson attacks, dressed up in an array of wigs, and, while driving, stoned, to liberate mankind, liked to pat his face with powder in the mirror of his Mercedes. His bien-pensant apologist, Jean-Paul Sartre, said after meeting him, though not in public: "What an arsehole, this Baader."&lt;br /&gt;Burleigh parades an arsenal of facts, and the cumulative effect is undeniable. Only with his claim that the tactic of terror "never amounted to more than an irritant", and was not crucial in forcing colonial powers to leave Palestine and Algeria, not to mention acceding to power in Ireland and South Africa, do I depart from his thesis.&lt;br /&gt;He prefers to see the PLO, the ANC and Sinn Fein as flapping their armed wings, but never really taking off. Yet look how many "terrorists" did go on to lead their people: Begin, Shamir, Mandela, Tambo, Boumédienne, Arafat, Adams. Spain's present government was swept to power in direct response to the Madrid bombings.&lt;br /&gt;Burleigh shares in his prose style something of the pitiless monotone with which his targets engage with the world. He finds little room for levity in over 500 pages, except where his keenness to be up to date gets the better of him. He has his finger on the pulse, but his foot on the pedal.&lt;br /&gt;Blood &amp;amp; Rage is in all sorts of ways an outstanding book; it is also fuelled by the manic energy and focus of someone accelerating a truckload of intellectual high-explosives into the gates of a "stunningly" credulous soft-liberal establishment, composed of "colluding" human rights lawyers and "celebrity useful idiots" such as Tariq Ali, whom Burleigh witheringly chastises for having "progressively marginalised high intellectual endeavour" while at the same time conspiring to convert cosmopolitan London into the Islamic haven of "Londonistan".&lt;br /&gt;A member of Italy's Red Brigades conceded that ideology was "a murderous drug, worse than heroin". Maybe Burleigh's biggest achievement is persuasively to argue that no ideology is worse than radical Islam - itself motivated by "sheer racial hatred" - which exploits Europe's tradition of freedom of worship (and welfare state) to curtail our freedom of speech. Its leaders are people who know their human rights, but not anyone else's.&lt;br /&gt;Al Qa'eda's chief military spokesman in Europe puts it best: "You love life and we love death." If there are no flies on Burleigh, there are plenty on the moribund dogmas of those he dissects.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-1365292804959421907?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/1365292804959421907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=1365292804959421907' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/1365292804959421907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/1365292804959421907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/03/theatre-of-cruelty-last-updated-1201am.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-1936973004258586331</id><published>2008-02-04T10:19:00.001-03:00</published><updated>2008-02-04T10:19:24.506-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>HÓRUS&lt;br /&gt;Hórus, mítico soberano do Egipto, desdobra as suas divinas asas de falcão sob a cabeça dos faraós, não somente meros protegidos, mas, na realidade, a própria incarnação do deus do céu. Pois não era ele o deus protector da monarquia faraónica, do Egipto unido sob um só faraó, regente do Alto e do Baixo Egipto? Com efeito, desde o florescer da época história, que o faraó proclamava que neste deus refulgia o seu ka (poder vital), na ânsia de legitimar a sua soberania, não sendo pois inusitado que, a cerca de 3000 a. C., o primeiro dos cinco nomes da titularia real fosse exactamente “o nome de Hórus”. No panteão egípcio, diversas são as deidades que se manifestam sob a forma de um falcão. Hórus, detentor de uma personalidade complexa e intrincada, surge como a mais célebre de todas elas. Mas quem era este deus, em cujas asas se reinventava o poder criador dos faraós? Antes de mais, Hórus representa um deus celeste, regente dos céus e dos astros neles semeados, cuja identidade é produto de uma longa evolução, no decorrer da qual Hórus assimila as personalidades de múltiplas divindades. Originalmente, Hórus era um deus local de Sam- Behet (Tell el- Balahun) no Delta, Baixo Egipto. O seu nome, Hor, pode traduzir-se como “O Elevado”, “O Afastado”, ou “O Longínquo”. Todavia, o decorrer dos anos facultou a extensão do seu culto, pelo que num ápice o deus tornou-se patrono de diversas províncias do Alto e do Baixo Egipto, acabando mesmo por usurpar a identidade e o poder das deidades locais, como, por exemplo, Sopedu (em zonas orientais do Delta) e Khentekthai (no Delta Central). Finalmente, integra a cosmogonia de Heliópolis enquanto filho de Ísis e Osíris, englobando díspares divindades cuja ligação remonta a este parentesco. O Hórus do mito osírico surge como um homem com cabeça de falcão que, à semelhança de seu pai, ostenta a coroa do Alto e do Baixo Egipto. É igualmente como membro desta tríade que Hórus saboreia o expoente máximo da sua popularidade, sendo venerado em todos os locais onde se prestava culto aos seus pais. A Lenda de Osíris revela-nos que, após a celestial concepção de Hórus, benção da magia que facultou a Ísis o apanágio de fundir-se a seu marido defunto em núpcias divinas, a deusa, receando represálias por parte de Seth, evoca a protecção de Ré- Atum, na esperança de salvaguardar a vida que florescia dentro de si. Receptivo às preces de Ísis, o deus solar velou por ela até ao tão esperado nascimento. Quando este sucedeu, a voz de Hórus inebriou então os céus: “ Eu sou Hórus, o grande falcão. O meu lugar está longe do de Seth, inimigo de meu pai Osíris. Atingi os caminhos da eternidade e da luz. Levanto voo graças ao meu impulso. Nenhum deus pode realizar aquilo que eu realizei. Em breve partirei em guerra contra o inimigo de meu pai Osíris, calcá-lo-ei sob as minhas sandálias com o nome de Furioso... Porque eu sou Hórus, cujo lugar está longe dos deuses e dos homens. Sou Hórus, o filho de Ísis.” Temendo que Seth abraçasse a resolução de atentar contra a vida de seu filho recém- nascido, Ísis refugiou-se então na ilha flutuante de Khemis, nos pântanos perto de Buto, circunstância que concedeu a Hórus o epíteto de Hor- heri- uadj, ou seja, “Hó&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-1936973004258586331?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/1936973004258586331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=1936973004258586331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/1936973004258586331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/1936973004258586331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/02/hrus-hrus-mtico-soberano-do-egipto.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-8582145119279290453</id><published>2008-01-26T16:50:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T16:51:37.550-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Didática, Professor! Didática!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No processo ensino-aprendizagem, em qualquer contexto em que se esteja inserido, é necessário que se conheça as categorias que integram este processo como elementos fundamentais para um melhor aproveitamento da aprendizagem.&lt;br /&gt;A pedagogia, enquanto ciência específica da educação, vem, cada vez mais, perdendo sua dimensão de ciência e sua importância nos procedimentos de sala de aula. Hoje, qualquer corrente da ciência propõe-se a emitir opiniões sobre questões específicas da prática pedagógica. No processo de facilitação da aquisição do conhecimento é básico o manejo adequado da forma e/ou dos procedimentos utilizados na transformação do saber. É necessário ter clareza sobre o contexto teórico do qual partimos, já que, no mundo moderno, os educadores, de uma forma geral, vêm brincando com o processo ensino-aprendizagem, usando técnicas de forma errada ou mal compreendidas. Assim, um professor de matemática, que teve toda sua formação voltada para a ciência matemática, coloca-se na posição de profundo conhecedor de técnicas de transmissão de conhecimentos, sem se preocupar com a verdadeira função de fazer com que os alunos aprendam. Citamos a matemática como exemplo, mas outros campos da ciência poderiam servir como modelo.&lt;br /&gt;Pode ser que quem esteja lendo este texto há de dizer: " - Mas o professor de matemática, assim como os professores de todas as matérias, devem ter tido a matéria de Didática no seu curso de licenciatura." É verdade. Só que acreditamos que o curso ministrado a eles, é exercido por um professor de Didática que, ele mesmo, não se preocupa com ela na sala de aula, no momento de transmissão de conhecimentos. Para sustentar tal afirmação convocamos os alunos e ex-alunos da matéria de Didática para testemunharem sobre a qualidade da maioria destas aulas. E a realidade nos mostra que, para piorar a situação, normalmente são os piores professores. São aqueles que estão começando a lecionar. Como se a Didática fosse uma matéria menor. Ou seja, uma matéria para principiantes da profissão de professor na área de Educação.&lt;br /&gt;Historicamente o professor, como detentor de um inegável poder, aprendeu a responsabilizar seus alunos pelo fracasso do processo de ensino/aprendizagem. Nesta condição, quando o aluno não aprende, a culpa é sempre do aluno, nunca do professor que é sábio e autoridade na matéria lecionada. Nós, educadores de uma forma geral, aceitamos a idéia de que a responsabilidade da aprendizagem da turma nunca é do professor. Se um grupo de alunos não obtém rendimento satisfatório é porque são relapsos e não estudaram o suficiente para serem aprovados. Existem casos em que a metade da turma é reprovada e isso é encarado com toda a naturalidade pela comunidade escolar. Quando muito, dizem que o professor que reprova muitos alunos é "durão". Alguns professores sentem-se, inclusive, orgulhosos desta condição.&lt;br /&gt;Neste sentido, não é mais o professor que detém a responsabilidade profissional de fazer com que o aluno, objeto de seu trabalho, aprenda. Ao contrário, é o aluno que passa a ter a responsabilidade de aprender. Resumindo: se o aluno aprende, isto se deve, de fato, a competência do professor; se o aluno não aprende, o professor continua atestando sua competência, porque ele ensinou mas os alunos não aprenderam.&lt;br /&gt;Isto perpassa pela consciência dos professores, de uma maneira geral. O espírito de corpo do professorado não permite sequer pensar de maneira diferente. Não conseguimos perceber nem mesmo que esta é nossa fundamental tarefa profissional. Ou seja, fazer com que os alunos aprendam. O trabalho do educador consiste em transmitir conhecimentos de maneira eficaz, assim como o médico tem por tarefa resolver o problema de saúde de seu cliente.&lt;br /&gt;A profissão de educador, neste sentido, perde totalmente sua seriedade e responsabilidade profissional. O professor não se apercebe da responsabilidade pelo resultado de seu trabalho, enquanto em outras profissões ela é absoluta e não se pode pensar de maneira diferente. No caso da medicina, o médico não pode sequer admitir o erro de diagnóstico. O de tratamento, então, nem pensar. Na engenharia a dimensão da responsabilidade é a mesma. Já imaginaram um engenheiro projetar sem pensar nos resultados de seu trabalho? Lembrem do resultado de uma ação irresponsável de um engenheiro no caso dos edifícios Palace I e II, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. E assim é para o arquiteto, para o advogado, para o químico, para o farmacêutico, para o dentista, para o pintor de paredes, para o motorista do ônibus, para a empregada doméstica, para o datilógrafo, para o ..., mas não é para o professor. Para este, o sentimento predominante é uma espécie de aprendeu, aprendeu; não aprendeu... azar.&lt;br /&gt;A educação talvez seja a única atividade profissional em que o trabalhador pode não se preocupar com a responsabilidade pelo resultado de seu trabalho. No caso da educação, isto é um problema a mais para o usuário (aluno!). Ou seja, os usuários (alunos) de uma técnica específica, exercida por profissionais (professores) que deveriam ter se preparado para executá-la, são exatamente os responsabilizados pelo fracasso dela. Enfatizamos apenas que, mesmo que isto não seja percebido pela maioria dos professores, a responsabilidade pedagógica é intrínseca a dinâmica da profissão.&lt;br /&gt;Voltando ao exemplo da medicina, é como se o paciente, que morresse por um erro do médico, fosse o culpado pela sua própria morte; não colaborou com a técnica empregada pelo médico e, por pura pirraça, morreu. Na educação a "morte" se dá pela má formação recebida e o mal emprego das técnicas aprendidas. E no caso da educação a culpa da "morte" é sempre do paciente (aliás, esse termo paciente também deveria ser usado para os alunos, porque, na maioria das vezes ... haja paciência!).&lt;br /&gt;Existe na profissão de educador uma espécie de preguiça profissional, em que não há interesse de se efetivar um esforço para se superar as reais dificuldades enfrentadas no processo educativo. Assim, as desculpas são inúmeras: a principal é de que os alunos não se interessam em aprender, por mais que os professores tentem; depois vem a questão salarial; a terrível filosofia do ganha pouco, produz pouco; a falta de investimento em materiais didáticos pela instituição costuma servir de desculpa também; tem ainda a justificativa da quantidade exagerada de alunos; a falta de dinheiro para comprar livros e fazer cursos de aperfeiçoamento; diretor autoritário que impõe regras inexeqüíveis; colegas que prepararam mal seus alunos nas turmas anteriores; etc.; etc. e etc..&lt;br /&gt;É preciso que se estipulem pesquisas que tentem analisar o desempenho dos professores em sala de aula. Ou seja, esclarecer a eficácia do exercício profissional de uma determinada categoria. Trata-se de saber se o trabalho exercido pelos professores vem atingindo seu objetivo de provocar mudança no saber do aluno e se esse saber é utilizado na vida prática de cada um.&lt;br /&gt;Li, não me lembro onde, uma fábula que dizia, mais ou menos, isso:&lt;br /&gt;"Era uma vez uma tribo pré-histórica que se alimentava de carne de tigres de dentes de sabre. A educação nesta tribo baseava-se em ensinar a caçar tigres de dentes de sabre, porque disto dependia a sobrevivência de todos. Os mais velhos eram os responsáveis pela tarefa educativa. Passado algum tempo os tigres de dentes de sabre extinguiram-se. Criou-se um impasse: o apego à tradição dos mais velhos exigia que se continuasse a ensinar a caçar tigres de dentes de sabre; os mais jovens clamavam por uma reforma no ensino. O impasse perdurou por muito tempo. Mais precisamente até um dia que, por falta de alimento, a tribo extinguiu-se também."&lt;br /&gt;Esta fábula vem bem a calhar com o nosso processo de educação.&lt;br /&gt;José Luiz de Paiva Bello&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-8582145119279290453?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/8582145119279290453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=8582145119279290453' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8582145119279290453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8582145119279290453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2008/01/didtica-professor-didtica-no-processo.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-8157676013190883013</id><published>2008-01-01T01:38:00.000-03:00</published><updated>2008-01-01T01:38:53.282-03:00</updated><title type='text'>Windows Live Hotmail</title><content type='html'>&lt;a href="http://by125w.bay125.mail.live.com/mail/ReadMessageLight.aspx?Action=DeleteMessage&amp;amp;FolderID=00000000-0000-0000-0000-000000000001&amp;amp;ReadMessageId=3aaa3ff8-2591-42dc-95e0-405bc81ea527&amp;amp;n=948409266"&gt;Windows Live Hotmail&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-8157676013190883013?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://by125w.bay125.mail.live.com/mail/ReadMessageLight.aspx?Action=DeleteMessage&amp;FolderID=00000000-0000-0000-0000-000000000001&amp;ReadMessageId=3aaa3ff8-2591-42dc-95e0-405bc81ea527&amp;n=948409266' title='Windows Live Hotmail'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/8157676013190883013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=8157676013190883013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8157676013190883013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8157676013190883013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/12/windows-live-hotmail.html' title='Windows Live Hotmail'/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-2608560413213266447</id><published>2007-10-25T17:20:00.000-03:00</published><updated>2007-10-25T17:21:49.933-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table class="interna-txt" border="0" cellpadding="4" cellspacing="0" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="interna-txt"&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;Você já ouviu falar em pretores? Eles eram juízes que distribuíam a justiça, na Roma antiga. Pois foi um desses magistrados que deu origem a uma palavra de uso muito amplo na língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse juiz, Lucius Antonius Rufus Appius, costumava vender, a quem pagasse mais, as sentenças que expedia. Como ele assinava L. A. R. Appius, logo a forma larapius passou a designar pessoas que agissem de modo desonesto, ladrões e gatunos. O vocábulo já entrou no português com esse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A procedência desse termo é controvertida, por não haver no idioma outros vestígios dele. Mas, se a versão é mais atraente que o fato, fique-se com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra palavra cuja proveniência oscila entre a fantasia e a realidade é cesariana. Como Júlio César teria nascido de uma operação desse tipo, difundiu-se a idéia de que a denominação decorreu desse fato. Ocorre, porém, que, entre os romanos, só se praticava parto cesariano após a morte da gestante. E a mãe de César viveu muitos anos após o nascimento do filho ilustre.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;      &lt;td class="pags" align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-2608560413213266447?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/2608560413213266447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=2608560413213266447' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2608560413213266447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2608560413213266447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/10/voc-j-ouviu-falar-em-pretores-eles-eram.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-5592982852551037030</id><published>2007-09-22T14:51:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T18:27:31.322-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/RvVXR_5JfuI/AAAAAAAAABA/AxuHgT8YyN0/s1600-h/P7010020.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/RvVXR_5JfuI/AAAAAAAAABA/AxuHgT8YyN0/s320/P7010020.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113088918669590242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 54pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Contos diversos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 54pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 54pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 54pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando o inverno chegou já estava prostrada na cama. As dores do reumatismo aumentavam cada vez mais à medida que o frio se intensificava. Linda, deslumbrante e maravilhosa havia sido em sua juventude. Agora era nada mais que um monte de ossos unidos por uma tênue camada de pele e tendões que doíam a cada instante. Sentia a morte se aproximar como uma nuvem escura que sem nenhum impedimento torna o azul do céu em cinza e chumbo turvando o horizonte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sabia que daquele quarto escuro, mórbido e frio jamais sairia. Nos poucos momentos de sobriedade lembrava-se com ternura de sua neta, Helena,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;tão distante mas sempre tão solícita, tão pronta a ajudá-la em qualquer momento. Ligava todos os dias para ela e ás vezes só de ouvir a voz de Helena suas dores diminuíam. Contudo agora, mesmo que quisesse não conseguiria falar com sua neta, pois a voz já não saía, o máximo que podia era emitir alguns sons guturais quase sempre ignorados por sua filha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ouviu vozes ao redor. No entanto não distinguia se eram vozes do presente ou apenas ecos de um passado remoto. Vozes imaginárias vindas de um passado distante e glorioso. Época na qual podia abrir as portas da sua casa para receber a nata da sociedade local em festas memoráveis. Tão concorridas eram estas que os convites eram esperados com impaciência pelos membros abastados daquela cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Maria, Maria! – gritou, porém não sabia se foi ouvida ou não. Tão fraca voz! Rouca, quase um sussurro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Maria aparece com seu sorriso de eterna juventude, dentes brancos e bem feitos como de uma modelo daqueles comerciais de creme dental. Voz macia e veludosa qual um roupão felpudo que se usa após um banho refrescante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Quero água – sussurra, talvez apenas tenha pensado – não sabe se falou mesmo. Já não consegue diferenciar o que é real ou imaginário em sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sabe apenas que por mais que tente apanhar alguma coisa, as mãos não se movem. Ouve Maria lhe perguntar alguma coisa. Ela lhe conta sobre a as novidades do São João &lt;st1:personname productid="em Jequi￩. A" st="on"&gt;em Jequié. A&lt;/st1:personname&gt; cidade está cheia. Muitas pessoas de fora chegam para curtir o forró e rever família e amigos. Helena em breve chegaria com o marido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enquanto as palavras cantantes de Maria soavam pelo quarto, seus pensamentos divagavam pelos outrora dourados anos em que sua casa ficava repleta de amigos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;nas festas juninas. Gente bonita, gente elegante, que vinha de Salvador, Ilhéus e até do Rio de Janeiro como os Góis sempre tão amáveis. Amigos do tempo da faculdade. Amigos que fizera nas lides do Fórum Bertino Passos . Gente que fizera parte de sua vida tão rica e feliz. Alguns já morreram, outros como ela ainda penavam a espera do desenlace final.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Do que se arrependia? Talvez do que não fez ou do que deixou de fazer por medo ou receio de se comprometer. O que faria outra vez se tivesse outra oportunidade? Viajaria mais, amaria mais, talvez fosse mais compreensiva com os outros. Seria menos possessiva em relação aos filhos e também cobraria menos do saudoso marido que se foi tão cedo. Alberto. Sempre tão carinhoso, tão solícito, tão pronto a satisfazer todas as vontades. A perda de um ente tão querido trouxe-lhe&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;sofrimento no início, depois revolta e até que aos poucos no decorrer dos anos, foi se tornando &lt;st1:personname productid="em resigna￧￣o. Se" st="on"&gt;em  resignação. Se&lt;/st1:personname&gt; amou outros homens após a viuvez, foi só ocasionalmente na vã tentativa de preencher o vazio sufocante deixado por Alberto que partiu com apenas trinta e cinco anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não se lembrava dos nomes desses namorados. Será que algum deles a amou de verdade? Ou apenas teria sido um objeto, uma espécie de troféu a ser exibido? Pois sabia que era cobiçada pelos homens da cidade. Alguns da sua idade, outros mais velhos ou ainda alguns jovens impetuosos que pensavam ser possível dominá-la. Se cansava deles facilmente, não iria perder a liberdade e a auto-estima mendigando carinho de ninguém. Nunca prometia fidelidade, também nunca exigia nada. Queria ser livre na sua viuvez, para seguir seu caminho sem impedimento ou compromisso oficial algum pois, conhecia vários exemplos: Amigas que viviam um casamento de mentira. Tendo de dividir os maridos com amantes. Algumas cometendo o disparate de se rebaixar a ponto de ir às vias de fato com mulheres de reputação duvidosa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sempre foi determinada e decidida e jamais se permitiria descer tanto. Se mantinha altiva. Sabia o seu lugar. Sabia que era digna de receber amor e ser amada de verdade, tolo do homem que pensasse o contrário. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Percebe que Maria ainda está falando, agora sobre uma certa vizinha ou algo parecido, sempre sorrindo ela descrevia os novos moradores da casa ao lado. Casa que pertencia a Doutor Apolinário e Rute sua esposa, tão tímida, tão recatada. Lembra-se da chegada desse casal à cidade nos idos anos cinqüenta. Juiz de direito que vinha assumir a comarca de Jequié com apenas vinte nove anos, doutor Apolinário foi recebido com festa. Ela mesmo fez um jantar em sua casa para recebê-los. Compareceram como sempre toda a alta sociedade. Jantar promovido por ela era um verdadeiro sarau. Com direito a crônica de Luís Cotrim e poesia de Alberto Grillo, sem contar a voz de Lúcio Meira que em seu violão cantava as mais belas canções de Sílvio Caldas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lembra-se dos olhares trocados entre o Doutor Macedo Vieira, médico recém-formado que havia montado um consultório médico, na rua Alves Pereira, de frente à Jequitaia Tecidos e que já possuía uma boa clientela e sua amiga Márcia Caribé. Com cara de conquistador, daquele tipo que aparece em filmes de faroeste, muito afetado e egocêntrico, pensava ser o tal. Mas o flerte durou pouco, afinal Márcia, sempre foi muito discreta em seus relacionamentos e não permitiria que outros percebessem. O jantar seguia tranqüilo. O prefeito, com jeito de coronel, plantador de cacau e proprietário de duas imensas fazendas que ocupavam toda a extensão do distrito de Florestal, contava dos melhoramentos feitos no bairro Joaquim Romão, e da chegada da eletricidade em todos os bairros da cidade, tão logo o governador liberasse a verba para a companhia de eletricidade; o Professor Alberico exortava à mulher do juiz sobre o clima da cidade e dizia que apenas o calor aumentasse ambos poderiam passar algum tempo na fazenda dele onde o clima era mais ameno que na cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Alberto Grillo pede licença para saudar os novos membros da comunidade e discursa sobre a imparcialidade da justiça, sobre a divisão dos poderes e termina convidando todos a um brinde em homenagem ao casal recém-chegado, logo após declama uma de suas novas composições poéticas e num tom ufanista fala do entardecer, dos últimos raios que o sol espraia sobre a cidade de Jequié. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lúcio Meira tem oportunidade de nos brindar com sua bela voz de barítono e seu violão sempre tão afinado, deixa a todos enlevados de prazer com uma ótima apresentação musical. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Maria leva água a sua boca e interrompe mais uma vez as memórias de Vânia que sorve a água com sofreguidão. Como era&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mesmo o nome do filho do doutor Apolinário? Álvaro? Talvez Alvino ou Aldair, não se lembra. Sabe que tinha cabelos lisos, bem pretos e que era tímido como a mãe, quase não levantava os olhos e só respondia ao que lhe perguntavam. Vestido numa camisa de viscose muito branca e uma calça de tergal preta, parecia muito pouco à vontade naquela mesa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O jantar seguia tranqüilo e sereno. Vez por outra um vento frio entrava pelas janelas e balançava as imensas cortinas vermelhas da sala de estar. Vozes se alternavam numa conversa alegre e festiva. Mais uma vez o prefeito Laércio Torres retoma a conversa com voz grave e alta falando da política da região e da disputa eleitoral que se aproxima; para o prefeito, qualquer pessoa que não o elogiasse era oposicionista e dizia claramente não suportar esse tal regime democrático que permitia tanta liberdade de opinião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- A democracia é a responsável de tanta bagunça no país, vejam só esse presidente Juscelino, quantos comunistas ele emprega no governo, será que ninguém vê isso? – dizia o prefeito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- O que queres Laércio, que aqui vire uma espécie de grande Paraguai, governado por generais? – rebateu o professor Alberico Nunes, filho e neto de advogados, sempre prezou a liberdade e a democracia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Que seja! Venham os militares e coloquem ordem nisso que está aí, por que não?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Alberto interveio na discussão talvez com receio de se tornar a noite num debate político, dizendo que Juscelino não era comunista e que o Brasil tinha uma constituição que por si só impedia qualquer arroubo aventureiro de quem quer que fosse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Ademais o povo escolhe sempre homens responsáveis para administrar o país, não há o que temer – concluiu Alberto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A noite seguia tranqüila. Um vento fresco vindo do sul soprava incessante nesta noite repleta de estrelas no fundo escuro do céu de setembro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esther e Alberto! sentiam que aquele amor nunca teria fim. De fato haviam sido feito um para o outro. Não podia conter a admiração que sentia por ele. Sabia que o seu marido era um homem equilibrado e sensato e nunca tivera ciúmes dele. A brisa, as vozes, os acordes do violão davam-lhe uma moleza no corpo, talvez efeito de dois cálices de vinho que tomou durante o jantar. Ah! Como queria que aquela noite não tivesse fim. Como queria voltar ao passado! Alberto tão elegante naquele blazer azul, sorriso lindo, apertando sua mão com carinho como se dissesse você é magnífica por nos brindar com uma noite igual a essa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O primeiro a ir embora foi o prefeito. Homem da roça, não costumava dormir muito tarde e sempre acordava antes das seis da manhã. Despediu-se de todos com um sólido aperto de mão. Gigante com quase dois metros de altura, era um colosso. Forte. Impávido apesar dos quarenta e cinco anos, realmente de uma robustez admirável. Cotrim também sai logo após dizendo que ao chegar em casa faria uma crônica sobre essa noite e sobre a chegada do novo magistrado na cidade. Despede-se solenemente do Doutor Apolinário e de sua esposa e jovialmente de Esther e Alberto. Sai abraçado com sua esposa em direção ao carro que estacionaram em frente da casa. Alberto Grillo e Lúcio Meira despedem-se também dizendo que por ser a noite uma criança não iriam imediatamente para casa porém...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não completaram a frase mas pode-se entender muito bem para onde foram. O juiz e sua esposa agradecem a recepção e dizem que vão querer retribuir um jantar em sua casa logo após se instalarem com mais comodidade. Aos poucos a casa vai ficando vazia, um a um vão saindo e por fim na grande sala de jantar ficam apenas a brilhante Esther e seu marido. Ambos satisfeitos. Mais uma vez puderam dar um jantar maravilhoso organizado por ela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Maria oferece-lhe água e ela sorve o delicioso líquido com prazer. Cansada de ficar deitada pede a Maria que a coloque na cadeira de rodas, faz gestos para explicar o que seus lábios já não conseguem expressar. Maria sem muito esforço consegue acomodá-la na cadeira e abre a janela de onde ela pode ver o movimento das pessoas que passam na rua. O sol fraco de junho meio encoberto pelas nuvens não consegue aquecer o seu corpo envelhecido. Mas a brisa fresca roça-lhe o rosto com ternura, o que para ela é um prazer. Percebe que na casa ao lado seus novos vizinhos estão cortando uma imensa árvore plantada ainda na época do doutor Apolinário, uma amendoeira de quase quatro décadas de existência. Imponente, mas não resiste à força da moderna moto serra, em pouco tempo seus galhos vão ao chão, um a um, até ficar reduzido ao tronco. &lt;span class="msoIns"&gt;&lt;ins cite="mailto:Compuserv" datetime="2006-08-27T10:44"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/ins&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lembra-se perfeitamente que quem plantou a amendoeira foi o pai de Salete, Seu Euclides, farmacêutico, o primeiro morador daquela casa. Salete e ela eram da mesma idade e ambas estudavam no antigo Ginásio do Padre, ali na avenida Rio Branco. Brincavam no amplo quintal das duas casas. No quintal de sua casa tinha uma casa de madeira que seu pai lhe deu de presente e na de Salete, muitas plantas e flores pois, seu Euclides e dona Corina eram apaixonados por plantas e passavam as horas vagas cuidando do jardim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tempo! O que é isso? Uma hora era uma menina despreocupada brincando no fundo do quintal em um outro está sentada em uma cadeira recordando-se do passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Salete após o término do curso Normal foi para o Rio de Janeiro. Seu Euclides perdeu a farmácia após se endividar com os bancos devido a uma fazenda que comprou financiada pelo Econômico e não conseguiu pagar. Dona Corina havia morrido dois anos antes de um fulminante ataque cardíaco quando vinha da feira num dia quente de janeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Viria ainda a se corresponder com Salete durante vários anos. Mas aos poucos as cartas foram rareando até cessarem de todo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Um dos filhos de Salete foi até nomeado delegado de Jequié na década de oitenta. Ficou pouco tempo, apenas dois anos, sendo transferido posteriormente para a capital.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os homens que cortam os galhos da amendoeira não sabem quem foi Euclides, muito menos Salete e não se recordam do doutor Apolinário. São jovens o suficiente para só olharem para frente. Não perdem tempo com recordações. Fazem a vida acontecer. Nenhum deles estão preocupados com a iminência da morte. Com certeza querem celebrar o momento como todos os jovens fazem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Finalmente o grosso tronco é derrubado. E ela não pode deixar de comparar aquela queda com a sua própria vida. Tanta vaidade. Tanto luxo. Para que? Para terminar os dias em cima de uma cadeira de rodas? Nunca foi religiosa e isso sempre causava-lhe ás vezes, uma certa angústia. Uma amiga muito religiosa, Luzia, sempre que conversavam falava-lhe de uma nova vida, coisas desse tipo. Mas ouvia apenas por educação. Sua posição social, suas amizades não eram condizentes com religiosidade, apesar de ir a missa de vez em quando ou ir a casamentos e batizados quando convidada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Luzia. Justamente por causa desse mulher tão rigidamente puritana, que ela teve o privilégio de viver uma dos capítulos mais fascinantes de sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 54pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;CAPÍTULO II&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 54pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 54pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 54pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 54pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 54pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 54pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Maio de 1956. O vento ainda morno soprava sobre os cabelos de Esther na descida da rua da Itália próximo ao prédio dos correios. O céu parcialmente coberto de nuvens e um verão que teimava em não terminar. O mormaço poderia ser sinal de chuva. Ou não. O clima em Jequié era realmente uma incógnita. Alguns poucos estudantes vindos da Escola Castro Alves passam fazendo algazarra, entre sorrisos e gritos, esses barulhentos e irrequietos meninos vão curtindo a beleza da adolescência. Esther sente saudades. Saudades do filho que ainda não teve. No início do casamento sentia-se pressionada pelos parentes e amigos a ter um filho. Todos lhe perguntavam quando afinal viria o primeiro filho, mas o tempo foi passando e aos poucos todos foram se acostumando com&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a situação e Alberto nunca mesmo falou no assunto. Quando alguém questionava ele dizia que viria quando Deus quisesse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Entra na avenida Rio Branco e se dirige a sua casa ali na rua Trecchina, o relógio da matriz anuncia que são cinco horas. Ao passar pelo portão sente o cheiro de sopa que Graça deve estar fazendo. Magnífica cozinheira. Tem o verdadeiro talento para as artes culinárias. Alberto dentre em pouco já estaria chegando da fazenda. Ele mal teria tempo para jantar e sairiam para uma sessão solene na câmara de vereadores. O membros desta casa resolveram de bom grato dar o título de cidadão jequieense ao velho farmacêutico Celli de Freitas e eles não iriam perder essa homenagem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Alberto chega em casa às seis em ponto e mal dar tempo de jantarem, pois a sessão está marcada para ás dezenove e trinta. Partem sem muita demora: ele com um terno escuro e cabelo bem escovado, parecia um advogado e ela num vestido azul claro com um decote frontal que mandara fazer especialmente para aquela ocasião. Sentia-se feliz ao descer a rua ao lado do marido. Preferiram deixar o carro em casa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Todos os amigos e conhecidos lá estavam. Sentam-se perto do professor Alberico que hoje está excepcionalmente elegante com um blazer azul marinho e uma camisa branca. Logo a frente deles estão o Lúcio Meira e o Alberto Grillo que os cumprimenta sorridente como sempre. Vozes abafadas, quase sussurradas ecoam aqui e ali, num burburinho inquietante da espera do início da cerimônia. Esther vê em uma das primeiras cadeiras o seu ex-colega de faculdade, Danilo, sobrinho do homenageado. Sente saudades do tempo em que ambos ainda estudantes de Direito, moravam em Salvador, quase vizinhos de República. Ele, na rua Chile, num apartamento com outros três colegas, e ela na Carlos Gomes dividia o apartamento com outras quatro. Nesta época, Alberto morava &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em São  Paulo&lt;/st1:personname&gt; onde fora cursar agronomia. Já namoravam mesmo à distância, pelo menos nas férias de final de ano podiam ficar juntos por algum tempo. Enfim eram tempos deliciosos de pouca preocupação e muita diversão intercalado pelo estudo e compreensão das diversas matérias do curso. Quando Danilo se formou foi morar em Vitória da Conquista, onde montou um escritório e hoje tem uma clientela muito boa por lá. Passados apenas cinco anos de formado. Ela ainda enfrenta a resistência de muitas pessoas que não consideram uma boa idéia deixar suas querelas nas mãos de uma mulher. Mais Esther sempre soube que seria assim. Nunca se intimidou com isso. Altiva e confiante sempre levou a bom termo as causas que lhe caíram nas mãos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A sessão solene começa e o presidente convida o homenageado a tomar assento na mesa. O secretário da casa ler os motivos que culminaram na outorga do título de cidadão jequieense ao doutor Celli, e após a leitura da ata da sessão recebe uma medalha, sob os aplausos da platéia. Nota-se claramente a ausência do prefeito, que naturalmente não gostava destes atos democráticos, e muito menos desta independência que os vereadores estavam demonstrando&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;indicando alguém contra vontade dele para receber essa que era a maior honraria da cidade sol. Todos sabiam da antipatia que ele sentia pelo doutor, desde que este vendera um enorme terreno no bairro jequiezinho para um missionário protestante. O prefeito esperneou, berrou, mas o inflexível médico fez ouvidos moucos e não só vendeu como também passou a freqüentar os cultos que esse pastor e a esposa ministravam na casa que ele tinham lá na rua do oriente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ao voltar para casa Esther sente-se mal e quase desmaia no colo do marido. Sente vertigens pela segunda vez na mesma semana, e começa a desconfiar que pode estar grávida. Não pode dizer como na segunda-feira que foi apenas um desfalecimento por causa do calor pois, nesta noite estava ventando muito bem e o ar estava quase frio. No outro dia certamente iria marcar uma consulta com o doutor Sebastião Azevedo para ter certeza ou não da gravidez. Alberto já começa a sonhar com um menino correndo pela casa e, ela pensa nas noites mal dormidas que viriam quando o possível bebê viesse. Dorme sonhando com as transformações que viriam acontecer em sua vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-5592982852551037030?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/5592982852551037030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=5592982852551037030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5592982852551037030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5592982852551037030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/09/contos-diversos-quando-o-inverno-chegou.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/RvVXR_5JfuI/AAAAAAAAABA/AxuHgT8YyN0/s72-c/P7010020.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-1423717558958318057</id><published>2007-08-19T08:18:00.000-03:00</published><updated>2007-08-19T08:19:01.361-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;A Intolerância dos Tolerantes&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;p&gt; &lt;i&gt;&lt;big&gt;de Ricardo Gondim&lt;/big&gt;&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;i&gt;[Publicado na Revista &lt;a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=revista" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;Ultimato&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, Janeiro de 1997, pp. 40-41]&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; Há algum tempo recebi o convite para participar de um programa de debates, recém iniciado pela MTV onde abordariam a questão do homossexualismo. Aceitei com certa hesitação. Minha paixão pela polêmica me impediu de dizer não. Nos bastidores, antes de ir ao ar, percebi que seria minoria mais uma vez (embora seja pentecostal e corintiano). Sentei-me a mesa, rodeado por um drag queen e uma ativa militante do movimento lésbico. Mal o programa começou e já se percebia claramente que ele visava uma apologia do homossexualismo (ou homossexualidade como querem os politicamente corretos). Cada um dos mais de quinze painelistas se revezava em defender a prática homossexual como uma questão de preferência e não de ética. Finalmente a apresentadora do programa perguntou minha opinião. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; Pausadamente, procurando me esquivar da pecha de fundamentalista e homofóbico expus o que penso ser um consenso do pensamento evangélico; "Cremos em um Deus criador e preservador de todo o universo. Ele, além de possuir pessoalidade, preocupa-se com a felicidade de toda a sua criação. Dele provém uma lei moral que fornece os parâmetros do comportamento humano e, por ser exterior a nós , não se molda às nossas preferências". “De acordo com essa lei” continuei com o mesmo tom de voz, "nós evangélicos, entendemos o homossexualismo como um pecado, uma perversão moral". Bastaram essas palavras. O tempo fechou. Quase todos ao redor da mesa falavam, cada qual subindo um pouco seu tom de voz. Alguns, descontrolados proferiam palavrões. Sarcasticamente, confesso, perguntei: "Afinal de contas este espaço não é plural? Por que não posso manifestar meu ponte de vista assim corno os senhores expõem os seus? Se vocês pregam a tolerância, por que tanta intolerância ao meu ponto de vista?" Meu sarcasmo não deu resultado. Cada vez que tentei falar, me abafavam aos gritos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;b&gt; Modernidade&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A modernidade sempre se gabou de respeitar os diferentes, Voltaire, arauto do lluminismo, dizia “Devemos tolerar-nos mutuamente porque somos todos fracos, inconseqüentes, sujeitos à mutabilidade ao erro. Um caniço vergado pelo vento sobre a lama porventura diria ao caniço vizinho vergado em sentido contrário ‘Rasteja a meu modo miserável ou farei um requerimento para que te arranquem e te queimem?’” Por que mesmo anunciando o respeito à opinião do outro, a Modernidade patrocinou as guilhotinas da Revolução Francesa? Por que o estado marxista promoveu o expurgo de Stalin? Por que na Alemanha, berço dos grandes filósofos e teólogos aconteceu o Holocausto? Se a modernidade é tão tolerante com o diferente, por que tanta intolerância? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entendamos um pouco da Modernidade. Primeiro, ela valoriza o método. A tolerância para com a razão, para a prova "irrefutável", tornou-se desnecessária. André Comte-Sponville afirma “Quando a verdade é conhecida com certeza, a tolerância não tem objeto”. Ele e todos os filósofos da modernidade crêem que os cientistas necessitam não de tolerância, mas de liberdade. Os fatos, provenientes da observação empírica impõem-se. Refutá-los é negar a razão. Como a ciência não depende de opiniões, ela não necessita de tolerância mas de espaço. Depois, a Modernidade também é naturalista. Só trabalha com um sistema fechado. Matéria, energia, tempo e chance são as únicas variáveis consideradas. Portanto, a verdade está contida somente a esses elementos. Como filosofar é pensar sem provas, e provar faz parte do paradigma da Modernidade a filosofia (também a teologia) é tolerada, desde que obedeça as regras da abordagem científica e naturalista. Nesse sistema, somente os céticos ao transcendente como Hume e Bultmann recebem qualquer reconhecimento. O resto é descartado como irrelevante. Por último a Modernidade é universalista. Aceita que seus achados transcendem ao tempo e ao espaço. Devido a essa visão é que a Modernidade, de acordo com D. A, Carson adotou a dialética marxista da história, a teoria Helegiana do espírito universal, a visão pós-iluminista do progresso e a teologia liberal que aceita como factível apenas o que é julgado racional e “científico”. Aqueles que se recusam à ditadura da Modernidade, são imediatamente rotulados: medievais, supersticiosos, reacionários. A tolerância da Modernidade se restringe aos limites impostos por ela; quem fugir deles percebe rapidamente sua intransigência Mas, voltemos ao programa da MTV. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;b&gt; Entendendo a Intolerância&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por que tanta intolerância à ética judeu-cristã? Por que tanto incômoda à cosmovisão religiosa? O problema reside nos pressupostos transcendentais. O cristianismo baseia-se na revelação de uma lei moral, outorgada por um Deus que não pode ser definido como parte de minha humanidade (humanismo), reduzido a uma energia (naturalismo) ou mera projeção mítica (neurose freudiana). A premissa cristã que propõe a Revelação, o conhecimento do transcendente como um valor epistemológico, bate de frente com a Modernidade. O cristão sabe que sabe, por Revelação. Pedro já asseverava no primeiro século; "porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo." (2 Pe 1:21). Contrariamente, na Modernidade a verdade religiosa não é factível, é questão de opinião. Nunca ninguém pode estar absolutamente certo sobre os assuntos espirituais. Portanto religião não pode participar do debate público; deve manter-se reduzida à arena dos juízos e dos sentimentos; não é demonstrável nem refutável. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A revelação da lei moral de Deus, caso aceita, obrigaria as pessoas a obedecê-la, acabando com a noção de preferência. A Modernidade propõe que a lei moral seja uma construção humana, restrita à cultura e ao tempo de sua elaboração; caso aceitasse que provém de Deus reconheceria que todos, em todas as épocas, deveriam obedecê-la. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sponville diz que uma ditadura imposta pela força é um despotismo; se ela se impõe pela ideologia, um totalitarismo. O problema da Modernidade é que, mesmo sem querer, vem se tornando cada dia mais déspota e totalitária. Não somente rechaça os valores da ética cristã, como tenta forçar seus pressupostos como únicas opções válidas, por serem "cientificamente irrefutáveis". O homossexualismo, por exemplo, é hoje discutido como uma questão de mutação do código genético, descartando a moral. Os militantes gays conseguiram manter o debate no nível 'científico', Nessa esfera, basta provar uma alteração nos genes e está tudo resolvido; “O homossexual foi programado, na evolução para agir daquele modo e não há como interferir em suas preferência. Mas o pleito homossexual é pequeno diante das implicações dessa nova ditadura. Carson propõe em seu livro The Gagging of God (O Amordaçar de Deus) que experimentamos uma nova espécie de intolerância. Em sociedades relativamente livres e abertas, a tolerância mais nobre é aquela exercitada para com as pessoas, mesmo quando se discorda de seus pontos de vista. 'Essa robusta tolerância para com as pessoas, mesmo quando há forte desacordo às suas idéias, gera uma medida de civilidade no debate público, mesmo quando a discussão é apaixonada". Para Carson o ocidente vive hoje uma tolerância somente de idéias, não mais das pessoas. As idéias são admitidas, só não se admitem pessoas diferentes (criam-se as tribos); à roda sentam-se sempre os mesmos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado de se adotar esse novo tipo de tolerância é que há menos discussão dos méritos de idéias conflitantes e menor civilidade. Há menos discussão porque a tolerância de idéias diversas exige que evitemos criticar as pessoas por adotarem aquelas idéias. Assim, a Modernidade vai admitindo excentricidades, loucuras e comportamentos bizarros. Ninguém tem o direito de dizer nada sobre o comportamento de ninguém. Só há problema quando qualquer idéia tenta provar sua superioridade sobre qualquer outra. Imediatamente, o mundo cai. Exclusividade é intolerável na modernidade, principalmente no campo religioso. A palavra proselitismo (na sua concepção técnica) virou palavrão. Cada um na sua. Desde que você não se intrometa com o meu estilo de vida. Ninguém precisa mudar, pois todas as opções religiosas, morais, éticas, filosóficas são válidas, não porque sejam verdadeiras, mas porque todas são igualmente questionáveis. Voltaire dizia; "O que é tolerância? É o apanágio da humanidade. Somos todos feitos de fraquezas e erros; perdoemo-nos reciprocamente nossas tolices, é esta a primeira lei da natureza." &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado disso tudo é um mundo cada vez mais inconseqüente quanto à sua ética, cada vez mais secularizado, e cada vez mais intolerante para com a fé cristã, mascarando seu discurso exclusivista e proselitista. Enquanto afirma que não há mais absolutos insiste que está absolutamente certo disso. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Saí do programa da MTV dizendo para mim mesmo; "Incrível como os liberais são fundamentalistas na defesa dos seus posicionamentos. Intolerantes! Não aceitam que seus pontos de vista sejam questionados por outros que pensam diferentemente. Talvez tenham medo de estar errados." &lt;span class="mainBodyText"&gt;  &lt;p&gt; Copyright © 1997 &lt;a href="http://www.ultimato.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;b&gt; Editora Ultimato&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Todos os direitos reservados.  &lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;26/03/07&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-1423717558958318057?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/1423717558958318057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=1423717558958318057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/1423717558958318057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/1423717558958318057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/08/intolerncia-dos-tolerantes-de-ricardo.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-4097063677893693377</id><published>2007-07-20T17:59:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T18:27:31.529-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='folhas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/RqEjZzBV5cI/AAAAAAAAAA4/T8tUixlDN-s/s1600-h/P1010002.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/RqEjZzBV5cI/AAAAAAAAAA4/T8tUixlDN-s/s320/P1010002.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089387980004910530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.blogger.com/uol%20imagens"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.blogger.com/uol%20imagens" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;  Não é a dor sufocando meu peito insano e teimoso que me trouxe até aqui. Não é  a solidão dos espaços vazios na minha alma, nem esse vento frio e cortante,  sentido  pela memória dos tempos passados... talvez apenas imaginado. Sonhos,  memórias e sensações do que pode ser mas ainda não é, possibilidades realizáveis  ou não. Tácito como o sol quente no inverno de Jequié. Fria como a música  compassada da chuvas noturnas. Eternas chuvas que são vívidas pungentes no  eterno verão da solidão. Nem pensamento nem ação.Também não é inação. Nada de   sonho nem reflexão. Esperança desperdiçada em horas nuas e vazias. Espelhos  inexatos refletindo imagens ilógicas, demonstrando o terno  caleidoscópio das  minhas emoções. Solidão maior na multidão. Estar só entre muitos, fugir das  relações sociais, medo maior do medo, certeza das incertezas imprórpria, contudo  tão  reais. Solidão, tábua de salvação, esconderijo secreto, tão propositamente  secreto que nem se faz mister esconder. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span&gt;    Nuvens de tênue claridade e de diversa forma mostram todo o conteúdo do  infinito, tendo como tecido de fundo o azul celeste e sua policronia eterna que  se transmuda ao sabor das horas volúveis do dia. A brisa fina que acaricia meu  rosto com ternura na sua invisibilidade de fada, não poderia prever as confusas  sensações de uma alma feita de pó e pedra lavrada. Pedras que rolam  incessantemente do meu peito lasso e fatigado. Transformando as experiências  passadas através dos filtros do indevassável presente. Não se pode confiar na  dor. Ela é má conselheira. Não se pode lutar contra a sua silenciosa  presença. Sempre alternada entre espaços: Um breve acorde, depois infinitas  pausas desertoras dos sons sitiantes das muralhas do meu ser.Não há escape,  resistir até o fim. Forte e sereno, delicado e voraz, firme e exato, como as  folhas secas da amendoeira do meu quintal, que se espargem ao redor do tronco  altivo. Novas folhas brotam, reverberando o verde puro na eterna linha de frente  da vida que insiste em não terminar. Melhor. Que se reveste de eternidade a cada  novo gene repoduzido e duplicado num novo ser. Recomeçar e refazer. Silêncios  que vão se espraindo no imutável revolver das notas do piano irreversível,  tocandoas  mais maravilhosas melodias ainda não musicadas, porém ouvidas por   aqueles que tem, como diria o poeta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Lucida Handwriting;"&gt;"Alma de  ouvir&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Lucida Handwriting;"&gt;e coração de  escutar".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-4097063677893693377?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/4097063677893693377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=4097063677893693377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/4097063677893693377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/4097063677893693377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/07/no-dor-sufocando-meu-peito-insano-e.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_X-Gw0zbd5sQ/RqEjZzBV5cI/AAAAAAAAAA4/T8tUixlDN-s/s72-c/P1010002.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-4248651658423016395</id><published>2007-07-12T09:23:00.000-03:00</published><updated>2007-07-12T10:05:34.649-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;     &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Desencontros&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;     Quando estive aqui pela primeira vez ela estava vestida de uma longo, muito azul e reluzente. Parecia mais alta devido ao salto. Os cabelos encaracolados estavam soltos. Eram negros e também brilhantes. De fato parecia mais jovem. Talvez a maquiagem a rejuvenecera naquela noite. Desta vez está em pé ante a grande janela de vidro que mostra o clarão luminoso da lua cheia sobre o fundo escuro dos morros que circundeiam Jequié.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;    Timidamente eclipsei-me numa roda de amigos que versavam sobre o novo time do Vitória e sua saga na segunda divisão do Brasileiro. Não conseguia encarar aqueles grandes olhos verdes dela sobre mim. Sabia que ela estava me olhando. Tentei disfarçar meu nervosismo participando do papo. Não conseguia esquecer que na última vez que nos encontramos ela estava tentando manter a pose de menina direita e bem comportada. No entanto após alguns goles numa taça qualquer ela estava dançando ao som de algum DJ gospel. Era um forma de dançar sensualmente encantadora. Com um olhar ela me convidava, naturalmente fiz que não entendi. Não dançaria com a noiva do Glauber, muito menos quando lá ele não estava. De plantão até às seis da manhã não pode vir. Depois não me acostumei ainda com danças e rebolados Gospel.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;     Sim a festa era de aniversário de uma garota dita Gospel. Um nome moderno para os antigos evangélicos. Afinal aqui na Bahia adquiriram certa coloração não puritana! Se é que me faço entender! Sei lá. Muita coisa aqui não parece o que é.  A "Marcha Para Jesus" aqui virou o "Carnaval dos Crentes", Tem o São João Gospel, o Funk Gospel enfim existe até baiana de acarajé de Jesus. Na luta entre as forças estrangeiras do protestantismo e o sincretismo religioso baiano, a acomodação foi um forte abraço que uniu e modificou até as mais firmes crenças.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;     A música aumenta e na mesma proporção as vozes se alteiam. Parece que todos tem algo a dizer. O calor aumenta e me afasto em direção a janela tentando saborear o  ar puro que emana das montanhas. Ela está sentada na varanda circurspecta, parece reflexiva.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;   Me aproximo cerimoniosamente e ela me diz que gosta de ver a lua brincando de esconde-esconde com as nuvens escuras de Julho. Fala como se fosse para ela mesma. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;- Você sabe o que há atrás daquela montanha escura?! -Ela fala apontando para um morro alto que se ergue aos nossos olhos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;  - Não, não sei! Você já foi lá?- pergunto.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;  - Sim,há uma outra montanha, responde rindo. Dizendo isso se levanta e vem em minha direção. - Não precisa ter medo de mim-continua- Não vou te fazer mal nenhum, vejo você sempre fugindo de mim como se eu fosse te agarrar a força. E ainda que assim fosse não te tiraria pedaço algum.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;   Tento me explicar porém não consigo, já ela está na minha frente me beijando apaixonadamente...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;   - &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;    &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;      &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;    &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-4248651658423016395?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/4248651658423016395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=4248651658423016395' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/4248651658423016395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/4248651658423016395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/07/desencontros-quando-estive-aqui-pela.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-5250937272538006390</id><published>2007-07-02T18:10:00.000-03:00</published><updated>2007-07-03T12:25:24.589-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Reflexões a respeito do consumo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Guilherme Bryan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipermodernidade. Esse é o termo, surgido na década de 1970, que o filósofo francês Gilles Lipovetsky tornou conhecido, a partir de seu livro Os tempos hipermodernos, para descrever o período atual da humanidade, marcado pelo excesso, pelo efêmero e por um tempo cada vez mais acelerado. Em sua nova obra, A sociedade da decepção (recém-lançada no Brasil pela Editora Manole), o pensador revela porque a nossa sociedade tem mania de consumo, ao mesmo tempo em que é marcada pelo desperdício, pela tristeza e por uma verdadeira explosão da decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O consumo traz um pouco de felicidade para as pessoas por meio de lazer, cinema, turismo, etc. São pequenas felicidades que tornam a vida mais agradável. Por outro lado, há um mal-estar ao vermos jovens de 18 anos obcecadas por cirurgia plástica, maquiagem e jóias, e também outros que não têm um futuro profissional e são obcecados pelas marcas. Isso empobrece a imagem do ser humano. O que se deve fazer? A partir da década de 1960, muitas análises sustentaram que a sociedade consumista era terrível por ser uma fonte de frustração e decepção. Acho que os autores desses textos estavam e estão equivocados, pois nunca conseguirão reduzir o consumo dessa forma, já que, se as pessoas consomem, é porque precisam consumir devido à ansiedade, infelicidade e frustrações. Se antes elas iam rezar, agora vão ao shopping center. Portanto, nossa responsabilidade é educar nossos filhos para que tenham paixões diferentes e/ou além do consumo", acredita.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Na opinião de Lipovetsky, não é a questão do consumo a mais importante com relação à frustração da sociedade atual, mas, sim, a da relação das pessoas com o trabalho e a vida afetiva. "Existem formas de consumo que são decepcionantes. Só que são exatamente aquelas que, antigamente, achávamos que nos protegiam da decepção. Muitos teóricos, por exemplo, afirmavam que não havia decepção com relação à alimentação. Eu penso que é o contrário: a alimentação se tornou um setor que acarreta muita decepção. No que se refere às mulheres, existe uma relação altamente problemática com a alimentação, pois, a partir do momento em que se come, há o medo de engordar. Depois elas fazem regimes que são altamente decepcionantes, pois perdem peso, mas acabam depois recuperando esse mesmo peso", comenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lipovetsky, a televisão também é uma das fontes mais importantes de decepção: "Quando você compra uma TV, raramente se decepciona com a compra ou com o objeto, a não ser que ele quebre ou não funcione. Mas, em compensação, o que você vê e ouve na TV te traz um monte de decepções, praticamente diárias. Por que as pessoas ficam zapeando, procurando outro programa? Se estivessem adorando e totalmente envolvidas com o programa que estão vendo, não mudariam de canal. Então a televisão é feita de pequenas decepções contínuas. Afinal, as pessoas querem ser surpreendidas o tempo todo com coisas novas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Lipovetsky, não é possível deixar de realçar a importância do amor, uma vez que ele é praticamente inseparável da decepção. Essa questão não é novidade, assume o filósofo, mas atualmente ela está cada vez mais presente. "A experiência amorosa, na maioria das vezes, se concretiza por uma grande decepção. Qual é a reação das pessoas? Há as que, imediatamente, vão à caça de uma nova aventura. Outras procuram se proteger da decepção. E há ainda aquelas que transferem todo seu amor para os animais, uma vez que eles nunca decepcionam. É o contrário do ser humano, que decepciona sempre", reflete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo se atém também no trabalho como um dos principais causadores de frustrações na sociedade hipermoderna. "Há muitos jovens que têm dificuldade em entrar no mercado de trabalho. Já as pessoas com mais de 50 anos, quando perdem seus trabalhos, vivem verdadeiras tragédias, pois têm muita dificuldade em retornar ao mercado de trabalho. Essa questão está relacionada a um código de trabalho muito rígido e a tendência, em minha opinião, deveria ser a uma maior liberalização do mercado de trabalho, que trouxesse novas formas de proteção ao trabalhador. Um modelo interessante é o adotado pelos países escandinavos, denominado segurança flexível. Nele, demitir um funcionário pode ser feito sem maiores dificuldades. Só que a pessoa que fica desempregada recebe por um período bem curto 90% de seu salário e um treinamento para incentivá-la a retornar ao mercado de trabalho. Esse é um novo modelo de solidariedade. Por sua vez, com relação aos jovens, deveriam ser feitas transformações profundas no sistema escolar. Umas das mudanças deveria ser criar pontes da escola com a empresa para que, já na escola, o jovem possa entender o que significa trabalhar numa empresa", aposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lipovetsky pode ser considerado pessimista quando reflete a respeito do atual esvaziamento político mundial: "A decepção com relação aos políticos existe em todas as democracias desenvolvidas. Na América Latina, por exemplo, existe uma imensa decepção com relação aos políticos, incluindo o Brasil, onde a corrupção é tão forte. Essa decepção também é bastante presente nos países do Leste Europeu, os ex-países comunistas, que sonhavam com um mundo livre, cheio de abundância e bem-estar. No entanto, a realidade deles é marcada pelo desemprego, corrupção e novos ricos. Ou seja, com o fim do comunismo, há agora a globalização, que, ao mesmo tempo em que traz suas riquezas, é marcada por grandes desigualdades, o que cria uma decepção ainda maior pelo fato de ainda não existir um modelo capaz de se contrapor a esse. Antigamente, havia grandes utopias e as pessoas acreditavam que o mundo seria outro após o comunismo. Hoje em dia, além do Hugo Chávez, ninguém mais acredita nisso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o filósofo francês não se considera um pessimista e procura indicar caminhos positivos para o futuro: "Eu não sou pessimista. Acredito que há possibilidades de corrigir essa situação. As últimas eleições na França, onde houve um índice de 85% de pessoas que votaram, são ótimos exemplos. Esse é um índice extraordinário. Então, se os líderes políticos trouxerem novas soluções e lançarem novos caminhos, as pessoas estarão aí querendo ouvir, apesar de estarem cansadas das promessas da retórica política. Há um novo desejo dos cidadãos de participar da vida política. O [Nicolas] Sarkozy [eleito presidente francês em maio de 2007], por exemplo, nos últimos anos, fez o 'discurso da verdade'. Dizia as coisas tais como são, mesmo que fossem contrárias aos interesses de seu partido político. Não sei se ele será bem-sucedido, mas, de qualquer modo, é preciso dizer que a globalização não é a única responsável pela decepção. Há também uma fraqueza dos aparelhos políticos. A meu ver, a classe política deveria ser mais dinâmica, rápida e ágil, afinal estamos na era da Internet".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-5250937272538006390?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/5250937272538006390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=5250937272538006390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5250937272538006390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/5250937272538006390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/07/reflexes-respeito-do-consumo-por.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-495427102447529668</id><published>2007-06-09T17:13:00.000-03:00</published><updated>2007-07-12T10:27:11.586-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Já dizia o sábio Asdrúbal, meu grande amigo, morador aqui da rua Perpétuo Socorro no Jequiezinho, que o homem vale o que é e não o que tem. Asdrúbal tinha muitas qualidades: Carpinteiro, um verdadeiro artista na arte de fazer poltronas e cadeiras e ótimo jardineiro. Aliás o jardim de sua casa constava de cerca de cem espécies de flores diferentes algumas silvestres e creio que nem ainda classificada pelos estudiosos de botânica. Bem, esse mestre da madeira e das flores uma vez me contou uma história que me fez refletir sobre o amor nas relações familiares e sua importância para formação do caráter de indivíduo. A história aconteceu aqui mesmo em Jequié, lá pelos anos quarenta.&lt;br /&gt;Tudo começou quando o Procópio, pai de Asdrúbal veio morar na rua das Pedrinhas, atual XV de novembro. Próximo a eles moravam uma família de classe média alta, a família Correia Sá, sendo que o patriarca, já falecido naquela época, havia deixado algumas dívidas e muitos problemas para os filhos e a esposa. O mais velho, Alexandre, formado em direito e recém-casado com Berenice, a Berê, teria que tocar para frente os negócios do pai: Uma fazenda com algumas dezenas de cabeça de gado e mais algumas casas que alugavam no pequeno centro comercial de jequié&lt;br /&gt;Acontece que o velho Procópio era viciado em jogos, principalmente rinha de galo, onde fazia altas apostas e possuía um elenco muito variado de brigões e valentes machos galináceos. Noites adentro em apostas foi se descuidando dos negócios e arriscando cada vez mais a saúde física e finaceira dele e da família.&lt;br /&gt;Ás vezes ganhava em apostas o suficiente para pagar os empréstimos que tomava no banco e isso o encorajava a investir mais nesse negócio de alto risco. Outras perdia tanto que mal podia paga o Armazém Zetti, e fiava confiando no recebimento dos aluguéis para cobrir os débitos. Amiúde não tinha nem um centavo para mandar para as filhas que estudavam no Colégio Marista em Vitória da Conquista, e era obrigado a vender algumas rêses por preço de banana, mas nunca atrasava o pagamento das freiras.&lt;br /&gt;Sua mulher, dona Augusta, sofria as ausências e noites afora que o marido passava. A fazenda na mão de um capataz, as casa de aluguel se deteriorando, carecendo de uma reforma e o marido tal um vampiro dormindo de dia e varando noites em uma casa de apostas. O quintal cheio daqueles bichos que ela aprendera a não gostar:Galos. Cânticos estridentes ao alvorecer que faziam-na estremecer. Ódio e rancor no coração. Há vários meses não fora a modista encomendar novos vestidos pois o marido nunca estava disposto para fornecer-lhe o dinheiro. Sofria calada como era comum as mulheres da sua classe que eram educadas para serem esposas e mães devotadas. Ainda que humilhadas ou desprezadas teriam que se manter firme em casa cuidando dos filhos e manter as aparências em público. A boa família jequieense!&lt;br /&gt;Numa noite o velho perdera numa aposta duas casas: uma na Damião Vieira e outra na Abelardo Góes. Perdera para Guilherme, marceneiro já respeitado na cidade por ter talento, e por isso muito requisitado em toda região. O galo de Procópio, apelidado de &lt;em&gt;galoneira&lt;/em&gt;, não ressitiu ao "Prefeito" do marceneiro. Fizeram mais uma aposto. Outros desafiantes do Prefeito, nenhum resistiu. Resultado: duas casas perdidas.&lt;br /&gt;No outro dia foram ao cartório acertar as contas com as escrituras a as propriedades teriam novo possuidor. Na hora do almoço o olhar resignado e acusador da mulher e os suspiros de Alexandre. O pai com os olhos vermelhos de cachaça e insônia mal erguia a cabeça. Vícios. E seus desdobramentos. Na casa ao lado festa. O marceneiro recebia amigos para comemorar e mostrar o seu campeão.&lt;br /&gt;Procópio morreu naquela mesma noite. Mal súbito. Coração Parou. O corpo não suportou tantas noites mal dormidas e muita cachaça e pouca comida. Enterro de rico. Alta sociedade. Autoridades. Família em choro moderado. As meninas vieram de Conquista. Estavam lindas. Olhos verdes lacrimejantes. Brilho sem cor.&lt;br /&gt;Seguiu-se os dias de luto e ordem das coisas foi voltando ao normal. Alexandre assume então o comando dos negócios e aconselha a mãe para que as meninas fiquem em Jequié até pagar a s demais dívidas que o malfadado jogador deixara. Tentatia recuperar na justiça as casas perdidas pelo pai.&lt;br /&gt;O vizinho aos poucos foi crescendo financeiramente e pode dar uma educação esmerada aos dois filhos nas melhores escolas da cidade. Porém o mesmo defeito do falecido lhe acometera também. Vivia fazendo altas apostas. Asdrúbal conta que uma vez ele perdeu quase tudo que possuía numa rinha de galo e desesperado e envergonhado após ficar só com a casa e oficina que lhe dava o sutento, fugiu repentinamente deixando para trás a dor e a vergonha para mulher e filhos.&lt;br /&gt;     Sozinhos e sem dipor dos bens perdidos pelo pródigo pai tiveram que se virar, com os meninos tocando a carpintaria e as meninas fazendo doce. E assim seguiram. Não tinham vergonha de sair nas ruas apregoando as gulosiemas que facbricavam de forma aterzanal para vender nas ruas da cidade.&lt;br /&gt;    Enquanto isso os seus ex-ricos vizinho se digladiavam acerca dos poucos bens administrados pelo irmão mais velho. Segundo Asdrúbal, o problema foi tão grave que sequer conseguima se sentar na mesma mesa. E mais grave. Alexandre não queria mais ajudar a mãe nem lhe dar uma pensão alegando que os outros não queriam fazer nada e ele não se sentia obrigado a sustentar-lhes. No final ficaram mais pobres ainda com despesas com advogado e desestruturação da família. A velha morreu. A mais nova fugiu com um homem casado para Salvador. Para Asdrúbal&lt;br /&gt;essas famílias sao exemplos de como alguns enfrentam as adversidades e superam e  outros  se perdem num meio de um trubilhão. Eu, que não sou nenhu filósofo, prefiro não opinar mas sei que para quem éstá acostumado a ter pouco mais fácil enfrentar as dificuldades que aqueles que nasceram no berço de ouro e não tem nenhuma resiliência na bagagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-495427102447529668?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/495427102447529668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=495427102447529668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/495427102447529668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/495427102447529668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/06/j-dizia-o-sbio-asdrbal-meu-grande-amigo.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-4498763083992514825</id><published>2007-05-27T18:07:00.000-03:00</published><updated>2007-05-27T18:35:10.413-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Luzia Joanna&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;   Final de uma tarde de verão. O ano? 1984. Março. Rua Agapito Fernandes no Jequiezinho. Cenário de um dos melhores dias da minha vida. Talvez hoje passados mais de vinte anos  a memória me traia. Talvez não. Me recordo de que ela estava vestida de um vestido branco, com alças. Curtos o suficiente para admirar a beeza ímpar de sua belas pernas, esculpidas por minha paixão juvenil. O que as tornava mais belas. O coração batia em total descompasso como um bumbo em uma parada da guarda municipal. Seus olhos negros me atingiam e feriam mais que mil holofotes. Exuberantes seios e uma boca fina de lábios delicados. Meu amor não era tímida. Eu sim. Seus olhos exalavam a paixão de uma mulher, ainda que só tivesse quinze anos. Eu  na meu incontido desejo, não sabia o que fazer com as mãos. Uma troca de beijos e olhares. Carícias primeiras de dois adolescentes aprendizes nessa longa jornada da vida. Medos e recatos comuns aqueles que ainda não sabem das infinitas probabilidades do próprio corpo de sentir prazer. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;    Momentos únicos de uma irrepetível primeira vez. Amor apixonado e suave prazer. Orgasmo. Talvez sim, mas a certeza de que agora se faz parte de um novo rol. Daqueles que conhecem o poder de Eros. Experimentaram da maçã e que estranhamente não foram expulsos do paraíso.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ao contrário libertos da culpa da inexperiência. Corpo lasso. Por trás das corinas azuis. O impávido ceú cor de chumbo. E o silêncio quebrado apenas pelo ritmo de dois corações apreensivos e esperançosos. Se fosse possível parar o tempo, esse seria o momento ideal. Ainda porque nossas vidas teriam rumos diversos. Bem falo como adulto hoje. Não. Tento recuperar a magia daquele tempo e sei o quanto é difícil. Calejado por falsa ilusões e paixões passageiras que o tempo e axperiência nos levaram. A vida com diria Cecília Meireles ´"só é possível reiventada.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-4498763083992514825?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/4498763083992514825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=4498763083992514825' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/4498763083992514825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/4498763083992514825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/05/luzia-joanna-final-de-uma-tarde-de-vero.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-8111215052080614509</id><published>2007-05-08T22:35:00.000-03:00</published><updated>2007-05-08T22:36:31.686-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-8111215052080614509?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/8111215052080614509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=8111215052080614509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8111215052080614509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8111215052080614509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/05/blog-post.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-1657967493754747458</id><published>2007-03-29T22:25:00.000-03:00</published><updated>2007-04-19T21:51:55.577-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;Caminhava sem rumo às margens do Rio de Contas. O mormaço desta sexta-feira, o fazia suar desvairadamente. O coração opresso. A dor da solidão. O medo do futuro. As incertezas do presente. Agora, o chão já não tinha a consistência dura do cascalho. Seus pés pisavam na areia, agridoce do rio. Quente e úmida. A vegetação também mudara. O verde predomina sobre o cinza. Os umbuzeiros sempre verdes parecem reluzir suas folhas rebeldes. Insolentes contra o sol do sertão. Os passos largos demonstram indisfarçável cansaço. Um pato d´agua voa sorrateiro em voltas curtas e desajeitadas. Uma garrincha solitária destila sons agudos e perfeitos escondida nos galhos de uma umburana. O juazeiro imponente abriga um bando de Açus. Mudos, graúdos, observadores. Silêncio. Vento morno. A cidade está tão longe. Sente aquela paz só possível quando se isola de todos. Encontra uma pequena elevação debaixo da sombra de uma gameleira e para para refazer as forças. . Tira a camisa e o tênis, os coloca numa pequena pedra e mergulha no rio. A agua refrescante molha seu corpo suado. A sensação é indiscritível. Parece sofrer um choque térmico. Ao sair da água em direção à sombra protetora da gameleira, já sente o corpo mais leve. Como se uma imensa carga o tivesse deixado.&lt;br /&gt;Sempre seria assim? se pergunta. Deita-se com as mãos espalmadas sobre a cabeça, usando a camisa e o tênis como travesseiro. Na imensidão cinza do céu, vê o vôo calma e sereno dos urubus seguindo tranquilos as correntes aéreas. Uma imensa paz toma conta do seu coração. adormece tranquilo e sonha com a sua mãe. ela está vestida de verde claro, sorrindo sentada numa cadeira de vime na varanda da casa em que moraram no Alto da Balança, no jequiezinho. Uma fita vermelha na cabeça. Sua avó aparece e de repente não estão mais na varanda e sim na fazenda Fontinha. Tudo muda de repente e ele esta voando sobre o teto da igreja Matriz. Porém a igreja está fora de lugar, virada para o poente e não para o nascente. Acorda depois de algumas horas e sente uma imensa vontade de chorar. Tenta adivinhar o canto dos pássaros ao seu redor ficando de olhos fechados. O canto macio do Cardeal, o triste assobio das lavandeiiras. Falta os canários, hoje raros, quase extintos.&lt;br /&gt;Sabe que tem que voltar. O sol se apressa em declínio atrás da Serra da Salgada. Solidão. Casa vazia. Oca. Seu ocupado pai ainda não deve ter chegado. Uma casa grande e vazia. No entanto, o maior vazio é aquele que atinge seu peito. Que aflinge sua alma. A dor da timidez, da ausência, daquilo que poderia ser e não é. O caminho de volta é mais fácil. Desce tranquilo e sem o mormaço da vinda. O vento agora é fresco. As árvores balançam seus ramos imprecisos. A mudança no solo é sentida com certo prazer. Sair do areal o permite andar muito mais rápido. Vê as primeiras casas. Vê os trabalhadores retornarem às suas casas após um dia de labuta. Vê de volta a silhueta dos telhados altos do centro da cidade. Entra na rua onde mora. Muitos adolecentes voltando das escolas. Risos. buzinas. Carros e motos. Abre a porta. Sobe a escada calmamente. Essa é sua vida. Esse é seu refúgio. E seu cárcere.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-1657967493754747458?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/1657967493754747458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=1657967493754747458' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/1657967493754747458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/1657967493754747458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/03/caminhava-sem-rumo-s-margens-do-rio-de.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-8350630614748215752</id><published>2007-03-17T18:41:00.000-03:00</published><updated>2007-04-01T18:30:56.310-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='folhas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;OUTONO&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O calor forte de março ainda aquecia a eterna e insólita Cidade Sol. Nas ruas de paralepípedos o sol crestava o dorso das pedras com avidez. O vento morno e calmo desta tarde silenciosa dava um certa malemolência no andar de Kátia. Saía de casa atrasada mais uma vez, já eram duas horas da tarde e entraria no trabalho quinze minutos depois.Chegaria depois do horário. Certamente receberia uma advertência verbal e discreta da gerente, Patrícia, com sua voz metálica e firme, dita com doçura, é verdade, mas com muita determinação.&lt;br /&gt;No ponto de ônibus abre maquinalmente a revista que traz na bolsa. Uma dessas revistas de fofocas e boatos sobre celebridades. Na seção de astrologia lê que nesse inicio de Outono os astros lhe estavam favorável. De repente fica extasiada com a frase: Nesse início de Outono. Outono. Nunca mais havia reparado que o ano se dividia em estações. Isso só se ouvia na época da escola. O outono começa hoje! Pensou e quase sorriu. Parece ter pensado em voz alta. Um homem de meia idade sentado ao lado olhou para ela de surpresa. Seu coração batia descompassado. Como se descobrisse algo novo. Como se encontrasse um grande tesouro. Seu corpo se agitava num frêmito inquietante. Qual a razão de tanta agitação. Outros outonos já vivera e se quer havia percebido. Muitos marços passaram por ela sem que se apercebesse de uma nova estação. Lembrava-se daqueles livros que as escolas públicas, nas quais estudou adotavam. Livros que traziam as ilustrações das "Quatro Estações" perfeitamente divididas. E sonhava com um lugar que caísse neve no inverno ou ventasse frio no outono. Mais Jequié não admite meio termos! -admirava-se Kátia. Ela própria é toda um interjeição. Ou se está quente ou se está menos quente. Sim é verdade que quando chove algumas pessoas chegam a usar jaquetas, mas apenas para não passar a oportunidade e ficarem sem usar. Não faz frio propriamente. Concluía com determinação.&lt;br /&gt;Outono. Kátia vê o ônibus se aproximar do ponto mais não faz menção de se levantar. O homem de meia idade levanta-se e entra no coletivo. Porém ela tão extasiada está que não percebe , definitivamente chegaria atrasada no trabalho. Outono! Parece uma poema - pensava. Sorria para o céu totalmente azul desta tarde. Sorria porque descobrira que não precisaria ir para um emprego do qual não gostava. Acabara de descobrir que a vida era algo tão simples como a palavra outono. Lá estava ela escondida entre fotos de celebridades e previsões astrais. No entanto quantas emoções indescritíveis sentia ao lê-la. Ao recitá-la em voz baixa. Viver! Outono! A quanto tempo não havia esquecido de si mesma! Quantos momentos de sua vida vivera em função dos outros, se admirava.Quantos abraços deixou de dar, quantos beijos, quanta ternura poderia ser compartilhada se viesse a pensar mais em si mesma.&lt;br /&gt;Kátia levantasse do ponto de ônibus e segue em direção a sua casa. Uma imensa liberdade circunda o seu coração e satura a sua mente. Outono! agora é minha vez de viver!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-8350630614748215752?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/8350630614748215752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=8350630614748215752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8350630614748215752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/8350630614748215752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/03/outono-o-calor-forte-de-maro-ainda.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-9200022667227922072</id><published>2007-03-11T17:12:00.000-03:00</published><updated>2007-03-11T17:13:47.853-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O CHOFER&lt;br /&gt;    Todo dia de manhã cedo era o primeiro a chegar ao prédio da Prefeitura Municipal de Jequié. Naquele tempo ainda ficava no centro da cidade, ali próximo a praça dos Caixeiros Viajantes, quase em frente a casa de Tote Lomanto. Radiante em um uniforme azul marinho e um quepe também azul, lá estava ele todo feliz, se chamava João Cardoso mas, todo mundo lhe conhecia como Chofer. Durante alguns anos servira à família Lomanto como motorista particular, e agora  fora  escolhido pelo prefeito Lomanto Jùnior como motorista da prefeitura, melhor, do gabinete do prefeito, naquele ano de 1954. Tamanha alegria só fora superada pela notícia de que se trajaria de chofer e que seu uniforme fora encomendado na Rua Chile, em Salvador.&lt;br /&gt;   Desde então ele se transformara. Para quem ainda não o conhecia, sempre se apresentava como o Chofer do Prefeito. De pele escura, com uma pequena mais saliente barriga, e um sorriso branco e espontâneo, João Chofer era todo devoção ao Prefeito. De uma fidelidade canina e sincera, sem nenhuma intenção além de servir bem àquele que para ele era seu grande benfeitor.&lt;br /&gt;    Nesta manhã de Domingo, quando as chuvas de março caem sobre a Cidade Sol, sacodindo os galhos baixos da goiabeira e agitando os imponentes galhos da cinquentenária mangueira no meu quintal, sem vontade de levantar, fico rolando na cama. Lembro-me deste Chofer lendário de Jequié. Incrível que nós seres humanos. Com nossos defeitos e qualidades. Ambições e sonhos. Ás vezes nos esquecemos do fim principal da nossa vida. Como é fácil se perder nos caminhos da vida! Como é difícil acertar a rota. João Chofer na sua simplicidade encontrou um caminho, um objetivo: Servir ao prefeito. Se para ele aquilo o dignificava, como não será edificante servir a uma causa maior. Vejo aqueles que se dedicam a uma causa religiosa, não me refero aos fanáticos, mas aqueles que encontram paz numa religião, como nos falam dela seus olhos brilham e faíscam. Outros dedicam-se a uma certa filosofia política e vivem e morrem por essa causa.      Enfim o  mais importante da vida è ter uma razão, um rumo, um norte para se dirigir com os olhos cheios de esperança e certeza de uma vida melhor. Como diz uma certa canção de Roberto Carlos: "...é preciso saber viver". Jesus Cristo no evangelho segundo São Mateus nos conta a história de um certo homem que ao encontrar uma pedra de grande valor, vende tudo que tem para comprar aquela jóia. Fico a imaginar esse homem. De olhos esbugalhados, diante de um pedra preciosa. Para um leitor comum surge a seguinte questão: e agora o que vai fazer esse louco? Que vai comer? Que vai vestir? Na verdade de louco ele nada tem pois encontrou sua razão de viver!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-9200022667227922072?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/9200022667227922072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=9200022667227922072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/9200022667227922072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/9200022667227922072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/03/o-chofer-todo-dia-de-manh-cedo-era-o.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-2851015834770083911</id><published>2007-03-04T21:20:00.000-03:00</published><updated>2007-03-04T21:32:41.277-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;UM DOMINGO QUALQUER&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Ainda conservava um resquício de beleza. Por trás dos olhos castanhos e das rugas que lhe desmentiam a maquiagem mal feita dava para ver que muitos janeiros por ela já haviam passado. Sentados na mesma mesa nós conversávamos, quer dizer, eu pouco falava, apenas respondia a algumas perguntas que ela fazia entre os poucos minutos em que pausava para respirar ou beber. Parecia uma daquelas estranhas personagens saídas de alguma página de Shakespeare, com cabelos curtos tingidos de louro, nos quais a raiz já despontava a cor verdadeira, um misto de preto e branco. Falava sem parar: Já morara em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Se casara três vezes e desses casamentos, dois filhos já adultos, homens, estavam em algum lugar do estado de São Paulo. Ela conta que perdeu o contato com os filhos depois que o pai ganhou na justiça o direito de criá-los e os levou. Ao se casar com o segundo marido esse exigiu que ela não recorresse da decisão do juiz e foram morar em Salvador. Muito mais tarde buscou alguma notícias porém não conseguiu localizá-los. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Pergunto-lhe como foi que veio parar aqui e ela responde de forma enigmática que veio "á toa", assim como não quer nada. Não entendo. Mas também não questiono. Seus lábios são de um vermelho roxo, estranha cor de baton. As unhas pintadas também de vermelho, já estão um pouco puídas nas pontas. A voz é um pouco rouca, , por certo, efeito de muitas taças de cerveja ou cachaça, dão a impressão de um ressaca que nunca se cura. Não me impressiona suas histórias mas principalmente, sua memória prodigiosa, pois relata fatos acontecidos há anos com uma incrível precisão de detalhes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Lá fora um vento morno acaricia as palhas dos coqueiros. Estou aqui neste balcão de uma espécie de lanchonete bar, apenas esperando um ônibus, que me conduza de volta a Jequié, e já me preocupa a demora. Disseram que o motorista é muito pontual, exceto quando acontece algum imprevisto na estrada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- Você já foi no Rio de Janeiro, - pergunta-me a mulher - trazendo-me de volta à mesa, respondo lhe que não, nunca fui ao Rio nem a São Paulo. Ela diz que lá teve que mudar de nome pois o terceiro marido com quem se casara era um contrabandista muito procurado em Minas e Espírito Santo e ambos adotaram identidades falsas. Aproveito o momento para perguntar-lhe o nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- Aurora, fala de supetão, entre um gole e outro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- È o mesmo nome da minha avó - continua - Aurora Neves Souza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Conta-me depois que sua avó ao morrer deixou uma casa para sua mãe, mas o pai que era viciado em jogo a perdeu numa posta e passaram a maior parte da vida vivendo de aluguel. Lembra-se com carinho do avô paterno, um padeiro que trabalhava no Brás, e que todas as vezes que ia visitá-los levava muitos pães e doces. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- Tudo passado, águas passadas, não voltam mais! - isso ela fala olhando para frente, não propriamente para mim mas para si mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Enfim o ônibus chega em meio a muita poeira e fumaça, quase vazio e despeço-me de Aurora, após pagar a conta. Da janela do ônibus retribuo o aceno que ela faz ainda sentada na mesa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:78%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Apuarema, 4 de março de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-2851015834770083911?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/2851015834770083911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=2851015834770083911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2851015834770083911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/2851015834770083911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2007/03/um-domingo-qualquer-ainda-conservava-um.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-116479052554200807</id><published>2006-11-29T05:40:00.000-03:00</published><updated>2006-11-29T05:55:45.446-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje é um dia especial. Faz um ano que conheci Dione. Uma pessoa maravilhosa que me ensinou a ver o mundo de outra maneira. Sempre fui muito ligado ao aqui e agora, acreditava no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Carpe Diem&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e vivenciava isso, todos os dias da minha vida. Interessante é quando você percebe que nem tudo na vida é passageiro. Quantas vezes não ouvimos que o amor é eterno! /quantas vezes não ouvimos que o verdadeiro amor não passa como chuva de verão. mas só quando descobrimos o verdadeiro amor é que sabemos o real sentido dessas palavras. Dione. Amor tácito, simples, sem ostentações, sem grandes impulsos, mas como a mesma intensidade e vigor desde quando tudo começou. &lt;em&gt;"Quem inventou o amor?"&lt;/em&gt; pergunta numa canção Renato Russo, falando de como é bom ter um amor nos momentos mais simçles da vida. Interessante é que quando muito jovens, na adolescencia acreditamos nos grande amor, naqueles sonhos portentosos, de viagens de altivez ou coisas confusas e semelhantes a essa, e não conseguimos dimensionar o valor das pequenas coisas. O comoer uma acarajé juntos no final da tarde. O beber uma água de côco na praça. Tomar sorvete na sorveteria de Grande. Visitar os velhinhos na Fundação Leur Brito; brincar com as criaças no orfnato Lar da Criança... Enfim qualquer coisa que se faz desde assistir a um jogo no qual eu torço pelo Bahia e ela pelo Vitória, tudo é perfeito!Muito lindo! como diria Caetano. Como diria Camões &lt;em&gt;"&lt;strong&gt;o amor é sublime, é suave, é brando/quem o contrário diga/favor não seja crido."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-116479052554200807?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/116479052554200807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=116479052554200807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/116479052554200807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/116479052554200807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2006/11/hoje-um-dia-especial.html' title=''/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37679332.post-116388449334633616</id><published>2006-11-18T17:56:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T18:14:53.353-03:00</updated><title type='text'>canção</title><content type='html'>&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;"&gt;CANÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;CECÍLIA MEIRELES&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te fies no tempo nem na eternidade,&lt;br /&gt;que as nuvens me puxam pelos vestidos,&lt;br /&gt;que os ventos arrastam contra o meu desejo!&lt;br /&gt;Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,&lt;br /&gt;que amanhã eu morro e não te vejo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demores tão longe, em lugar tão secreto,&lt;br /&gt;nácar de silêncio que o mar comprime,&lt;br /&gt;o lábio, limite do instante absoluto!&lt;br /&gt;Apressa-te, amor, que amnhã eu morro,&lt;br /&gt;que amnhã eu morro e não te escuto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparece-me agora, que ainda reconheço&lt;br /&gt;a anêmona aberta em tua face&lt;br /&gt;e em redor dos muros os vento inimigo...&lt;br /&gt;Apressa-te, amor, que amnhã eu morro,&lt;br /&gt;que amanhã eu morro e não te digo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37679332-116388449334633616?l=letrasuesb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasuesb.blogspot.com/feeds/116388449334633616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37679332&amp;postID=116388449334633616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/116388449334633616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37679332/posts/default/116388449334633616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasuesb.blogspot.com/2006/11/cano.html' title='canção'/><author><name>paulo cesar silva oliveira</name><uri>https://profiles.google.com/106763016638667313871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-5NOAjoFuClU/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAO8/drTOtqPIqXE/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
